Youtube lança site voltado ao cinema brasileiro

O Youtube lançou, nesta quinta-feira, dia 07 de junho, um hot-site voltado exclusivamente para o cinema brasileiro. O canal começa a operar junto com o início do Festival de Cinema de Paulínia.

O endereço vai agregar curtas metragens e longas nacionais, além de notícias sobre festivais de cinema do Brasil inteiro.

O hot site “Cinema” do Youtube junta-se ao Curta Doc e ao Porta Curtas que exibem a produção nacional via internet.

Disponível em: http://revistacatorze.com.br/2011/youtube-lanca-site-voltado-ao-cinema-brasileiro

Coletivo Fluxo abre sua sede no Bairro Santa Tereza e oferece a casa a artistas e interessados em trabalhar com cultura

Thaís Pacheco – Estado de Minas 06/07/2011
Diego Hemetrio, Carou Araújo, Amanda Mulinari, Ana Pedrosa e Raphael Rodrigues, no Espaço Fluxo
Era o ano de 2008 quando nove amigos de 20 e poucos anos se reuniram para realizar trabalhos artísticos. Juntos, artistas plásticos, fotógrafos, jornalistas e arquitetos. Em 2009, fizeram um evento na Casa do Estudante, em BH, mostrando várias formas de arte. Foi então que a turma decidiu se organizar em forma de coletivo, e se batizou de Fluxo. No sábado, o Coletivo Fluxo deu um passo ousado: abriu seu próprio espaço, no Bairro de Santa Tereza. Com apoio do Sebrae para consultoria nas áreas de finanças, marketing e logística, o Espaço Fluxo tem como objetivo ser casa de cultura. “Queremos estar sempre acessíveis às pessoas, contribuir. Levar magia para todos. É como se existisse uma barreira enorme entre o trabalho de arte e o público. Queremos romper com isso.”, diz Ana Pedrosa, de 26 anos, artista plástica e uma das integrantes do coletivo.

Ana é responsável pelos núcleos de gestão e artes plásticas do espaço. Ao todo são sete núcleos, incluindo ainda comunicação, vendas (de acessórios artísticos e galeria de arte), gastronomia (com cozinha conceitual), música, foto e vídeo. O espaço é grande e tem muitas possibilidades e ideias. Oficinas, ateliê aberto, debates, workshops, palestras, seminários, mostras de vídeo, festivais, exposições, peças de teatro e apresentações musicais estão nos projetos da casa, que tem quintal, oito quartos, duas salas, três banheiros e cozinha.

CONSUMIR OU PRODUZIR
O que o Fluxo quer é se tornar lugar democrático, onde todos possam entrar e consumir ou produzir. Se você tem um projeto, basta bater na porta e oferecê-lo. Se é artista, já pode participar do ateliê de cerâmica, pintura e serigrafia em andamento. É só chegar e começar a trabalhar. Se você estiver simplesmente passando pela rua, poderá entrar para observar ou almoçar no restaurante (que começa a funcionar em breve).

A intenção do Espaço Fluxo é ser sustentável e abrir eventos ao público a preços simbólicos. Para isso, pretende contar com ajuda financeira do governo e de instituições privadas. Querem, além de se manter, democratizar. “O grande intuito é que o espaço receba projetos de todas as vias. Não queremos que seja apenas para o Fluxo ou só o que desejamos mostrar. Estamos abertos para todos que quiserem chegar e desenvolver”, garante Ana.

Espaço Fluxo
Rua Bueno Brandão, 259, Bairro Santa Tereza, (31) 2535-2676
Depois de fechar as portas no domingo, segunda e terça, hoje o Espaço Fluxo começa sua programação oficial. Até o site oficial ficar pronto, vale acompanhar as novidades no blog: ww.espacofluxo.blogspot.com e no Twitter, www.twitter.com/espacofluxo.

Centro Cultural abre neste fim de semana exposições de alunos da Belas-Artes

A partir de hoje, 1 de julho, o Centro Cultural UFMG apresenta, na Grande Galeria, trabalhos de alunos do curso de Artes Visuais que se formam neste semestre nas habilitações artes gráficas, cinema de animação, escultura, gravura, licenciatura e pintura.

A exposição Formandos 2011/1 tem obras que se relacionam a todas as áreas, com o intuito, segundo a coordenação, de “embaralhar as especializações e acompanhar o caráter multidisciplinar da arte contemporânea”. Alguns trabalhos misturam desenho e animação ou pintura e fotografia.

Na abertura, às 19h, o Centro Cultural será palco de três performances envolvendo escultura, desenho e pintura. Numa delas, o aluno executará um quadro ao vivo. O registro das apresentações também será usado como material da mostra.

Exposição Deriva
Neste sábado, 2 de julho, às 10h, será aberta a terceira exposição Deriva, que poderá ser visitada até 31 deste mês.

A mostra anual reúne obras de alunos da disciplina Artes Visuais no Brasil I, ministrada pelo professor Marcus Hill, da Escola de Belas-Artes da UFMG. As obras serão expostas nas salas Ana Horta e Celso Renato, das 10h às 21h, com entrada gratuita.

Os trabalhos apresentados contemplam as diversas modalidades de artes visuais, entre as quais fotografia, artes gráficas, escultura, pintura, gravuras e arte-educação.

Segundo os organizadores, a escolha do nome deve-se ao fato de a palavra deriva sugerir duas interpretações. A princípio, o termo desvela a relação de algo com sua raiz, com sua origem. Outro sentido possível é o de estar à mercê de uma corrente. O objetivo é mostrar a técnica dos estudantes e também oferecer a eles experiência com o mercado e com exposições de arte, o que inclui a observação e a crítica de seus trabalhos.

O Centro Cultural fica na avenida Santos Dumont, 174, Centro de Belo Horizonte. Informações pelo telefone 3409-8291 ou no site da mostra:

Novos Artistas Mineiros na Funarte MG

Universo feminino está presente em dois dos três espetáculos, que serão apresentados com entrada franca

"De Perfumes e Sonhos" Foto: Daniel Protzner

De 1º a 6 de julho, a Funarte MG recebe a Mostra de Trabalhos da Graduação em Teatro da Escola de Belas Artes (EBA) da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). A programação é composta pelas peças “Exercício para Pedro e Joaquim”, do formando João Filho; “De Perfumes & Sonhos”, da formanda Fabiana Loyola; e “As Rozas Falam”, de Roza Maria de Oliveira.

No espetáculo “Exercício para Pedro e Joaquim”, João Filho propõe um exercício cênico livre, inspirado na poesia de Manoel de Barros, no qual os personagens, por meio de suas memórias e retornos, constroem seus brinquedos no espaço infinito.

“De Perfumes & Sonhos” propõe uma reflexão sobre o caminho percorrido pelas três integrantes do elenco – uma atriz, uma cantora e uma bailarina –, e destaca a expressão de cada uma em sua área de domínio, em diálogo com a linguagem cênica.  O desafio do trabalho foi encontrar um ponto em comum entre as três artistas e a busca por uma metodologia de ensino, onde os potenciais de cada uma se tornassem integrados e orgânicos. A peça foi baseada no livro “Mulheres que correm com os lobos”, no qual predomina a temática do feminino.

O universo feminino também norteia o espetáculo “As Rozas Falam”. O trabalho propõe uma reflexão sobre a condição das mulheres, por meio de depoimentos que foram transformados em material dramatúrgico. A montagem tem como base a Mímesis Corpórea – metodologia desenvolvida pelo LUME (Núcleo Interdisciplinar de Pesquisas Teatrais da Unicamp) –, usada como diretriz para a seleção de mulheres e relatos reais, posteriormente teatralizados e aplicados à experimentação cênica a partir de improvisações. A peça foi baseada em uma pesquisa com mulheres sobreviventes de violência física, participantes, principalmente, do Grupo Bem-Me-Quero.

Mostra de Trabalhos da Graduação em Teatro da Escola de Belas Artes (EBA)

“Exercício para Pedro e Joaquim”

1º de julho (sexta), às 19h
2 de julho (sábado), às 18h

Entrada franca (Distribuição de senhas no local uma hora antes do espetáculo)
Classificação: Livre
Duração: 40 minutos
Ficha Técnica
Direção: Joaquim Elias
Dramaturgia: João Filho
Com Francis Severino e João Filho

“De Perfumes & Sonhos”

1º e 2 de julho, (sexta e sábado), às 20h
3 de julho (domingo), às 19h

Entrada franca (Distribuição de senhas no local uma hora antes do espetáculo)
Classificação: 14 anos
Duração: 40 minutos
Ficha Técnica
Direção, coreografia e textos: Rosa Antuña
Com Eliatrice Guichewsky, Fabiana Loyola e Luísa Bahia

“As Rozas Falam”

4, 5 e 6 de julho (segunda, terça e quarta), às 20 horas
Entrada franca (Distribuição de senhas no local uma hora antes do espetáculo)
Classificação: Desaconselhável para menores de 12 anos
Duração: 1h
Ficha Técnica
Direção: Letícia Castilho
Concepção e dramaturgia: Roza Maria, Edna Rodrigues & Letícia Castilho
Com Roza Maria, Edna Rodrigues

Local: Funarte MG
Rua Januária, 68 – Floresta
Belo Horizonte (MG)
(31) 3213-3084

http://www.funarte.gov.br/teatro/novos-artistas-mineiros-na-funarte-mg/

Confira abaixo a programação da mostra

Estilistas: pensadores da moda

Publicado no Jornal OTEMPO em 19/06/2011

TARCÍSIO D´ALMEIDA

A mesma inquietação que me impulsionou para o projeto no qual venho desenvolvendo, desde os anos 1990, uma série de entrevistas com intelectuais que pensam (ou pensaram) sobre a moda talvez sirva como uma possível explicação para o fato de que, mesmo em tímida expansão, estilistas estejam também se preocupando, refletindo e questionando o próprio campo de atuação deles, isto é, a moda sob prismas diversos. O resultado é percebido com a inclusão de profissionais formados em moda – quer seja em estilismo, em desenho de moda ou em design de moda – ou em áreas correlatas que se inserem em programas de pós-graduação de universidades prestigiadas para pesquisar o tema, o que me impulsionou a escrever esta coluna para homenagear tais profissionais que mesclam suas experiências criativas com as verves dos pensadores.

Portanto, temos quatro indícios iniciais: primeiramente, os estilistas autodidatas; em seguida, aqueles que estudaram moda na graduação; os demais com bacharelado em áreas afins; e, por último, os que pesquisaram na pós-graduação. Dito isso, a primeira que me vem à memória como um exemplo de autodidata é a italiana Maria Bianchi Prada, ou simplesmente Miuccia Prada. Muito antes de pensar em atuar no mundo da moda, Miuccia, que herdou do avô os negócios da família, estudou ciência política, foi militante do Partido Comunista italiano e se doutorou, no ano de 1978, também na mesma área, ou seja, distante do brilho e do glamour do mundo da moda. Ou seja, uma cientista política que não estudou moda, mas migrou para tal universo criativo.

Diferentemente dela, quatro nomes brasileiros ilustram outras realidades: a de egressos da área de moda, de comunicação e de artes; quer seja na graduação, quer seja tendo-a como tema de pesquisas na pós-graduação. A paulista Suzana Avelar graduou-se em desenho de moda pela Faculdade Santa Marcelina e, em seguida, obteve os títulos de mestre (com a pesquisa “A Comunicação da Moda na Era da Globalização”, em 2000) e de doutora em comunicação e semiótica (com a tese “Moda: entre Arte e Cultura”, em 2005), ambas pela PUC-SP.

Atualmente, é professora do curso têxtil e moda da USP. Com ela, temos o hibridismo de criadora e pesquisadora que, mesmo não atuando diretamente na indústria criativa da moda, tem contribuído com a mesma na academia.

O estilista carioca Mario Queiroz, que recentemente decidiu trocar a moda masculina pela feminina, graduou-se em comunicação social, jornalismo, pela UFF. Mas, em sua pesquisa de mestrado em comunicação e semiótica (intitulada “O Herói Desmascarado: Análise dos Editoriais de Moda da Arena Homme Plus”), defendida em 2008 na PUC-SP, onde está atualmente realizando o doutorado “A Imagem do Homem: Moda e Mídia na Construção do Masculino”, decidiu olhar academicamente para sua realidade profissional, isto é, a moda masculina e a transportou para a academia, na qual tem pesquisado a relação do homem com sua imagem e sua moda. É também professor do IED São Paulo.

Outros estilistas pensadores são os mineiros Gustavo Lins e Angélica Oliveira Adverse. Ele é arquiteto pela UFMG; autodidata único a desfilar na Semana de Moda Alta Costura de Paris; defendeu mestrado em 1989 na Universidade da Catalunha (Espanha) e é professor da Escola Nacional Superior de Artes Decorativas de Paris.

Ela, que sempre se questionou sobre a essência de sua formação, é a única brasileira vencedora das etapas nacional e internacional da extinta premiação Smirnoff International Fashion Awards; especialista em filosofia e, no início deste mês, defendeu seu mestrado em artes (com o título “Moda, Moderna Medida do Tempo”, a partir de frase homônima do filósofo Walter Benjamin), ambas titulações pela UFMG; além de ser professora da universidade Fumec.

Tarcísio D´Almeida é professor e pesquisador do curso design de moda da Escola de Belas Artes da Universidade Federal de Minas Gerais (EBA-UFMG). Ele divide este espaço com Susanna Kahls e Jack Bianchi. (tarcisiodalmeida@eba.ufmg.br)

Módulo do Festival de Inverno em Tiradentes vai reforçar ações no campus avançado

 O Festival de Inverno da UFMG volta a Tiradentes. Entre os dias 8 e 10 de julho, a cidade recebe o primeiro módulo da 43° edição, com o tema Existências não reais. Em 2011, o Festival acontece entre 8 de julho e 7 de agosto, e percorre outras quatro cidades: Cataguases, Diamantina, Belo Horizonte e Brumadinho.

Tiradentes foi escolhida, segundo o coordenador do módulo, Rodrigo Minelli, para reforçar as ações do Campus Avançado da UFMG na cidade, que tem como objetivo tornar as ações da Universidade ali menos efêmeras. Dessa forma, a programação foi pensada de modo a valorizar a cultura de Tiradentes, dar espaço aos artistas locais e movimentar o cenário cultural.

Durante os três dias de Festival vão se apresentar vários grupos de artes cênicas e música da cidade, como Ressonare, Orquestra Ramalho, Grupo Aprendizes de Violão, Cia. Teatral ManiCômicos. Haverá também show de Titane e Hudson Lacerda, com canções de Elomar.

As oficinas, por sua vez, foram planejadas de forma a estabelecer o diálogo com o espaço urbano, uma vez que um dos objetivos do Festival é promover essa interação. No total serão quatro atividades e somente a oficina Trekking Fotográfico necessita de inscrição prévia, que deve ser feita na Secretaria do Festival, localizada no Centro de Estudos (rua Direita, 158, Centro).

A programação é gratuita e ocupa vários espaços de Tiradentes, como o Largo das Forras, o adro da Igreja Nossa Senhora do Rosário dos Pretos, o Centro Cultural Yves Alves, entre outros.

“Espalhamento”

A 43° edição do Festival de Inverno da UFMG acontece de 8 de julho a 7 de agosto, e além de Cataguases, quatro cidades recebem a programação do Festival: Tiradentes, Belo Horizonte, Brumadinho e Diamantina. “Nosso objetivo é que o evento funcione como uma teia de ações que se irradie pelo estado”, explica Maurício Campomori, diretor de Ação Cultural da Universidade, sobre a multiplicidade de temas e destinos idealizados para a 43ª edição do Festival.

Ele relembra que, na década de 1970, o evento chegou a ocorrer simultaneamente em 14 cidades. Nos anos seguintes, ele alternou movimentos de expansão e introspecção temática ou espacial em sua trajetória. “Isso é típico dos artistas e de seus espaços de produção. O Festival vive o mesmo processo sem artificialismo, pois funciona como um corpo vivo, pulsante”, analisa o professor.

A proposta de retomar a tradição de “espalhamento” foi apresentada pelo pró-reitor de Extensão da UFMG, João Antônio de Paula. “Não se trata de buscar a tradição por si mesma, mas construir maior abrangência, procurando novo significado para o evento. Encontramos esse caminho nas cidades onde a UFMG tem situação consolidada ou vínculos institucionais expressivos, como Tiradentes e Brumadinho, por meio da Fundação Rodrigo de Mello Franco e do Instituto Inhotim”, esclarece Campomori.

PROGRAMAÇÃO*
8 a 10 de julho

Dia 08/07 – Sexta-feira
18h – Abertura Oficial Grupo Aprendizes do Violão
Idealizado em 2004 pelo prefeito Sr. Nílzio Barbosa e sempre com “renovação” das crianças, o Grupo Aprendizes de Violão, unidos pela amizade, apresenta ao público um lado mais intimista da música popular com belíssimas releituras.
Local: Centro Cultural Yves Alves

19h30 – Grupo Entrevista (Lendas de Tiradentes) Caminhada Poética até a Câmara

20h –Ressoando por Tiradentes – Quinteto Ressonare
Ressonare é um grupo de cordas que atua desde 2008 em Minas Gerais. Dentre várias apresentações possuem em seu portfólio trabalhos com intuito de disseminar a cultura pela histórica Tiradentes e região, como o espetáculo “Uma Noite de Ópera” realizado com grande público em 2009. Quatro de seus cinco integrantes são estudantes de música na UFSJ (Universidade Federal de São João Del Rei).
Local: Varanda da Câmara

Dia 09/07 – Sábado

20h – Titane e Hudson Lacerda
A cantora Titane e o violonista Hudson Lacerda dedicam-se ao repertório de Elomar. Celebram o encontro do erudito com o popular ao optar por um formato acústico que remete tanto à sofisticação camerística quanto à simplicidade de um recital de música popular, destacando a arquitetura dos arranjos intrínsecos às composições e valorizando a imponência da voz em estado bruto.
Local: Centro Cultural Yves Alves

Dia 10/07 – Domingo

11h30 – Grupo Manicômios Dom de Andar
Espetáculo criado especialmente para a rua e concebido a partir de uma intensa pesquisa feita em oito cidades do Campo das Vertentes. A diversidade cultural de Minas Gerais é retratada por caminhos de religiosidade, estórias, paisagens, personagens. Lirismo e muito humor tecem a trama desta estória que se inspira também em obra de Fernando Sabino.
Local: Largo Forras

18h – Orquestra Ramalho
A Orquestra Ramalho, fundada em 1860, executará peças sacras de compositores mineiros dos Séculos XVIII e XIX, assim também como outras peças de compositores estrangeiros, que fazem parte do seu repertório usual, apresentado nas tradicionais celebrações religiosas da cidade.
Local: Igreja Matriz Santo Antônio

AULAS ABERTAS E OFICINAS

DANÇA DE SALÃO
Proporcionar ao público contato com passos e estilos de alguns dos diversos gêneros da dança de salão.
Coreógrafo: Jomar Mesquita (BH) – professor, coreógrafo e bailarino, dirige a Associação Cultural Mimulus, a Mimulus Cia. de Dança e a Mimulus Escola de Dança desde 1990, desenvolvendo extenso trabalho de pesquisa das danças a dois em seus países de origem. Professor convidado em curso de pós-graduação na Faculdade Metropolitana de Curitiba – Famec. Formação em Pedagogia do Movimento para o Ensino de Dança, na Escola de Belas Artes da Universidade Federal de Minas Gerais.
Público-alvo: interessados no tema
Vagas: atividade aberta
Período: 9 e 10 de julho
Horário: 16h30 às 18h
Local: Largo das Forras

HISTÓRIA E ESTÓRIAS
Estudo histórico e sob a perspectiva da tradição oral da “contação de histórias”
Professora: Sônia Queiroz (UFMG) – doutora em Comunicação e Semiótica pela PUC-São Paulo, onde defendeu, em 2000, tese sobre as edições brasileiras de narrativas de tradição oral, desenvolveu em 2007, em estágio pós-doutoral na UNEB-Salvador, com a supervisão de Yeda Pessoa de Castro, pesquisa sobre a presença banto na tradição oral de Minas Gerais. Mestre em Estudos Lingüísticos pela UFMG, onde se graduou em Letras em 1975, defendeu em 1985 dissertação sobre remanescente de língua africana em Minas Gerais. É professora da Faculdade de Letras da UFMG desde 1983, atuando hoje na área de Edição (graduação) e Estudos Literários (pós-graduação), com experiência também na área de Texto em língua portuguesa. Na pesquisa, no ensino e na extensão, atua principalmente nos seguintes temas: oralidade e escrita, poesia, conto, canto, transcriação, memória e cultura afro-brasileira. Suas publicações mais relevantes são os livros Pé preto no barro branco: a língua dos negros da Tabatinga (Editora UFMG, 1998) e Na captura da voz: as edições da narrativa oral no Brasil (este publicado em coautoria com Maria Inês de Almeida). É diretora do Centro Cultural UFMG.
Público-alvo: interessados no tema
Vagas: atividade aberta
Período: 9 e 10 de julho
Horário: 10h às 12h
Local: adro da Igreja Nossa Senhora do Rosário dos Pretos – Rua Direita, s/nº, Centro

TREKKING FOTOGRÁFICO
A oficina propõe uma caminhada pela Serra São José, durante a qual serão abordados os seguintes temas: sentidos de leitura, primeiro plano, diagonais, referência, polarização, balanço de branco manual, longa exposição em cachoeira, entre outros. A Serra de São José é uma área de preservação ambiental e refúgio da vida silvestre de libélulas, com altitudes que variam entre 840m e 1430m do nível do mar; é uma região de cerrado com resquícios de Mata Atlântica e antigas regiões de mineração de ouro de superfície.
Professor: Wladimir Loyola (Tiradentes/MG) – mineiro, proprietário e administrador da operadora Tiradentesbrasil www.tiradentesbrasil.com operadora de ecoturismo e agência de comunicação responsável pelo site hospedeiro www.programeseudia.com.br de Tiradentes MG e região e pelo guia Programe seu Dia, entre outros trabalhos de publicidade e propaganda relacionados ao setor. Condutor especializado em Turismo de Aventura (trekkings, cavalgadas, downhill, escalada em rocha e rapel), designer gráfico e fotógrafo documentarista para pessoas, arquitetura, corporativo e turismo. Entre seus trabalhos, destaca-se a foto que rendeu o primeiro lugar da Região Sudeste à arquiteta Raquel Heinisch para o concurso Arquitetando Docol de metais sanitários/2007.
Público-alvo: amantes e profissionais em fotografia e que gostem de viver a vida leve, com idade a partir de 15 anos.
Vagas: 10
Período: 9 ou 10 de julho
Horário: 9h às 13h30
Material do aluno: roupas leves, calça tactel, chapéu ou boné, tênis ou bota, meia grossa, protetor solar, repelente, lanche, água e câmera fotográfica profissional ou amadora
Inscrição prévia: Secretaria do Festival – Centro de Estudos, Rua Direita, 158, Centro
Local de saída: Rua Henrique Diniz, 119 – Centro

VISITAS GUIADAS
Visitas às obras de restauração do Museu da Casa do Padre Toledo. Trata-se de um dos mais representativos exemplares da arquitetura colonial brasileira. Foi edificada na segunda metade do século XVIII e pertenceu ao inconfidente Carlos Correia de Toledo e Melo, que foi vigário da Freguesia da Vila de São José, hoje a cidade de Tiradentes. Além de sua importância histórica, o imóvel possui um raro conjunto de forros artisticamente pintados. Os forros estão sendo restaurados pelo Centro de Conservação e Restauração de Bens Culturais Móveis (CECOR), da Escola de Belas Artes da UFMG.

A visita guiada constará de uma apresentação da história da casa, seus usos diversos e intervenções, e também de informações sobre o inconfidente Padre Toledo. Em seguida, os visitantes poderão apreciar os forros restaurados, os que estão em processo de intervenção e os ambientes do imóvel.
Responsável: Luiz Cruz (Tiradentes/MG) – natural de Tiradentes, onde vive e trabalha, é professor, formado em Letras e pós-graduado em Administração de Unidades de Conservação. Cursou disciplinas do mestrado da UFSJ, na área de Memória e Identidade Cultural. Estudou artes na Fundação de Arte de Ouro Preto e na Escola de Artes Visuais do Rio de Janeiro. Participou de exposições individuais de pintura, gravura e fotografias em MG, RJ, SP, PE, PR, RS, DF. Foi professor de Educação Patrimonial dos festivais de inverno da UFSJ e de Entre Rios de Minas.
Público-alvo: interessados no tema
Vagas: 20 em cada horário
Período: 9 e 10 de julho
Horário: 10h e 16h (dia 9) e 10h (dia 10)
Local de encontro para a visita: Centro de Estudos – Rua Direita, 158, Centro

* Programação sujeita a alterações.

Serviço
43º Festival de Inverno da UFMG – 8 de julho a 7 de agosto
Tiradentes: Existências não reais – 8 a 10 de julho
Cataguases : Avizinhamentos – 14 a 24 de julho
Diamantina: Radioplastia – 17 a 29 de julho
Belo Horizonte/Instituto Inhotim (Brumadinho): Cidades: arte, cultura, conhecimento – 25 de julho a 7 agosto

Mais informações: www.ufmg.br/festival.

Acompanhe também através do @festivalufmg e do facebook.com/festivaufmg

(Assessoria de Imprensa do Festival de Inverno da UFMG)

Festival deve aprofundar formato acadêmico e estreitar alianças com Diamantina, avaliam coordenadores, no encerramento do evento

Com o fechamento da edição 2009 do Festival de Inverno, nesta quinta-feira, 30, o que ela deixa como legado para a história do evento? As oficinas e eventos se propuseram a estimular ações transformadoras, ainda que em formato mais enxuto que nos anos anteriores. Mas o que a coordenação do Festival acredita ter sido mais significativo foi a realização do seminário Perspectivas da cultura em um cenário de transformações – que abriu a primeira semana do evento. “Na medida em que nos dispomos a repensar o que fazemos, houve a consciência que o formato ainda funciona”, diz o curador geral, Fabrício Fernandino.

O seminário, que contou com a participação dos fundadores, professores e artistas que passaram pelo Festival, definiu diretrizes para sua sustentabilidade nos próximos anos. As propostas serão apresentadas à Reitoria e aos candidatos à direção da Universidade (no segundo semestre a UFMG realiza consulta à comunidade para o cargo a reitor). A ideia é que o seu planejamento seja preparado a longo prazo – de quatro em quatro anos, por exemplo. O coordenador geral, Maurício Campomori, argumenta que o Festival deva extrapolar a condição de evento e entrar na categoria de projeto acadêmico da Universidade. “O seminário, como experiência pedagógica, apontou possibilidades de transformação e caminhos de ensino, com uma formação mais complexa que a escola”, diz.

“É uma questão de priorização e vontade política. Não significa dizer que tenha deixado de ser prioridade, mas é preciso aprofundar esse compromisso”, pontua Campomori. Ele e Fabrício Fernandino acreditam que o Festival, proposto como projeto acadêmico, abrirá maiores oportunidades de participação e parcerias com os ministérios da Cultura e da Educação – facilitando, na sequência, a obtenção de recursos, cerne da redução das atividades neste ano.

Parcerias
E sim, o Festival continua em Diamantina. Pelo menos esse é o desejo da coordenação e da atual administração municipal. O novo prefeito da cidade, Padre Gê, assegurou que destinará mais recursos para aquele que é o principal evento cultural da cidade. Parceiras com instituições regionais, que a coordenação pretende ampliar, já começaram a funcionar neste ano. Nessa linha, o Museu do Diamante, ligado ao Ministério da Cultura, ofereceu três oficinas gratuitas e deseja estender a parceria nos próximos anos. A Faculdade Fevale também propôs duas oficinas neste Festival. Essas alianças apontam para outro movimento que os participantes do Festival destacaram: reforçar vínculos com a população local, abrindo espaço para atender às suas necessidades.

Disponível em: http://www.ufmg.br/online/arquivos/012592.shtml

Multiplicidade molda a identidade do teatro brasileiro contemporâneo, reflete Mariana Muniz

quarta-feira, 29 de julho de 2009, às 10h03

É difícil definir o teatro brasileiro, mas a multiplicidade de suas manifestações define seu perfil atual. Essa é, sinteticamente, a percepção da professora da Escola de Belas-Artes Mariana Muniz, sobre uma das áreas que mais experimentou a interdisciplinaridade em sua conformação. Coordenadora de Artes Cênicas do 41º Festival de Inverno da UFMG, Muniz, cuja atuação profissional e interesses acadêmicos voltam-se especialmente para o teatro do gesto e a improvisação, destaca, em entrevista, experiências da criação em seu campo.

Como o tema Traduções foi apropriado pelas artes cênicas no Festival?

As artes cênicas são, sem dúvida, o lugar em que a tradução entre as diversas linguagens se dá de uma maneira essencial ao próprio desenvolvimento da arte. Em um espetáculo cênico, convivem várias linguagens, desde a literária, passando pela musical e também a visual. Desde sua origem, a área trabalha em um contexto polifônico, com diversas vozes e artes que se conjugam na construção do espetáculo cênico. Por isso, para o Festival de Inverno não foi difícil pensar em algo nessa linha. Além disso, procurei centrar em um trabalho elaborado nos últimos sete anos, sobre a relação entre o espetáculo e o texto teatral. Esse vínculo possui um percurso histórico de reelaboração e desconstrução desde os movimentos de vanguarda do século XX. No século XXI, já existem grupos que fazem a sua própria dramaturgia, mas também há permanência de escritores e dramaturgos que escrevem em seus escritórios e os dois tipos de texto podem ser levados à cena. Esse foi o foco que gerou as oficinas.

Quais afinidades apontaria haver entre as oficinas?

A dramaturgia e a encenação, ou seja, como essas duas linhas, essas duas pontes técnicas se comunicam em um coletivo criador. Ao mesmo tempo em que o espetáculo vai se construindo, o ator necessariamente precisa elaborar suas escolhas, os meios expressivos para trabalhar. Essas escolhas induzem um percurso dramatúrgico. O foco das oficinas é esse: o ator como criador do material cênico e como ele se articula nessa construção dramatúrgica e cênica do espetáculo ou da performance.

Como você define o teatro brasileiro atual?

A multiplicidade. É muito difícil definir o teatro brasileiro. É normal relacioná-lo aos grandes centros, que são o Rio de Janeiro e São Paulo. Por isso, há de se pensar que não se tem acesso fácil ao que é produzido longe dessas cidades. O que existe hoje é um teatro múltiplo, até mesmo pelas várias modalidades de criação, como também há experimentações diversas, como a performance e a instalação cênica, por exemplo. Esse teatro múltiplo atende a variados públicos e, de alguma forma, sempre se reinventa. Outra característica muito forte do teatro atual é a presença expressiva dos coletivos teatrais, qualidade do teatro brasileiro e latino-americano. Isso se relaciona com estratégias de sobrevivência de um espetáculo, ou seja, como dar continuidade a um projeto artístico no universo do patrocínio brasileiro. Justamente por essas condições externas, ou seja, não estão ligadas ao processo artístico, mas nele interferem, esse teatro é feito por meio do coletivo. E dentro dessa linha dos coletivos, maneiras, técnicas e procedimentos são descobertos na criação coletivizada. Por isso, o teatro dos coletivos é experimental e múltiplo.

(Assessoria de Imprensa do Festival de Inverno)

Disponível em: http://www.ufmg.br/online/arquivos/012577.shtml

Tarsila e o Brasil dos Modernistas – Exposição e catálogo online

Exposição na Casa Fiat de Cultura é prorrogada até 22 de junho.


Em 1924, ano dos mais férteis da carreira de Tarsila do Amaral, ela esteve, com o “bando” dos modernistas, em visita às cidades históricas de Minas Gerais. Muitos relatos dessa viagem ficaram registrados, como o de Pedro Nava em seu memorial e o de Carlos Drummond de Andrade, que se encontrou com os membros da “caravana paulista” no Grande Hotel de Belo Horizonte, onde hoje se situa o Conjunto Arcangelo Maletta, na esquina da Rua da Bahia com a Avenida Augusto de Lima.

Essa viagem marcou a obra de Tarsila, como bem assinala o rico texto da curadora da exposição, Regina Teixeira de Barros.

A exposição nos faz pensar sobre a riqueza do imaginário que se construiu e que continua a ser construído sobre o nosso país, e não só o Brasil dos modernistas, ao longo dos 87 anos transcorridos desde aquela viagem.

Retrato de Tarsila do Amaral
Retrato de Tarsila do Amaral (Photo credit: Wikipedia)

Tarsila volta a Minas, agora como figura central dessa mostra de grandes artistas, tão diferentes entre si e, ao mesmo tempo, igualmente empenhados na descoberta de um olhar para o Brasil, que é um e é tantos.

José Eduardo de Lima Pereira
Diretor Presidente

A exposição

A exposição Tarsila e o Brasil dos modernistas reúne um conjunto de obras que apresentam visões singulares de paisagens, tradições e tipos brasileiros. Tendo como ponto de partida a obra de Tarsila do Amaral (1886- 1973), os trabalhos selecionados procuram traçar um panorama de tentativas de representação visual de um país territorialmente vasto e culturalmente heterogêneo como o Brasil. Esses trabalhos se reportam ao tempo e ao espaço onde foram produzidos e ao entendimento que nossos artistas modernos tiveram da realidade à sua volta.

Além de Tarsila, figuram na exposição outros artistas que discutiram uma possível representação da identidade brasileira de forma bastante explícita e constante ao longo de suas trajetórias, como Di Cavalcanti e Candido Portinari. Estão inclusas também obras de artistas que se detiveram no tema em determinados períodos de suas carreiras, como Cícero Dias, Lasar Segall, Vicente do Rego Monteiro e Victor Brecheret. A mostra apresenta ainda um terceiro grupo de artistas cujo conjunto da obra não é necessariamente identificado à criação de uma imagem iconográfica do e para o Brasil, mas que produziu trabalhos pontuais que tangenciam o tema, seja pela inclusão de um contexto geográfico facilmente reconhecível, seja pela curiosidade investigativa de hábitos e tradições locais. Entre esses, encontram-se Alberto da Veiga Guignard, Ismael Nery, Oswaldo Goeldi e Flávio de Carvalho.

Tarsila e o Brasil dos modernistas não pretende transformar estes últimos em artistas comprometidos com a produção de cunho nacionalista nem menosprezar a história da arte hegemônica, mas aproximar trabalhos específicos que, interpretados sob certos ângulos, podem vir a ampliar o debate em torno das representações visuais simbólicas do país, tornando-o tão complexo quanto a teia cultural em que está inserido.

É importante explicitar que esse recorte não tem intenção de examinar a produção dos modernistas do ponto de vista de estilo, mas de traçar relações temáticas a fim de tornar claras as semelhanças e/ou diferenças em termos de opções de figuração de cunho metafórico. O agrupamento de trabalhos por tema facilita a análise da contribuição modernista para o debate em torno da produção simbólica de um imaginário social na medida em que os temas se repetem com bastante frequência, ainda que sob formas diversificadas.

Regina Teixeira de Barros
Curadora da exposição

Maiores informações sobre a exposição e visitação, acessar o site da Casa Fiat de Cultura.

Consulte também o catálodo da exposição!

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Veja também sobre a exposição “Percurso afetivo – Tarsila” ocorrida em setembro e outubro de 2008 no Museu Oscar Niemewer e retrada em seu  periódico. Exposição também ocorrida no CCBB no Rio de Janeiro em 2012

MON em revista - Tarsila

Exposição também ocorrida no CCBB no Rio de Janeiro em 2012 :

[youtube=http://www.youtube.com/watch?v=tLtf9JNkqco]

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E não deixe também de consultar na Biblioteca da Escola de Belas Artes, obras disponíveis sobre Tarsila do Amaral.

Segue alguns exemplos:

AMARAL, Aracy A; SALZSTEIN, Sônia. Tarsila: anos 20. São Paulo: SESI, 1997 157 p.

AMARAL, Tarsila do; SATURNI, Maria Eugênia. Tarsila: catálogo raisonné Tarsila do Amaral = Catalogue raisonné. [São Paulo]: Base 7 Projetos Culturais, Pinacoteca do Estado de São Paulo, 2008. 3 v. + 1 CD-ROM (4 3/4 in.)

 AMARAL, Tarsila do; AMARAL, Aracy A. Tarsila cronista. São Paulo: EDUSP, 2001. 241p.

 AMARAL, Tarsila do; AMARAL, Aracy A. Tarsila do Amaral. [S.I.]: Fundação Finambras, [19–] 62p.

 GOTLIB, Nadia Batella. Tarsila do Amaral: a modernista. 2. ed. rev. São Paulo: Ed. SENAC, 2000. 213p.

 AMARAL, Aracy A. Tarsila: sua obra e seu tempo.   3. ed. rev. e ampl. São Paulo: Ed. 34: EDUSP, 2003. 509 p.    ISBN 8573262664 (broch.).

 5  MESTRES  brasileiros : pintores construtivistas ; Tarsila, Volpi, Dacosta, Ferrari, Valentim.     Rio de Janeiro: Kosmos, 1977. 174p.

Os novos habitantes do museu

Artes visuais.Com curadoria de Ana Paula Cohen, dez jovens artistas apresentam criações realizadas durante o Bolsa Pampulha

Publicado no Jornal OTEMPO em 30/06/2011

DANIEL TOLEDO

É como um programa de formação e estímulo à produção artística que a curadora Ana Paula Cohen compreende o Bolsa Pampulha, iniciativa criada em 2003. Diante do encerramento de sua quarta edição, chega a hora de mostrar ao público as criações produzidas ao longo de um ano de muito trabalho e intenso diálogo.

“Trata-se de um programa singular no Brasil, que dá ao artista a possibilidade de dialogar com profissionais experientes e produzir seus próprios trabalhos sem ter que se ocupar com outras cosias”, descreve Ana Paula, que, além de fazer a curadoria da exposição, integrou o painel de seleção dos artistas e a comissão de acompanhamento do processo de criação.

“Mais do que pensar em resultados imediatos, é importante perceber que, daqui a três ou cinco anos, os artistas que participaram da bolsa terão uma formação muito mais consolidada do que aqueles que não tiveram uma oportunidade como essa”, defende, em meio à montagem de uma ampla exposição que deve ocupar todos os ambientes do Museu de Arte da Pampulha.

Contudo, na visão de Ana Paula, ainda que os trabalhos realizados por Ana Moravi, Clara Ianni, C. L. Salvaro, Daniel Murgel, Douglas Pego, Joacélio Batista, Rodrigo Cass, Rodrigo Freitas, Shima e Vicente Pessôa ocupem o museu ao mesmo tempo, a exposição não deve ser tratada como uma mostra coletiva.

“Tentei pensar nessa exposição como dez individuais simultâneas. E o que fizemos, juntos, foi habitar os espaços do museu”, esclarece a curadora, ressaltando ainda a ausência de recortes temáticos ou estéticos.

“Esse tipo de classificação me parece insuficiente para pensar os trabalhos, pois é muito comum que um mesmo artista transite entre diferentes mídias”, afirma.

Para facilitar a fruição do público sobre o trabalho individual de cada artista, definiu-se que a exposição incorporaria também trabalhos realizados por eles em períodos anteriores à Bolsa Pampulha.

“Todos estão representados por um grupo que varia entre duas e cinco obras, ao mesmo tempo preservadas em sua integridade e convivendo nos espaços do edifício”, analisa, sem desconsiderar a possibilidade de que o público crie, entre os trabalhos, suas próprias relações.

Além de incorporar os mineiros Ana Moravi, Douglas Pego, Joacélio Batista e Vicente Pessôa, o programa trouxe a Belo Horizonte o carioca Daniel Murgel, o paranaense C.L. Salvaro e os paulistas Clara Ianni, Rodrigo Cass, Rodrigo Freitas e Shima.

Este último, autor de uma das performances que abrem a exposição, inspirou-se justamente na condição de “estrangeiro” para a criação dos trabalhos realizados ao longo do último ano.

“São obras que têm muito a ver com o cotidiano da cidade e a tentativa de me encontrar nesse espaço”, comenta o artista, que prepara ainda uma série de ações para realizar durante a exposição. “Quero romper a ideia do museu como um depósito de obras”, sintetiza. (DT)

Agenda
O que. Mostra coletiva dos artistas contemplados pelo Bolsa Pampulha 2010/2011

Quando. Terça a domingo, das 9h às 19h. Até 11 de setembro

Onde. Museu de Arte da Pampulha (av. Otacílio Negrão de Lima, 16.585, Pampulha)

Quanto. Entrada gratuita

Programação

Hoje, das 20h às 23h
Abertura da exposição, com performances de Douglas Pego (20h) e Shima (21h
Sábado, às 15h
Churrasco no terreno anexo ao Museu, próximo à obra de Daniel Murgel

9/6, das 11h às 16h
Conferência Sobre a Formação do Artista no Brasil: Bolsa Pampulha e Outros Programas

Conheça um pouco mais sobre o Bolsa Pampulha através dos Catálogos de Exposição de 2003-2004 e 2005-2006 disponíveis na Biblioteca da Escola de Belas Artes da UFMG!!!

Biblioteca "Professor Marcello de Vasconcellos Coelho" da Escola de Belas Artes da UFMG