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Pensando moda: novo livro reúne entrevistas com intelectuais

Ariane Polvani

As livrarias ganharam um novo título para discutir moda e cultura. Assinado pelo professor Tarcisio D’Almeida, Moda em Diálogos: Entrevistas com Pensadores é composto por sete longas entrevistas com pensadores do meio – entre eles a historiadora americana e curadora do museu FIT (Fashion Institute of Technology), Valerie Steele, o filósofo francês e autor do clássico O império do efêmero, Gilles Lipovetsky e o embaixador da marca de joias H. Stern, Christian Hallot, único brasileiro da seleção. Completam a lista: os antropólogos Massimo Canevacci e Ted Polhemus, a socióloga Diana Crane, e o presidente da Federação Francesa da Costura, do Prêt-à-porter, dos Costureiros e dos Criadores de Moda, Didier Grumbach.

D’Almeida conta que escolheu os entrevistados a dedo. “São todos profissionais que admiro há muito tempo e que seguem praticamente a mesma linha de pensamento que eu”. Mesmo assim, o professor não nega que tenha suas preferências entre os intelectuais. “Sou fã do papo com Valerie, uma mulher que sabe mesclar psicologia com moda muito bem e tem referências ótimas. E com Lipovetsky, que tem uma maneira muito objetiva de pensar e conta com bagagem histórica enorme, mas consegue pensar moda no cenário contemporâneo como poucos”, diz.

Professor da Universidade Federal de Minas Gerais, ele diz ainda que a parte mais trabalhosa – e também a mais importante – ao reunir um material como esse está na hora de fazer as entrevistas. “É preciso se inteirar no assunto, ler o máximo possível sobre ele e sobre a fonte, para que os assuntos rendam. Se o entrevistado for um intelectual, então, a responsabilidade é dobrada”. Ele ainda dá sua recomendação para quem quer ser jornalista ou crítico de moda. “Costumo dizer que moda pela moda é empobrecida, ela precisa ser entendida como patrimônio cultural, que agrega assuntos como arte, música, teatro e cinema. Portanto, entender sua história e seu percurso é essencial, mas também ampliar as conexões, fazer links com os mais diversos temas”.

Publicado pela Memória Visual, Moda em Diálogos é o primeiro livro do autor, que já pensa em novos projetos. “Quero escrever o segundo volume do Moda em Diálogos e um outro em que as fontes serão os criadores. Vou mesclar estilistas, diretores de criação, maquiadores, fotógrafos e stylists, sempre brasileiros e estrangeiros, porque é assim que vejo a moda: sem fronteiras”, define.

Moda em Diálogos: Entrevistas com Pensadores
Tarcísio D’Almeida
Editora Memória Visual
140 páginas, R$ 30
www.memoriavisual.com.br

Publicado em 19.09.2012 na seção Boa Vida no site Chic. Disponível em : http://chic.ig.com.br/boa-vida/noticia/pensando-moda-novo-livro-reune-entrevistas-com-intelectuais

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Veja também a matéria veiculada em jornais mineiros nos dias 06 e 07 de outubro divulgado no Clipping UFMG

Veículo: Estado de Minas – Belo Horizonte – MG – Caderno: Pensar
Página: 5
Publicada: Sábado, 06 de outubro de 2012

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Veículo: Estado de Minas – Belo Horizonte – MG – Caderno: Feminino
Página: 10
Publicada: Domingo, 07 de outubro de 2012

FETO 2012

Acontece do dia 11/10 ao dia 21/10 o Festival Estudantil de Teatro – FETO.

Veja programação completa :


Ingressos e Locais :
Os ingressos para os espetáculos em espaços fechados serão vendidos por R$6,00 (inteira) e R$3,00 (meia – entrada) nas bilheterias dos espaços. Participantes do FETO têm entrada franca. As bilheterias dos espaços abrirão uma hora antes dos espetáculos.

Os espetáculos realizados na Funarte MG, as oficinas, CaFETOs e análises são gratuitas.

:: Locais de realização:

Funarte MG | Rua Januária, 68 – Floresta
CTP | Centro Técnico de Produção – R. do Cartório, 120 – Sabará
Espaço Aberto Pierrot Lunar | Rua Ipiranga, 137 – Floresta
Galpão Cine Horto | Rua Pitangui, 3876 – Horto
Palácio das Artes | Av. Afonso Pena, 1537 – Centro
Praça Floriano Peixoto | Av. do Contorno com Av. Brasil – Santa Efigênia
Teatro Marília | Av. Professor Alfredo Balena, 586 – Centro
Teatro Oi Futuro Klauss Vianna | Av. Afonso Pena, 4001 – Mangabeiras
Teatro Universitário da UFMG | Avenida Antônio Carlos, 6627 – atrás da Escola de Belas Artes da UFMG
UFMG – Teatro | Avenida Antônio Carlos, 6627 – atrás da Escola de Belas Artes da UFMG
Zap 18 – Zona de Arte da Periferia | R. João Donada, 18 – Serrano

Maiores informações no site :

http://fetobh.art.br/2012/

Semana de curtas internacionais no Humberto Mauro

DANIEL TOLEDO

 De ontem, 08/11, a sexta-feira, o Cine Humberto Mauro recebe a programação do Mumia, mostra de cinema de animação que teve início na semana passada. Finalizada a mostra de curtas nacionais, realizada até ontem, é chegada a hora do público belo-horizontino conhecer o amplo conjunto de produções estrangeiras inscritas no evento, que tem como um de seus principais diferenciais a ausência de curadoria.

Dentro desse grupo, conta o organizador Sávio Leite, estão obras marcadas pela experimentação de linguagens e realizadas a partir de várias técnicas, muitas vezes capazes de surpreender o espectador mais acostumado a assistir este ou aquele tipo de animação.

“Para falar a verdade, é bem difícil diferenciar um curta de animação dos que são feitos em outras linguagens. Temos, hoje em dia, inúmeros exemplos de trabalhos que chamam atenção justamente pelo hibridismo de linguagens, inaugurado por filmes como ‘American Pop’, de Ralph Bakshi, ‘Valsa com Bashir’ ou até mesmo o hollywoodiano ‘Waking Life’”, exemplifica o coordenador, em referência a alguns longa-metragens que marcaram época justamente pela experimentação de linguagens.

Com sessões geralmente realizadas entre as 17h e as 21h, o festival exibe dezenas de filmes de hoje a quinta-feira, trazendo representantes de mais de 30 países. Apontado por Leite como um dos destaques do evento, o curta francês “Tempestade no Quarto” será exibido hoje, no programa das 17h.

Na sexta-feira, Dia das Crianças, o Cine Humberto Mauro recebe dois programas especialmente elaborados para os público infantil, com exibição de curtas às 17h e às 18h30, e juvenil, às 20h e 21h.

Agenda

O quê. Mumia – Mostra Udigrudi Internacional de Animação (mostra internacional)
Quando. De hoje a sexta-feira
Onde. Cine Humberto Mauro, no Palácio das Artes (av. Afonso Pena, 1.537, centro)
Quanto. Entrada gratuita

Arte do anticotidiano

Pesquisa desenvolvida na Belas-Artes usa tecnologia para produção compartilhada que interfere no espaço urbano

Itamar Rigueira Jr.

 

A atriz Érica Rabelo em cena do vídeo sobre Lugares invisíveis: cidade como jogo

A atriz Érica Rabelo em cena do vídeo sobre Lugares invisíveis: cidade como jogo

As exposições que reúnem projetos aliando arte e tecnologia se multiplicam, e com elas experiências fascinantes. Mas há quem se decepcione com boa parte do que encontra – e não são apenas os puristas, defensores das formas artísticas tradicionais. O designer de interação Koji Pereira, que acaba de concluir seu mestrado no Programa de Pós-graduação em Artes na Escola de Belas-Artes, considera que essa união se desenvolve quase sempre muito rapidamente, e cede ao fascínio fácil exercido por tudo que é novo. “Em muitos casos o que se faz é simplesmente explorar as possibilidades da tecnologia, sem provocar a participação do público”, critica Koji.

Em sua pesquisa, que gerou duas experiências artísticas, ele parte de estudos em torno da intervenção urbana e da cultura hacker. A proposta de arte que intervém na cidade critica a faceta mecanizada da vida cotidiana e uma visão funcionalista do espaço urbano, na linha conceitual de Henri Lefebvre e de Guy Debord e sua teoria das derivas (procedimentos que estudam as ações do ambiente na emoção e na psique das pessoas).

O trabalho Lugares invisíveis convida as pessoas a utilizar um aplicativo para celular e a gravar mensagem em áudio associada a determinado local. O objetivo, segundo Koji Pereira, é que os usuários “experimentem a cidade como um jogo, traçando percursos que oferecem histórias, memórias, comentários a respeito de prédios, árvores, monumentos”. Ele defende que o artista use a tecnologia para criar um processo compartilhado, atuando como um agenciador, permitindo que outras pessoas coproduzam a obra e confiram significado a ela.

Para a obra Lugares invisíveis (www.lugaresinvisiveis.com), Koji elaborou os mecanismos de interação e contou com participação do desenvolvedor Cláudio Fernando Pinto, que trabalha na produção de aplicativos. A primeira versão foi feita para o sistema Android, e agora a dupla adapta o aplicativo para Iphone.

O pesquisador considera os resultados mais que satisfatórios. “Divulgamos o trabalho com anúncios no Google, no Facebook e em peças para celular, e já foram feitas diversas gravações, principalmente na Europa e no Oriente Médio, além do Brasil”, conta Koji Pereira, ressaltando que as participações são anônimas, o que elimina questões relacionadas à privacidade.

Código aberto

O projeto para celular tem código-fonte aberto, ou seja, qualquer pessoa ou instituição pode copiar ou recriar o sistema, seja qual for o objetivo. A única condição é que sejam mantidos os códigos disponíveis para novas recriações. “Ainda há muito que aprender sobre arte e tecnologia, por isso é importante saber lidar com a ideia de compartilhamento”, afirma Koji Pereira.

No outro trabalho que compõe a dissertação, Vídeo interface 1, Koji criou uma caixa de eucatex com um netbook e uma webcam. O usuário introduz, por exemplo, um objeto ou a própria mão e produz movimento, e o software grava arquivo de vídeo que imediatamente passa a ser transmitido em looping (a tela de netbook fica visível).

O vídeo é substituído assim que outra sequência de imagens é gravada. O protótipo, já exibido na mostra Interarte, no Rio de Janeiro, foi produzido quando o pesquisador frequentou a disciplina Arquitetura como Interface, com apoio da equipe do Lagear, laboratório da Escola de Arquitetura que estuda as relações desse campo com as novas mídias.

Na visão do professor da Escola de Belas-Artes Carlos Henrique Falci, orientador da dissertação, a pesquisa tem o mérito de propor, para o celular e para os sistemas de geolocalização, aplicação menos funcional e mais poética, fazendo também com que as pessoas usem a tecnologia como motivação para sair de casa e conhecer a cidade. Além disso, acredita ele, esse gênero de trabalho tem potencial para ampliar as relações da Escola de Belas-Artes com outras áreas, como a Arquitetura e a História. “Isso mostra que a arte não está apenas nos lugares autorizados, como museus e galerias, e que interfere na paisagem urbana e na vida social”, salienta.

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Dissertação: Relações entre a cultura hacker e a intervenção urbana
Autor: Koji Pereira
Orientador: Carlos Henrique Falci
Programa: Pós-graduação em Artes
Defesa: 3 de agosto

Museu do Prado coloca toda a obra de Goya na internet

Instituição colocou na rede imagens em alta qualidade e informações sobre mais de mil obras e 122 cartas manuscritas
17 de setembro de 2012 | 16h 05

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O Museu do Prado colocou na internet à disposição do público nesta segunda-feira, 17, todo o catálogo da obra do famoso pintor Francisco de Goya, dentro de uma seção exclusiva do site da pinacoteca de Madri (http://www.museodelprado.es/goya-en-el-prado).

Em um comunicado, o museu e seu patrocinador, a Telefónica, assinalaram que colocaram na rede imagens de alta qualidade e informações sobre as “mais de mil obras e sobre as 122 cartas manuscritas guardadas no Prado”.

O Prado abriga a maior coleção de pinturas de Goya do mundo, abrangendo mais da metade de toda a obra conhecida do autor de La Maja Desnuda.

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Sugestão de leitura disponível na biblioteca da Escola de Belas Artes

GOYA, Francisco; GOYA, Francisco. Tout l’oeuvre peint de Goya. Paris: Flammarion, c1976. 144p. (Les Classiques de l’Art)

CHABRUN, Jean-François; GOYA, Francisco. Goya. London: Thames and Hudson, c1965. 289p. (The World of Art Library)

DELACROIX, Constable, Goya. 2. ed. São Paulo: Nova cultural, 1991. 76 p. (Os grandes artistas. Romantismo e impressionismo.)

DIETERICH, Anton; GOYA, Francisco. Goya : dibujos. Barcelona: Gustavo Gili, 1980. 229p. (Coleccion Comunicacion Visual. Serie Grafica)

FORMAGGIO, Dino; GOYA, Francisco. Goya. Paris: Larousse, 1960. 1v. (Les Plus Grands Peintres)

GOMEZ DE LA SERNA, Ramon. Don Francisco de Goya y Lucientes. Buenos Aires, Editorial Poseidón, s.r.l. [1942] 95 p. (Biblioteca argentina de arte [1])

GOYA, Francisco. Francisco Goya (1746-1828).. São Paulo: Abril Cultural, 1977 32p. (Mestres da Pintura)

GOYA, Francisco; FOLHA DE S. PAULO (JORNAL). Goya. Barueri, SP: Editorial Sol 90, 2007. 96 p. (Coleção Folha grandes mestres da pintura ; 5)

GOYA, Francisco; GOYA, Francisco. Tout l’oeuvre peint de Goya. Paris: Flammarion, c1976. 144p. (Les Classiques de l’Art)

GOYA, Francisco; LACASA, Pablo Rico. Goya: [gravuras]. Bahia: MAM, [19–?] [32] p.

GOYA, Francisco; OLIVEIRA, Leônidas José de; CARVALHO, Tereza Bruzzi de. Os caprichos de Goya. [Belo Horizonte: PBH; Instituto Cervantes, 2011]. 42 folhetos

GOYA, Francisco; SALAS, Javier de. Los proverbios de Goya. Barcelona: Editorial G. Gili, [1967] viii p., 22p. de lams. : il.

HUGHES, Robert; MAGALHÃES, Tuca. Goya. São Paulo: Companhia das Letras, 2007. 497 p.

LAFUENTE FERRARI, Enrique.; GOYA, Francisco. Goya, drawings. [S.l.]: Silex, c1980. 262 p.

LEWES, Henry; MULLINS, Edwin; ANGEL, Robert. El Greco to Goya. Northbrook, Ill.: The Roland Collections of Films and Video on Art, c1974 1 video-cassete (28 min.) : son., color. (The National Gallery. A private view; n. 9)

LORENTE, Jesus-Pedro. Melhor da arte neoclassica y Goya. Lisboa: G & Z Edições, 1998 47 p. (O mehor da; n.23)

OSTROWER, Fayga. Goya : artista revolucionario e humanista. São Paulo: Imaginario, 1997. 79 p. (Biblioteca do imaginario)

PEREZ SANCHES, Alfonso E.; GALLEGO, Julian FUNDACION JUAN MARCH. Goya: the complete etchings and lithographs. Munich; New York, USA: Prestel, c1995. 263 p.

SERULLAZ, Maurice; GOYA, Francisco. Goya : retratos. Barcelona: Gustavo Gili, [19-]. 1v. (Coleccion Minia; 21)

VALLENTIN, Antonina; GOYA, Francisco. Goya. Lisboa: [19-]. 332p. (Colecção Vida e Cultura)

WIGHT, Frederick S; GOYA, Francisco. Goya : (1746-1828). Barcelona: Timun mas, 1961 1v.

WIGHT, Frederick S; GOYA, Francisco. Goya : (1746-1828). Paris: Flamarion, c1955. 1v. (Le Grand Art en Livre de Poche)

Ambientes urbanos inspiram nova exposição no Espaço TIM UFMG do Conhecimento

Exposição Filhos de Quem III ficará em cartaz até 8 de outubro com entrada gratuita

Leituras do espaço urbano e suas interações sociais compõem a exposição Filhos de Quem III, que será inaugurada nesta quarta-feira (19), às 19h, no Espaço TIM UFMG do Conhecimento, no Circuito Cultural Praça da Liberdade. Em sua terceira edição, a mostra é formada por quatro propostas idealizadas em sala de aula por estudantes de diferentes disciplinas dos cursos de Design da Escola de Arquitetura da UFMG.

Segundo a coordenadora do Núcleo de Expografia do espaço, Verona Segantini, o tema urbano é o eixo que articula essas vertentes. “As obras fazem referência ao modo como as pessoas vivem na cidade e suas articulações com o mundo contemporâneo. Expressa a relação com tempo e espaço, ou seja, como nossa sensibilidade é construída nesse ambiente”, explica. As peças foram construídas com materiais próprios da cidade, explorando também os conceitos de efêmero e descartável.

A seção Senta que lá vem história é o resultado de uma disciplina que trabalhou com o verbo “sentar”. Modelos clássicos de cadeiras e bancos de praças públicas foram reproduzidos com madeira, papelão, metal e fibras. “Os trabalhos trazem tanto o espaço arquitetônico quanto o espaço público de convivência. A ideia era que os alunos fizessem peças que se aproximassem ao máximo de produtos originais construídos no princípio e meados do século XX”, conta a professora Márcia Luiza França, idealizadora do projeto Filhos de Quem.

Esculturas de papelão retratam, em diversos aspectos, o processo evolutivo dos seres humanos. “Os alunos pesquisaram formas e situações relacionadas com a história da existência do homem e suas conquistas tecnológicas, de modo a escolherem entre as descobertas algo que pudesse se tornar sensível enquanto objeto escultórico”, relata o professor do Departamento de Tecnologia da Arquitetura e do Urbanismo, Fernando José da Silva.

Para esse conjunto, chamado Papelo, papeleira, papeluda, despapelada, os autores buscaram referências em filmes, elementos históricos, quadrinhos, instrumentos musicais e até em jogos. Alice no País das Maravilhas, por exemplo, foi escolhido como um dos temas porque remete à criatividade do imaginário infantil. Já a Torre Eiffel faz referência à Exposição Universal francesa, de 1889.

A escadaria do Espaço TIM UFMG também é suporte para a mostra e será transformada em uma ladeira de azulejos. “A instalação Lá vem o design subindo a ladeira chama atenção para o design de superfície, que trabalha o aspecto comunicativo da superfície”, conta Márcia. “Nessa vertente, os visitantes vão poder interagir com as peças, brincando com as cores e formatos e montando novas composições”, completa.

A exposição se completa com a seção Deu Lag!. Considerando a forte presença de jogos no mundo contemporâneo, a disciplina Introdução ao Design teve como proposta a produção de jogos feitos em papelão. A interação permite que o público experimente melhor o que é o Design, conhecendo sua história.

Filhos de Quem III ocupará o segundo e o quinto andar do Espaço TIM UFMG do Conhecimento e ficará exposta, do dia 19 de setembro a 8 de outubro, com entrada gratuita. O museu funciona de terça-feira a domingo, das 10h às 17h. Às quintas-feiras, o horário se estende até 21h.

Para mais informações, acesse o site espacodoconhecimento.org.br.

Moda em tela grande

Publicado no Jornal OTEMPO em 09/09/2012

MARIANA LAGE

Moda e cinema são duas áreas que andam de braços dados, desde, pelo menos, a invenção das imagens em movimento. Se as relações entre tais universos permaneceram durante o século XX, entre a serventia e a inspiração, como explica o professor Júlio Pessoa, nos últimos anos, elas se unem a favor de um olhar estético mais autoral. Trata-se dos fashion films, curtas-metragens que se inspiram na moda para desenvolver suas criações. Uma relação tão frutífera que tem alimentado o surgimento de festivais específicos de cinema e moda ao redor do mundo. Além, claro, de avant-première exclusivíssima, como é típico de ambos os universos.

Fashion films são as novas vedetes do momento entre criadores de ambos os universos criativos: moda e cinema

Na primeira seman de setembro, por exemplo, a Miu Miu apresentou, durante o Festival de Veneza, o quarto curta da série “Women’s Tales”. Produzidos em parceria com cineastas como Lucrecia Martel, Zoe Cassevetes, Giada Colagrande e Massy Tadjedin, eles contam com elenco exclusivo de mulheres e exploram o amor pela grife jovem de Miuccia Prada. Até então inédito, o quarto dos minifilmes fashion, o “It’s Getting Late”, pode ser visto no YouTube.

A novidade maior de tudo isso é que Belo Horizonte mergulha na onda mundial de produções cinematográficas com pegada high fashion e exibe, a partir de quarta-feira, dia 12, até o dia 30 deste mês, a mostra “Moda em Movimento”, composta por seis fashion films, produzidos por realizadores da capital mineira.

Idealizada pelo produtor Camilo Belchior, pelo coordenador dos cursos de cinema e de moda da UNA, Júlio Pessoa, pelo designer Gustavo Greco e pela editora deste caderno, a mostra acontecerá em cabines interativas distribuídas pelos corredores do BH Shopping e integrará o lançamento de coleção do mall. Em cena, curtas de Erik Ricco e Julia Lego, Márcio Rodrigues, Paulo Raic, Weber Pádua e dos coletivos Binóculo e Chágelado.

Para Camilo, trata-se, sem dúvida, de um movimento precursor. “É uma percepção comum a todos nós que a moda está evoluindo, está deixando de estar no trabalho tradicional do catálogo e migrando para um suporte de imagens e movimento”, aposta.

Júlio Pessoa ressalta a característica principal desse tipo de produção. “Apesar de fazer parte das estratégias de comunicação de uma marca, não se trata simplesmente de uma divulgação das coleções, publicidade. Os fashion films têm uma verve criativa particular”, destaca. Áreas que sempre andaram próximas, por pertencerem a universos criativos que enfocam processos identitários, moda e cinema surgem em formas mais autorais nos curtas de moda, acredita Júlio.

Para a professora de moda e jornalismo Carla Mendonça, trata-se de uma relação de simbiose. “É bem difícil imaginar a disseminação da moda sem a ajuda do cinema. Mas, enquanto exercício estético, o fashion film é uma possibilidade da internet”, defende, apontando a participação das novas mídias na no desenvolvimento desse tipo de produção.

Em tempo, para o fim do ano, entre os dias 11 e 12 de dezembro, está prevista a realização do São Paulo Fashion Film Festival (SPFFF), organizado pelo top fotógrafo Jacques Dequeker. BH saiu na frente!

EXPOSIÇÃO HORIZONTES de Tales Bedeschi

A Galeria de Arte da Copasa recebe a exposição “Horizontes” do gravador Tales Bedeschi. Promovendo um diálogo entre as xilogravuras e fotografias de intervenções urbanas, o artista fala sobre as mudanças ocorridas na paisagem, tendo a cidade como protagonista.

A relação entre a presença e a ausência poética, que permeada pelo artista, possibilita inúmeras interpretações. Ao mostrar imagens de prédios que tomaram o lugar antes ocupado pelas montanhas e pelo céu, Bodeschi representa o ritmo das mutações visuais ocorridas comumente na metrópole. Podendo também, ocorrer o caminho inverso, em outras figuras, quando o céu e as montanhas vão recuperando seu espaço, utopicamente, remetendo a um passado remoto, antes da interferência humana.

Bedeschi propõem uma exposição, que pela primeira vez, terá os trabalhos em xilogravuras e as fotografias tiradas de suas intervenções urbanas. Trata-se de uma proposta de um artista que tanto representa a paisagem da cidade, em gravuras, assim como modela a própria paisagem com intervenções urbanas. “É uma experiência que eu estou testando, colocar em um mesmo ambiente, na Galeria, trabalhos de naturezas diferentes”. O artista ainda comenta que para os dois tipos de trabalho são necessárias estratégias de ações diferentes. “Nas intervenções você atua diretamente no espaço público, interrompendo o fluxo comum de uma pessoa, que se depara com algo inusitado. Já nas xilogravuras é necessária a estrutura de uma galeria. Para o artista, a galeria não é o único, mas é um dos locais de trabalho que tem uma ambientação que propõe a quem visita um recolhimento. “Algumas reflexões são possíveis por meio do estado contemplativo, explica.

Sobre o artista

Tales Bedeschi é mestrando da Escola de Belas Artes da UFMG e atua no curso de Licenciatura em Dança. Na mesma instituição também se graduou em Gravura e em Licenciatura em Artes Visuais. Sua trajetória como arte/educador vem desde 2005. Participou de exposições no Brasil, Cuba, Estados Unidos e Uruguai e atua frente a coletivos de artistas como o Kaza Vazia e o PIA (Programa de Interferência Ambiental).

Serviço

Exposição Horizontes

Período e horário para visitação: 13/9/2012 a 07/10/2012, das 8h às 19h, inclusive aos sábados e domingos.

Local: Galeria de Arte Copasa – Rua Mar de Espanha, 525 – Santo Antônio

Blog do artista : http://talesbedeschi.blogspot.com.br/

Video – Bienal de São Paulo propõe a reunião de diferentes linguagens poéticas

Programa Starte, fala sobre a 30ª edição da Bienal Internacional de São Paulo.

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Visite também o site oficial da 30ª Bienal de São Paulo : a Iminência das Poéticas, que está acontecendo desde o dia 07 de setembro até 09  de dezembro no Parque do Ibirapuera, Pavilhão da Bienal – São Paulo.

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No site da Fundação Bienal de São Paulo estão disponíveis os catálogos das Bienais anteriores até a 28ª! Deleitem-se!

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Veja o especial que o Estadão fez sobre a 30ª Bienal

http://topicos.estadao.com.br/bienal-de-artes-de-sao-paulo