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O jornalismo de moda

TARCISIO D´ALMEIDA
Publicado no Jornal OTEMPO

Desde a invenção da imprensa por Gutenberg, no século XVII, a humanidade testemunhou as mudanças de tipologias e categorias no fazer jornalístico. Inicialmente, ainda no mesmo século e no século XVIII, a característica essencial dos textos publicados em jornais e revistas era a do jornalismo opinativo; em seguida, no século XIX, passamos para o jornalismo informacional; já o século XX foi demarcado pelo jornalismo interpretativo e, agora, no início do XXI, vivenciamos o jornalismo diversional (ou de entretenimento). Esse resgate histórico serve para entendermos as transições da noção de relatos de costumes, via escritores, para a de imprensa feminina e, depois, para o jornalismo de moda propriamente dito.

jornalismo de modaO jornalismo de moda é uma especialização da profissão de jornalista relativamente nova. Ou, dito de outra forma, é resultado direto da modernidade e que alcança seu apogeu na contemporaneidade. É com a indústria da moda (do prêt-à-porter), ou seja, e não só com a indústria têxtil que já havia se desenvolvido, de certo modo, desde a época da Revolução Industrial, que o jornalismo de moda se expandirá e conquistará espaços nos veículos de comunicação. É com o prêt-à-porter que o jornalismo de moda encontra seu ápice enquanto cobertura jornalística. Por conta dos calendários fixos de desfiles, a moda abre as portas ao novo gênero de criação-produção-consumo. Falar de jornalismo de moda é o mesmo que falar das relações psicossociais e axistentes entre roupas e palavras. Ou seja, abordar e transpor a verve criativa das coleções dos criadores de moda em notícia, produto ideológico por excelência do jornalismo.

Uma das funções essenciais do jornalismo de moda é, além de informar com ética, traduzir os conceitos de moda para os leitores, telespectadores, internautas. Daí a leitura da moda se processar em duas vertentes: textual e visual. Roland Barthes, no clássico “Sistema da Moda”, analisa a moda textual, ou seja, os textos publicados em jornais e revistas do final da primeira metade do século passado. Se, conforme conceitua Clóvis Rossi, no introdutório “O Que É Jornalismo”, “o jornalismo, independente de qualquer definição acadêmica, é uma fascinante batalha pela conquista das mentes e corações de seu alvos: leitores, telespectadores ou ouvintes”, então, podemos afirmar que o jornalismo de moda seria, portanto, um convite à fruição dos produtos de mídia que, ao atribuírem uma dosagem sinestésica de texto e imagem, conquistam o seu leitor verbo-imagético pelo campo do estético-informacional. Esse raciocínio encontra-se na pioneira dissertação de mestrado “Das Passarelas às Páginas: um Olhar sobre o Jornalismo de Moda”, defendida por este colunista no ano de 2006, na ECA-USP.

Coincidentemente, tanto a moda como o jornalismo compartilham da mesma fugacidade em relação ao tempo. Este passa a ser o elemento sobre o qual se erguem todas as dinâmicas entre assistir, testemunhar, um acontecimento e noticiá-lo, isto é, publicá-lo nas páginas impressas e virtuais ou ainda transmiti-lo pela TV, rádio e internet. Portanto, o que constitui a notícia jornalística de moda, ou seja, que tipo de acontecimento a gera, é o compartilhamento por ambos os campos da efemeridade e da dinâmica do tempo que rege a produção e publicação de notícias de moda. Esta pode ser reportada a partir de vários matrizes no corpo de uma mídia jornalística (reportagem, entrevista e crítica, entre outros), em especial, a impressa.

TarcísioTarcisio D´Almeida é professor e pesquisador do curso Design de Moda da Escola de Belas Artes, da Universidade Federal de Minas Gerais (EBA-UFMG). tarcisiodalmeida@eba.ufmg.br. Ele divide este espaço com Susanna Kalhs e Jack Bianchi.

O Senhor dos Anéis em vitrais Por Jian Guo

Karlos Junior.

Aproveitando o retorno à Terra Média, com a estreia mundial de O Hobbit, convido os leitores a conferirem o trabalho do ilustrador chinês Jian Guo, que contou a Saga do Anel este ano em forma de vitrais.

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O Senhor dos Anéis – magnum opus do escrito, professor e filólogo britânico J.R.R.Tolkien é, sem sombra de dúvidas, um dos maiores clássicos da Literatura de todos os tempos, inspirando pessoas de todos os cantos do mundo há quase um século. Se antes com apenas os livros, alguns jogos eletrônicos ou RPGs, além de uma obscura adaptação em desenho feita pela Disney, a legião de fãs sempre aumentou ao longo das décadas, com a obra transposta para o Cinema a Terra Média cresceu ainda mais conquistando um público inimaginável até então, inspirando mais uma leva enorme de artistas pelo planeta.

Jian Guo é um claro exemplo deste fenômeno, não somente por ter sucumbido aos poderes da Terra Média, como por ter também se rendido ao poder do Um Anel, deixando-o manifestar-se em suas obras. O resultado deste encontro, em que Jian Guo parece ter bebido na fonte viva da mitologia tolkieniana, pode e dever ser apreciado nos vitrais desenvolvidos por ele, onde cada uma das imagens remete à passagens históricas da grande saga.

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A luta de Gandalf contra o Balrog, a passagem pelos Argonautas, o encontro de Frodo e Galadriel e outras cenas que certamente habitam a memória dos fãs podem ser reconhecidas neste excelso trabalho. Mas a história ainda não terminou, pois a Terra-Média que o mundo conheceu entre 2001 e 2003, está de volta hoje com a estreia mundial de O Hobbit nos cinemas. A nova saga promete encantar o planeta mais uma vez, contando a história que originou o conflito mostrado na trilogia anterior. E tudo começa com uma jornada inesperada na companhia de Gandalf e Bilbo, o bolseiro.

Se a saga vai servir como injeção de novas ideias para Jian Guo só o tempo dirá, mas enquanto isso os ótimos trabalhos do artista chinês, que tem a Fantasia e a Ficção Científica como seus estilos de arte preferidos, podem ser conferidos em sua página no DeviantArt.

Tese premiada pela Capes analisa produção, uso e preservação de manuscritos pintados do século 18

A tradição medieval dos manuscritos ornados – com pinturas e caligrafia caprichada, entre outros elementos – manteve-se com força no século 18 em Portugal e no Brasil, mesmo passado longo tempo do advento da imprensa. Documentos produzidos dessa forma conferiam distinção e, portanto, eram mais eficientes do ponto de vista da comunicação e tinham mais chances de serem preservados.

Para entender como se produziam, usavam e preservavam esses manuscritos, a professora Márcia Almada, da Escola de Belas-Artes, percorreu arquivos e bibliotecas de Brasil, Portugal e Espanha. O trabalho resultou na tese Das artes da pena e do pincel: caligrafia e pintura em manuscritos no século XVIII, defendida em 2011, e vencedora do Prêmio Capes de Tese da área de História. A solenidade de premiação será na próxima quinta, 13, em Brasília.

A partir do Tratado de caligrafia, publicado por Manoel de Andrade de Figueiredo em 1722, em Portugal, a pesquisadora buscou as referências para o trabalho dos profissionais da atividade escrita. “Cheguei então aos espanhóis, porque havia estreita ligação entre a caligrafia espanhola e a portuguesa, devido, em grande parte, ao bilinguismo que reinava na Península Ibérica”, conta Márcia Almada.

Ela acrescenta que na Espanha há grande quantidade de estudos que traçam as redes sociais de escrivães e calígrafos. Um grupo principal atuava em forte proximidade à Corte, e muitos eram amigos de Velásquez, Calderón de la Barca e Lope de Vega. Em Portugal, Manoel de Figueiredo ensinava a filhos de fidalgos e também frequentava os círculos do poder. Isso mostra, segundo Marcia, a importância da escrita adornada para a distinção social.

“Além desses calígrafos de elite, havia uma enormidade de outros profissionais que não se destacaram. E eles atendiam a uma demanda que não era apenas de grupos sociais mais favorecidos. A clientela incluía grupos de negros – escravos ou libertos – e pardos. Pessoas iletradas também valorizavam os manuscritos adornados”, salienta a professora do curso de Conservação e Restauração de Bens Culturais Móveis.

Compromissos de irmandades
Para delimitar o universo de suas pesquisas, Marcia Almada escolheu os chamados “compromissos de irmandades”, estatutos de organizações que regiam a vida social e religiosa de grupos diversos. Os estudos mais aprofundados sobre os documentos levaram à categorização de três estilos principais encontrados nos manuscritos produzidos sob encomenda das irmandades de Minas Gerais, na primeira metade do século 18.

Outra forma de concentrar a investigação foi a opção pela análise dos trabalhos do calígrafo tratado na tese como “o calígrafo/pintor de Vila Rica” – como a maioria dos trabalhos não era assinada, os pesquisadores recorrem a formas alternativas para identificar os profissionais. A escolha foi motivada, entre outros fatores, pelo fato de que um manuscrito desse calígrafo, datado de 1725, revela forte influência do tratado de caligrafia de Manoel de Figueiredo, publicado apenas três anos antes.

“Isso me intrigou, porque esse intervalo era curto, na época, para que um profissional tivesse acesso, em Minas Gerais, a uma obra editada em Portugal. Ainda pretendo descobrir como ele tomou conhecimento do tratado, se teria encomendado um exemplar em Lisboa, ou mesmo se, na verdade, o pintor de Vila Rica teria sido português, recém-chegado ao Brasil”, explica Márcia. Ela conta também que encontrou em Portugal um outro manuscrito do mesmo autor realizado no mesmo ano de 1725, o que foi especialmente valioso para suas pesquisas. “Quase chorei quando descobri o documento”, ela diz. Em trabalhos realizados nove anos depois, “foi possível perceber o aprimoramento técnico, embora ele ainda usasse os mesmos padrões na caligrafia e nas pinturas.”

‘Agentes iletrados da escrita’
A pesquisa de Marcia Almada proporcionou uma série de descobertas relacionadas ao processo de produção dos manuscritos. A análise dos textos revelou, por exemplo, as diferenças com relação à grafia das palavras. “Era uma época de normatização do idioma, que viria a se consolidar no final do século 18, com as políticas educativas de Marquês de Pombal, e várias formas de escrever ainda eram aceitas. O ensino, incluindo os materiais, não tinha uniformidade”, explica a pesquisadora.

Márcia comenta também que não era preciso saber ler e escrever para trabalhar como calígrafo, e os próprios manuais previam que bastava saber desenhar. “Esses profissionais eram os agentes iletrados da escrita, que denominei ‘desenhistas iletrados’. Os manuais recomendavam que se usassem moldes e se recorresse a uma pessoa letrada para conferir o resultado final”, diz Marcia Almada.

A partir de 1761, ela conta, os documentos das irmandades seguiam para Lisboa, para aprovação dos órgãos administrativos, como o Conselho Ultramarino, que se encarregava dos domínios coloniais. Trabalhos bem executados, com capitulares bem desenhadas e tinta de boa qualidade, mostravam capacidade operativa das irmandades. “O prestígio conferido por um documento adornado corresponde à forte valorização, pela sociedade setecentista, da visualidade, como comprovam as igrejas, os cortejos e os monumentos efêmeros”, destaca Marcia Almada. Com bolsas da Fapemig e da Capes, ela pesquisou em instituições portuguesas como a Biblioteca Nacional de Lisboa, a Torre do Tombo – que guardam documentos da biblioteca real –, o Arquivo Histórico Ultramarino e a Universidade de Coimbra. Na Espanha, visitou a Biblioteca Nacional e a Biblioteca da Residência de Estudiantes, que guarda o acervo do antigo museu pedagógico e conserva uma coleção consistente de manuais de caligrafia, impressos e manuscritos. No Brasil, explorou sobretudo estantes e armários do Arquivo Público Mineiro e dos arquivos eclesiásticos de Ouro Preto, Mariana e São João del-Rey.

Múltiplos suportes
Entre os aspectos que garantem o caráter inovador da tese de Marcia Almada, ela ressalta a exploração dos compromissos de irmandades, que haviam sido mais estudados por historiadores, privilegiando o aspecto textual, e a metodologia que lança mão de suportes múltiplos do conhecimento, como a história cultural, a história da arte, a paleografia e história material.

Ela considera que dispõe hoje de um inventário muito relevante do repertório estético dos calígrafos que trabalhavam no Brasil, especialmente em Minas Gerais. E que esse material pode servir de ponto de partida para uma série de outros estudos, da análise química dos pigmentos à trajetória da cultura visual daqueles profissionais. “Ainda há muito o que estudar”, diz Marcia Almada, que ainda não definiu o caminho das investigações do pós-doutorado que será financiado pelo Prêmio Capes de Tese.

Tese: Das artes da pena e do pincel: caligrafia e pintura em manuscritos no século XVIII
De Márcia Almada
Orientadora: Júnia Ferreira Furtado
Defesa em 15 de julho de 2011
Programa de Pós-graduação em História

(Itamar Rigueira Jr.)

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Assim que disponível em formato digital, divulgaremos aqui o link para a obra!

FMC cria Centro de Referência da Moda de Belo Horizonte

Publicado em 06/12/2012 09:40:19

241_foto Miguel Aun_MHAB_Vestua¦ürio_out2012A Prefeitura de Belo Horizonte, por meio da Fundação Municipal de Cultura (FMC), criou o Centro de Referência da Moda de Belo Horizonte, na esquina da Rua da Bahia com a Avenida Augusto de Lima. Segundo o presidente da FMC, Leônidas Oliveira, o objetivo do novo espaço é traduzir a cultura, o estilo e os costumes dos habitantes da capital mineira, em diferentes épocas.

O Centro de Referência da Moda reunirá um amplo e diversificado acervo, desde luxuosos vestidos de gala, fraques e finas lingeries, até extravagantes chapéus, trousses, luvas e outros acessórios, itens vindos da Coleção Vestuário do Museu Histórico Abílio Barreto (MHAB). “Com mais esta iniciativa, a Fundação Municipal de Cultura tem planos de mobilizar o mundo da moda em BH, promovendo debates, estudos, desfiles, exposições, seminários e cursos, muitos deles destinados à população de baixa renda, com o objetivo de formar mão-de-obra especializada para as confecções”, detalha Leônidas, sobre os benefícios que o novo espaço trará para a cidade.

A coordenação geral do Centro de Referência da Moda de BH ficará a cargo de Marília Salgado. Segundo ela, o espaço irá centralizar várias ações de apoio a estudantes universitários de moda, professores, estilistas, profissionais do comércio, indústria e comunidade em geral. “A moda hoje é pensada não como futilidade, mas como fenômeno sociocultural, capaz de nos dar informações preciosas sobre os costumes de uma época e de um povo, além de movimentar a economia de um país”, completa.

Localização privilegiada

O Centro de Referência da Moda de Belo Horizonte irá ocupar uma das mais belas edificações da cidade, localizado na esquina da Rua da Bahia com a Avenida Augusto de Lima. O prédio neogótico, em estilo manuelino, foi construído em 1914 e, em seus quase cem anos de existência, sediou importantes instituições histórico-culturais de Belo Horizonte, como o Conselho Deliberativo da Capital, a Biblioteca Municipal, a primeira rádio da cidade (PRC-7, Rádio Mineira), as aulas inaugurais da Escola de Arquitetura da UFMG, a Câmara Municipal, o Museu de Mineralogia Professor Djalma Guimarães, o Museu da Força Expedicionária Brasileira e, mais recentemente, o Centro de Cultura Belo Horizonte.

O edifício é tombado pelo Instituto Estadual do Patrimônio Histórico e Artístico de Minas Gerais (IEPHA- MG) e pelo Conselho Deliberativo do Patrimônio Cultural do Município de Belo Horizonte.

Exposição: A Fala das Roupas

Uma amostra do acervo do Centro de Referência da Moda de Belo Horizonte será apresentada ao público na exposição “A Fala das Roupas”. Entre as peças expostas, destacam-se um robe du jour (vestido do dia), de 1873, usado pela noiva para tomar o café da manhã com o marido no dia seguinte ao casamento; um vestido feito para a festa de comemoração da Revolução de 1930; um vestido confeccionado pelo conhecido estilista mineiro Marquito; lingeries de seda bordadas; caixa de trabalho de mascate, especialista no comércio de joias e bijuterias; belos vestidos de gala, chapéus, luvas, fraque e uniformes da Guarda Nacional.

Mais informações: CR[Moda] – (31) 3277-4384

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BH INAUGURA OFICIALMENTE SEU CENTRO DE REFERÊNCIA DA MODA

Publicado no DOM, Ano XVIII – Edição N.: 4199

Exposição de peças antigas e seminário marcam abertura do novo espaço, que pretende mobilizar o setor na capital mineira

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Belo Horizonte ganha oficialmente na segunda-feira, dia 26, seu Centro de O Centro de Referência da Moda reunirá um amplo e diversificado acervo, que inclui desde luxuosos vestidos de gala, fraques e finas lingeries até extravagantes chapéus, trousses, luvas e outros acessórios, itens vindos da Coleção Vestuário do Museu Histórico Abílio Barreto (MHAB). “A Fundação Municipal de Cultura tem planos de mobilizar o mundo da moda em BH, promovendo debates, estudos, desfiles, exposições, seminários e cursos, muitos deles destinados à população de baixa renda, com o objetivo de formar mão de obra especializada para as confecções”, disse Leô­nidas Oliveira, presidente da FMC, sobre os benefícios que o novo espaço trará para a cidade.Referência de Mo­da, espaço que pretende traduzir a cultura, o estilo e os costumes dos habitantes da capital mineira em diferentes épocas. O centro será inaugurado oficialmente pela Prefeitura de Belo Horizonte, por meio da Fundação Municipal de Cultura (FMC) e vai funcionar na esquina da rua da Bahia com a avenida Augusto de Lima, no Centro de Cultura de Belo Horizonte (rua da Bahia, 1.149, Centro). Nos primeiros dias, inclusive, o centro vai receber uma exposição e promoverá um seminário.A coordenação geral do Centro de Referência da Moda de BH ficará a cargo de Marília Salgado. Segundo ela, o espaço irá centralizar várias ações de apoio a estudantes universitários de mo­da, professores, estilis­tas, profissio­nais do comércio, indústria e comunidade em geral. “A moda hoje é pensada não como futilidade, mas como fenômeno so­cio­cul­tural, capaz de nos dar informações preciosas sobre os costumes de uma época e de um povo, além de mo­vi­mentar a economia de um país”, completa.

O Centro de Referência da Moda irá ocupar uma das mais belas edifica­ções da cidade. O prédio neogó­tico, em estilo manue­lino, foi construído em 1914 e, em seus quase cem anos de existência, sediou importantes instituições histórico-culturais da capital, como o Conselho Deli­be­rativo da Capital, a Biblioteca Municipal, a primeira rádio da cidade (PRC-7, Rádio Mineira), as aulas inaugurais da Escola de Arquitetura da UFMG, a Câmara Municipal, o Museu de Mineralogia Professor Djalma Guimarães, o Museu da Força Expedicio­nária Brasileira e, mais recentemente, o Centro de Cultura Belo Horizonte.

O edifício é tombado pelo Instituto Estadual do Patrimônio Histórico e Artístico de Minas Gerais (IEPHA- MG) e pelo Conselho Deliberativo do Patrimônio Cultural do Município de Belo Horizonte.

Exposição “A Fala das Roupas”

Uma amostra do acervo do Centro de Referência da Moda de Belo Horizonte será apresentada ao público na exposição “A Fala das Roupas”. Entre as peças expostas, destacam-se um robe du jour (vestido do dia), de 1873, usado pela noiva para tomar o café da manhã com o marido no dia seguinte ao casamento, um vestido feito para a festa de comemoração da Revolução de 1930, um vestido confeccionado pelo conhecido estilista mineiro Marquito, lingeries de seda bordadas, caixa de trabalho de mascate, especialista no comércio de joias e bijuterias, belos vestidos de gala, chapéus, luvas, fraque e uniformes da Guarda Nacional.

I Seminário do Centro de Referência da Moda

Entre terça e quinta, dias 27 e 29, o Centro de Referência da Moda de BH promove o seu primeiro seminário, com três dias dedicados aos temas: “Memória, Negócios da Moda e Criação e Desenvolvimento”. O evento acontece na sede do BDMG (rua da Bahia, 1.600) e contará com a participação de palestrantes renomados, como João Braga (historiador de moda), Maria Prata (diretora de redação da Harper’s Bazaar Brasil), Astrid Façanha (professora da Faculdade Santa Marcelina e gerente geral da Netshoes), Maria Tereza Leal (fundadora da Coopa-Roca), Vera Lima (criadora do acervo de moda do Museu Histórico Nacional), Mary Arantes (da Mary Design) e Tereza Santos (estilista mineira).

As inscrições para o seminário são gratuitas e podem ser feitas pessoalmente ou pelos telefones 3277-4384 e 3277-9248 no próprio Centro de Referência da Moda e também no MHAB (avenida Prudente de Morais, 202, Cidade Jardim). As inscrições também poderão ser feitas durante os três dias do evento, desde que o interessado chegue com a antecedência mínima de uma hora e meia no BDMG. Veja abaixo a programação do seminário, que será mediado por Carla Mendonça.

• Dia 27, das 14h às 19h, com o tema “Memória”

Vera Lima: O acervo de trajes do Museu Histórico Nacional

João Braga: Visão da História da Moda brasileira no período de 1897 a 1980

Soraya Coppola: Restauração e conservação de tecidos e trajes

• Dia 28, das 14h às 19h, com o tema “Negócios da Moda”

Terezinha Santos e Tereza Cristina Hohs: Negócios da moda

Omar Hamdam: Fashion City – o novo empreendimento da Moda

Maria Tereza Leal: Coopa-Roca, uma cooperativa vitoriosa

Astrid Façanha: O futuro das lojas físicas em vista do desenvolvimento das lojas virtuais

• Dia 29, das 9h às 12h50, com o tema “Criação e Desenvolvimento”

Mary Arantes: A Poesia da criação

Andrea Marques: Tendências não são imposições; como pensar a cartela de cores, as estampas e a silhueta de cada estação

Maria Prata : O papel do passado na moda do futuro

A Moda e as Humanidades

 Tarcísio D’Almeida

Publicado no Jornal OTEMPO, Caderno Pandora, em 27/03/2011.

homem_vitruviano com roupaÉ possível pensar sobre a moda? Sim, sem sombra de dúvidas. E o desenvolvimento do pensamento humanístico já nos conferiu alguns exemplos ilustrativos e bastante emblemáticos que atestam tal afirmação. No percurso evolutivo da humanidade, pensadores advindos de diversos campos das humanidades, tais como história, ciências sociais (sociologia, antropologia), psicologia e semiótica, dentre outras, têm empregado seus olhares, análises rigorosas e reflexões ao objeto de estudo “moda” e como esta tem realizado seu percurso de expansão nas sociedades durante séculos. A essa lista, podemos acrescentar ainda as contribuições de intelectuais da filosofia (sobretudo com as abordagens da estética), autores da literatura e artes, o que complementa um olhar multidisciplinar sobre o fenômeno que ultrapassa a simples compreensão via vestuário.

A moda não é uma ciência, assim como a filosofia também não o é. Mas, com ela e a partir dela, podemos compreender quem somos, como agimos, por que tomamos determinadas decisões e adotamos algumas posturas no nosso cotidiano. O pensamento humanístico sobre moda tem suas origens entre o fim do século XIX e se expande no XX. É daquele período que temos as contribuições de nomes como os escritores Charles Baudelaire, Oscar Wilde e Stéphane Mallarmé, que, com seus romances e crônicas, observaram modas e costumes via literatura.
Já no início do século XX, a moda ganhou seu primeiro estudo com o sociólogo e filósofo Georg Simmel, que publicou, em 1904, o ensaio “Philosophie der Mode”. Ele foi sucedido pelo etnólogo Alfred L. Kroeber; o psicólogo J. C. Flügel; o linguista Edward Sapir; o sociólogo Quentin Bell; o semioticista Algirdas Greimas; a filósofa Gilda de Melo e Souza; o semiólogo Roland Barthes; os também sociólogos Herbert Blumer, René König, Pierre Bourdieu, Gilberto Freyre; e, mais recentemente, o filósofo Gilles Lipovetsky.

Cada um desses “scholars” imprimiu observações surpreendentes sobre o por que de pensar a moda sob diversos pontos de vista.

A grande riqueza que herdamos desse legado é poder, atualmente, em início do século XXI, mesclar as conquistas e contribuições das abordagens e reflexões deles para esboçarmos tentativas de compreender a Moda e toda sua complexidade no discurso tecnológico de início do século XXI. O que poderá, quem sabe daqui a algum tempo, podermos dizer que a moda é, além de um campo de estudo, uma ciência em si. Mas, para que isso ocorra, é preciso lembrar que, sem o pensamento humanístico, a moda, provavelmente, não sobreviria como forma estética e como reflexo das ações do homem.

Tarcisio D´Almeida é professor e pesquisador do curso Design de Moda da Escola de Belas Artes, da Universidade Federal de Minas Gerais (EBA-UFMG). tarcisiodalmeida@eba.ufmg.br. Ele divide este espaço com Susanna Kalhs e Jack Bianchi.

Exposição FLUXUS | BLACK&WHITE

Oi Futuro Belo Horizonte | Galeria 1
De 21 de novembro a 16 de dezembro

Curadoria: Francesca Azzi e Roberto Moreira dos S. Cruz

Com esta exposição, o Fluxus Festival volta seu escopo para um momento da história no qual o filme e o video foram explorados em campos experimentais de linguagens nada convencionais a estes meios. Fluxus | Black&White traz uma seleção de trabalhos pioneiros da vídeo-arte, todos em preto&branco, que retoma temas que margeiam a questão política, ética e estética. Apresenta uma dicotomia explícita entre as cores e posturas: de um lado, mulheres que desafiam seu tempo expondo sua expressividade feminina; e de outro, os homens que reafirmam seus domínios no amplo e eclético espaço das artes dos anos 1960 e 70. A mostra inclui filmes de artistas como Dennis Oppenheim (EUA), Takahiko Iimura (Japão), Martha Rosler (EUA) e Joan Jonas (EUA),  que inseridos no contexto das artes visuais contemporâneas de sua época, começam a migrar para a body-art e a arte conceitual, a vídeo-arte usando câmeras de formatos alternativos como o super-8, 16 mm e o portapack. Para compreender o desenvolvimento do audiovisual como uma forma de arte.

Oi Futuro Belo Horizonte
De 21 de novembro a 16 de dezembro | Galeria 1
De terça a sábado, das 11h às 21h; domingo, das 11h às 19h
Entrada franca | Classificação etária: Livre

Mostra de Cinema Brasileiro em Madri

Começou ontem, dia 15 de novembro de 2012, a VI Novocine Mostra de Cinema Brasileiro em Madri.

A programação da sexta edição do evento presta homenagem ao escritor Jorge Amado e ao compositor Antônio Carlos Jobim.

O festival é organizado pela embaixada brasileira e a Fundação Cultural Hispano Brasileira, uma instituição sem fins lucrativos qu objetiva fomentar e desenvolver o conhecimento da realidade brasileira na Espanha.

Acesse o site oficial da Mostra: http://www.novocine.es/

NOVO – Boletim digital da área de Conservação e Restauração

n.1, nov. 2012

Edifícios & Vestígios

[Clique na imagem para o acesso ao boletim]

INTERVENÇÕES é um boletim digital, de aparecimento irregular, que tem como objetivo divulgar algumas intervenções desenvolvidas no Instituto Politécnico de Tomar (em Portugal) no âmbito dos cursos de licenciatura e de mestrado em Conservação e Restauro e no âmbito de outras atividades, nomeadamente de prestação de serviços.

Cada número é dedicado a uma intervenção.

Para maiores informações, acesse: http://www.cr.estt.ipt.pt/i/i.html

Biblioteca Central recebe exposição de livros de artista

Amanhã, 30 de outubro, às 14h, será inaugurada a exposição O Mundo no Papel, na Biblioteca Central da UFMG, no campus Pampulha. A mostra reúne 135 livros de artista do acervo da Universidade e do acervo particular do professor e pesquisador da Escola de Belas Artes, Amir Brito Cadôr. As obras pertencentes a UFMG integram a única Coleção Especial de livros de artista no país a fazer parte de uma biblioteca universitária.

A visitação pode ser realizada até o dia 15 de dezembro, de segunda a sexta feira, das 9h às 17h. Duas vezes por semana, sempre as quintas e sextas-feiras, das 14h às 17h horas, o espaço da exposição irá se transformar em um gabinete de leitura e uma parte dos livros poderá ser manuseada pelos visitantes.

A exposição, além de ter a curadoria do professor da Amir Brito, também faz parte da defesa de sua tese de doutorado que acontecerá no dia 6 de novembro, terça-feira às 14h, na Biblioteca Central, no campus Pampulha. Com o título Enciclopedismo em Livros de Artista: um manual de construção da Enciclopédia Visual, a tese aborda temas como a coleção, a arte da memória, a leitura, a apropriação e o uso de imagens em livros de artista.

Os livros de artista podem ser considerados suportes para a realização de trabalhos artísticos e veículos para a expressão de experiências de espaço, tempo e movimento, entre outros.

Alguns livros de artista foram doados por seus autores especificamente para esta exposição e serão incorporados ao acervo da UFMG ao término da mostra. Contribuíram com doações os artistas Alec Finlay, Colin Sackett, Mark Pawson (Inglaterra), Claudia Jaguaribe, Edith Derdyk, Fábio Morais, Marilá Dardot, Michel Zózimo, Wlademir Dias-Pino (Brasil), Eric Doeringer, Scott McCarney (Estados Unidos), Hubert Renard (França), Hans Aarsman (Holanda), Jesper Fabricius (Dinamarca), Kristan Horton e Klaus Scherübel (Canadá).

Exposição O Mundo no Papel
Abertura da exposição: 30/10/2012, terça-feira às 14 horas, Biblioteca Central, campus Pampulha.
Defesa da tese: 06/11/2012, terça-feira às 14 horas, Biblioteca Central, campus Pampulha.
Período de exposição: de 30/10 a 15/12/2012
Horário de visitação: 9h às 17 horas
Gabinete de leitura: 14h às 17 horas, quintas e sextas-feiras
Informações: colesp@bu.ufmg.br ou pelo telefone: 3409-4615
Site: http://colecaolivrodeartista.wordpress.com/

Livros de arte e correlatos no SciELO Books

A SciELO – Scientific Electronic Library Online (Biblioteca Científica Eletrônica em Linha) é um modelo para a publicação eletrônica cooperativa de periódicos científicos na Internet. Especialmente desenvolvido para responder às necessidades da comunicação científica nos países em desenvolvimento e particularmente na América Latina e Caribe, o modelo proporciona uma solução eficiente para assegurar a visibilidade e o acesso universal a sua literatura científica, contribuindo para a superação do fenômeno conhecido como ‘ciência perdida’. O Modelo SciELO contém ainda procedimentos integrados para medir o uso e o impacto dos periódicos científicos.

A SciElo, além de periódicos científicos, disponibiza livros através da Rede SciELO Livros.

A Rede SciELO Livros visa a publicação online de coleções nacionais e temáticas de livros acadêmicos com o objetivo de maximizar a visibilidade, acessibilidade, uso e impacto das pesquisas, ensaios e estudos que publicam. Os livros publicados pelo SciELO Livros são selecionados segundo controles de qualidade aplicados por um comitê científico e os textos em formato digital são preparados segundo padrões internacionais que permitem o controle de acesso e de citações e são legíveis nos leitores de ebooks, tablets, smartphones e telas de computador. Além do Portal SciELO Livros as obras serão acessíveis por meio dos buscadores da Web e serão publicados também por portais e serviços de referência internacional.

Esta redeA Rede SciELO Livros interopera e compartilha objetivos, recursos, metodologias e tecnologias com a Rede SciELO de periódicos científicos de modo a contribuir com o desenvolvimento da comunicação científica em ambos meios de publicação.

No site, é possível acessar a lista completa ordenada pelo título ou pelo autor. Ainda conta com motores de busca.

Segue abaixo livros encontrados na SciELO Livros pertinentes à Escola de Belas Artes da UFMG.

Dança na cultura digital / Ivani Santana

EDUFBA, 2006

Livro em PDF

Livro em EPUB

Resumo

É impossível pensar o ser humano contemporâneo se não imerso em um ambiente naturalmente híbrido: biológico e tecnológico em constante interação. É esse o convite que o trabalho de Ivani nos faz, observar o corpo dançando ao sabor da tecnologia, numa metáfora para essa relação. O título é um dos primeiros livros sobre o tema lançado pela Editora.

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Cultura negra em tempos pós-modernos / Marco Aurélio Luz. 3. ed.

EDUFBA, 2008

Livro em  PDF
Livro em EPUB

Resumo
Reúne artigos e ensaios abordando o significado dos processos culturais das tradições africanas nas Américas, na atualidade.

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Design e ergonomia: aspectos tecnológicos / Organizadores Luis Carlos Paschoarelli e Marizilda dos Santos Menezes.

Editora UNESP, 2009

Livro em PDF
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Resumo

Nesta coletânea são apresentadas diferentes questões, métodos de abordagem e demandas para a aplicação da Ergonomia no Design. A evolução tecnológica observada nas últimas décadas proporcionou inúmeros benefícios para o aumento na qualidade de vida das pessoas, mas também resultou em vários problemas de interface tecnológica, os quais geram constrangimentos, acidentes, e frustração aos consumidores. Tais questões são analisadas no livro, no qual se destacam temas de grande atualidade, como por exemplo: o uso de equipamentos médico-hospitalares por indivíduos obesos e de cadeiras de rodas por indivíduos idosos; as avaliações ergonômicas de espaços e equipamentos escolares; as dificuldades de leitura em rótulos e bulas de embalagens; o uso de colete de proteção nas atividades policiais, de calçados femininos com salto alto ou da poltrona do motorista de ônibus urbano, entre outros. Os artigos relatam pesquisas desenvolvidas no Programa de Pós-graduação em Design da UNESP, Campus Bauru, e ressaltam a importância da aplicação da ergonomia no design de produtos e sistemas, com a finalidade de se desenvolver tecnologias para melhorar a qualidade de vida humana.

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Design e planejamento: aspectos tecnológicos / Organizadores Luis Carlos Paschoarelli e Marizilda dos Santos Menezes.
Editora UNESP, 2009

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Os trabalhos apresentados neste livro resultam da linha de pesquisa O Planejamento de Produto, vinculada ao Programa de Pós-graduação em Design (PPGDesign) da Faculdade de Arquitetura, Artes e Comunicação da UNESP. Demonstram as muitas possibilidades dessa área, partindo dos novos conceitos de Design, muitas vezes chamado de Design Cultural, Design Étnico ou Design Vernacular. Tais designações se referem à produção cultural humana, independente da forma de produção (industrial ou manual) ou do estagio de avanço tecnológico em que se encontra o grupo étnico que o produz. Destacam-se na obra trabalhos sobre o Design Étnico, a Gestão de Design, a pratica profissional, as metodologias dos projetos, o Design de Moda, o Design de Superfície, e ainda as tecnologias computacionais e a arquitetura no design. Olhares diversos como esses permitem vislumbrar novos cenários e sujeitos, com a introdução de tecnologias inovadoras, novos materiais e processos, fatores que devem ser considerados e discutidos quando se ensina, pesquisa e projeta.

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Design, empresa, sociedade / Paula da Cruz Landim.

Editora UNESP, 2010

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O objetivo desta pesquisa foi verificar até que ponto a formação acadêmica ministrada nos cursos de design responde aos anseios da sociedade e do setor produtivo e o de coletar subsídios para a discussão da situação do ensino de design no Brasil e elaboração de estratégias que permitam sua melhoria de maneira a ter profissionais adequados ao desenvolvimento de produtos que, embora com a marca da nossa realidade e cultura, sejam também universais.

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O fazer-dizer do corpo: dança e performatividade / Jussara Sobreira Setenta.

EDUFBA, 2008

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Importante contribuição para a construção do entendimento da dança como área do conhecimento. Resultado de estudos e pesquisas de alguém que vem, de muito, instigada com a busca de uma compreensão da realidade a partir de formas contemporâneas de percepção e visão de mundo onde a arte, e portanto, a dança, emerge como um sistema de alta complexidade.

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Francisco Brennand: aspectos da construção de uma obra em escultura cerâmica / Camila da Costa Lima

Editora UNESP, 2009

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O tema deste livro é a obra do consagrado artista pernambucano Francisco Brennand, com enfoque em sua escultura cerâmica – seu processo de concepção e realização, bem como a relação da escultura com as demais linguagens e técnicas trabalhadas pelo artista. Além de investigar vários aspectos biográficos relevantes para o entendimento da produção de Brennand, a autora estuda as diversas técnicas empregadas por ele empregadas no desenho, na pintura, nos murais e na escultura cerâmica, trazendo à tona características que permeiam toda a sua obra e constituem um “estilo brennandiano”.

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Laurindo Almeida: dos trilhos de Miracatu às trilhas em Hollywood / Alexandre Francischini.

Editora UNESP, 2009

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Dos trilhos às trilhas é mesmo a história deste livro que descortina a vida e obra do compositor, arranjador e violonista Laurindo Almeida. A narrativa acompanha a trajetória do músico, desde o seu nascimento e infância, ao lado da via férrea, na pequena Miracatu, no litoral paulista, passando pelo Rio de Janeiro das décadas de 30 e 40, no auge da “Era do Rádio”, até sua emigração para os EUA, onde se tornou um dos músicos brasileiros de maior renome, tendo recebido, dentre inúmeros outros prêmios, o Oscar do cinema americano. O autor investiga ainda os motivos que teriam levado Laurindo Almeida – um dos violonistas mais influentes do século XX, segundo algumas enciclopédias da música-, a ocupar um lugar secundário na historiografia da música brasileira. O livro também inclui o levantamento e a catalogação de sua discografia.

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Mulheres recipientes: recortes poéticos do universo feminino nas artes visuais / Flávia Leme de Almeida.

Editora UNESP, 2010
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Mais um lançamento da Coleção Propg Digital, por meio do selo Cultura Acadêmica, Mulheres recipientes se configura como uma obra de grande sensibilidade ao realizar a interseção entre a arte e os sentimentos femininos. Resultado da dissertação de mestrado de Flavia Leme de Almeida, é necessário destacar que este livro não se restringe às generalidades de “estudos de gênero”. A proposta aqui extrapola este conceito. A autora faz uma análise múltipla: como a mulher enxerga a vida e como ela se expressa? Como o feminino aparece na arte? A partir destas questões fundamentais ela vai até os povos ancestrais, desvelar as primeiras esculturas votivas de evocação à fertilidade. Em seguida, faz um estudo de artistas mulheres contemporâneas, evidenciando como cada uma exprime suas angústias e experiências através de suas obras, destacando Frida Khalo, Louise Bourgeois, Celeida Tostes, entre outras. Por fim, Flavia Leme faz uma autoavaliação do próprio trabalho como artista, exprimindo seu processo de criação. Mulheres recipientes realiza um estudo corajoso, que não hesita em revelar para o leitor as aflições, pensamentos e projeções do feminino. Ao analisar a arte, este livro toca no íntimo de muitas mulheres e descobre experiências que não poderiam ser conhecidas de outra forma.

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Mulheres em foco: construções cinematográficas brasileiras da participação política feminina / Danielle Tega.

Editora UNESP, 2010

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O cinema como objeto de estudo para verificar o modo pelo qual a resistência política à ditadura militar foi representada no período a ela posterior, dando destaque à participação feminina. A análise fílmica possibilitaria observar quais elementos estariam presentes em cena para retratar tal questão, e os estudos de gênero permitiria debater de que forma as relações sociais entre os sexos eram abordadas nos filmes selecionados. Trata-se, portanto, de compreender não apenas como a resistência à ditadura é representada, mas, sobretudo, como esse passado é reconstruído nas diversas formas em que pode ser materializado pela perspectiva feminista, considerando que esta trabalha com elementos fundamentais na luta em torno da memória e pelo reconhecimento de histórias esquecidas. Nesse sentido, procuro privilegiar os pontos onde se cruzam os estudos da memória e o pensamento feminista, visto que este atinge profundamente as necessidades de um resgate histórico ao denunciar o esquecimento de reivindicações, lutas e ações das mulheres.

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O poder da cultura e a cultura no poder: a disputa simbólica da herança cultural negra no Brasil / Jocélio Teles dos Santos.

EDUFBA, 2005

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O livro discute as políticas públicas na área de cultura, no período dos anos 60 aos anos 90, demonstrando como os símbolos afro-brasileiros foram sendo ressignificados, a partir do estabelecimento de novas demandas, seja pela política institucional ou pelos movimentos negros. Trata-se de um estudo pioneiro, principalmente quando analisadas a dinâmica da sociedade brasileira e as mudanças na adoção da simbologia de origem africana por distintos atores sociais.

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Paisagens sígnicas: uma reflexão sobre as artes visuais contemporâneas / Maria Celeste de Almeida Wanner.

EDUFBA, 2010

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Arte, inovação, educação, ciência, medicina, comunicação, literatura, são alguns dos ingredientes que irão compor esse evento, tornando-o uma grande oportunidade de intercâmbio entre as diversas áreas. Isso sem falar no local da ocasião, o Museu de Arte da Bahia, importante patrimônio cultural do nosso p

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Tecnologia da conservação e da restauração – materiais e estruturas: um roteiro de estudos / Mário Mendonça de Oliveira. 4. ed. rev. e ampl.

EDUFBA, 2011

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Conservar a memória da produção arquitetônica humana é o tema deste livro, que apresenta, através de minucioso trabalho, uma simplificação de conteúdos de autores renomados, procurando facilitar a árdua tarefa do aprendizado científico, combinada com observações do dia-a-dia no laboratório e de canteiros de restauro brasileiros, nos quais os pontos destacados coincidem com os temas afrontados na prática do exercício profissional.

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