{"id":1059,"date":"2011-07-01T15:36:31","date_gmt":"2011-07-01T17:36:31","guid":{"rendered":"http:\/\/bibliobelas.wordpress.com\/?p=1059"},"modified":"2011-07-01T15:36:31","modified_gmt":"2011-07-01T17:36:31","slug":"multiplicidade-molda-a-identidade-do-teatro-brasileiro-contemporaneo-reflete-mariana-muniz","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/bibliobelas.eba.ufmg.br\/index.php\/2011\/07\/multiplicidade-molda-a-identidade-do-teatro-brasileiro-contemporaneo-reflete-mariana-muniz\/","title":{"rendered":"Multiplicidade molda a identidade do teatro brasileiro contempor\u00e2neo, reflete Mariana Muniz"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align:justify;\"><a href=\"https:\/\/bibliobelas.eba.ufmg.br\/wp-content\/uploads\/2011\/07\/mariana_muniz.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignleft size-medium wp-image-1060\" title=\"Mariana_Muniz\" src=\"https:\/\/bibliobelas.eba.ufmg.br\/wp-content\/uploads\/2011\/07\/mariana_muniz.jpg?w=201\" alt=\"\" width=\"201\" height=\"300\" \/><\/a>quarta-feira, 29 de julho de 2009, \u00e0s 10h03<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">\u00c9 dif\u00edcil definir o teatro brasileiro, mas a multiplicidade de suas manifesta\u00e7\u00f5es define seu perfil atual. Essa \u00e9, sinteticamente, a percep\u00e7\u00e3o da professora da Escola de Belas-Artes Mariana Muniz, sobre uma das \u00e1reas que mais experimentou a interdisciplinaridade em sua conforma\u00e7\u00e3o. Coordenadora de Artes C\u00eanicas do 41\u00ba Festival de Inverno da UFMG, Muniz, cuja atua\u00e7\u00e3o profissional e interesses acad\u00eamicos voltam-se especialmente para o teatro do gesto e a improvisa\u00e7\u00e3o, destaca, em entrevista, experi\u00eancias da cria\u00e7\u00e3o em seu campo.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\"><strong>Como o tema Tradu\u00e7\u00f5es foi apropriado pelas artes c\u00eanicas no Festival?<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">As artes c\u00eanicas s\u00e3o, sem d\u00favida, o lugar em que a tradu\u00e7\u00e3o entre as diversas linguagens se d\u00e1 de uma maneira essencial ao pr\u00f3prio desenvolvimento da arte. Em um espet\u00e1culo c\u00eanico, convivem v\u00e1rias linguagens, desde a liter\u00e1ria, passando pela musical e tamb\u00e9m a visual. Desde sua origem, a \u00e1rea trabalha em um contexto polif\u00f4nico, com diversas vozes e artes que se conjugam na constru\u00e7\u00e3o do espet\u00e1culo c\u00eanico. Por isso, para o Festival de Inverno n\u00e3o foi dif\u00edcil pensar em algo nessa linha. Al\u00e9m disso, procurei centrar em um trabalho elaborado nos \u00faltimos sete anos, sobre a rela\u00e7\u00e3o entre o espet\u00e1culo e o texto teatral. Esse v\u00ednculo possui um percurso hist\u00f3rico de reelabora\u00e7\u00e3o e desconstru\u00e7\u00e3o desde os movimentos de vanguarda do s\u00e9culo XX. No s\u00e9culo XXI, j\u00e1 existem grupos que fazem a sua pr\u00f3pria dramaturgia, mas tamb\u00e9m h\u00e1 perman\u00eancia de escritores e dramaturgos que escrevem em seus escrit\u00f3rios e os dois tipos de texto podem ser levados \u00e0 cena. Esse foi o foco que gerou as oficinas.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\"><strong>Quais afinidades apontaria haver entre as oficinas?<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">A dramaturgia e a encena\u00e7\u00e3o, ou seja, como essas duas linhas, essas duas pontes t\u00e9cnicas se comunicam em um coletivo criador. Ao mesmo tempo em que o espet\u00e1culo vai se construindo, o ator necessariamente precisa elaborar suas escolhas, os meios expressivos para trabalhar. Essas escolhas induzem um percurso dramat\u00fargico. O foco das oficinas \u00e9 esse: o ator como criador do material c\u00eanico e como ele se articula nessa constru\u00e7\u00e3o dramat\u00fargica e c\u00eanica do espet\u00e1culo ou da performance.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\"><strong>Como voc\u00ea define o teatro brasileiro atual?<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">A multiplicidade. \u00c9 muito dif\u00edcil definir o teatro brasileiro. \u00c9 normal relacion\u00e1-lo aos grandes centros, que s\u00e3o o Rio de Janeiro e S\u00e3o Paulo. Por isso, h\u00e1 de se pensar que n\u00e3o se tem acesso f\u00e1cil ao que \u00e9 produzido longe dessas cidades. O que existe hoje \u00e9 um teatro m\u00faltiplo, at\u00e9 mesmo pelas v\u00e1rias modalidades de cria\u00e7\u00e3o, como tamb\u00e9m h\u00e1 experimenta\u00e7\u00f5es diversas, como a performance e a instala\u00e7\u00e3o c\u00eanica, por exemplo. Esse teatro m\u00faltiplo atende a variados p\u00fablicos e, de alguma forma, sempre se reinventa. Outra caracter\u00edstica muito forte do teatro atual \u00e9 a presen\u00e7a expressiva dos coletivos teatrais, qualidade do teatro brasileiro e latino-americano. Isso se relaciona com estrat\u00e9gias de sobreviv\u00eancia de um espet\u00e1culo, ou seja, como dar continuidade a um projeto art\u00edstico no universo do patroc\u00ednio brasileiro. Justamente por essas condi\u00e7\u00f5es externas, ou seja, n\u00e3o est\u00e3o ligadas ao processo art\u00edstico, mas nele interferem, esse teatro \u00e9 feito por meio do coletivo. E dentro dessa linha dos coletivos, maneiras, t\u00e9cnicas e procedimentos s\u00e3o descobertos na cria\u00e7\u00e3o coletivizada. Por isso, o teatro dos coletivos \u00e9 experimental e m\u00faltiplo.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">(Assessoria de Imprensa do Festival de Inverno)<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">Dispon\u00edvel em: <a href=\"http:\/\/www.ufmg.br\/online\/arquivos\/012577.shtml\">http:\/\/www.ufmg.br\/online\/arquivos\/012577.shtml<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>quarta-feira, 29 de julho de 2009, \u00e0s 10h03 \u00c9 dif\u00edcil definir o teatro brasileiro, mas a multiplicidade de suas manifesta\u00e7\u00f5es define seu perfil atual. Essa \u00e9, sinteticamente, a percep\u00e7\u00e3o da professora da Escola de Belas-Artes Mariana Muniz, sobre uma das \u00e1reas que mais experimentou a interdisciplinaridade em sua conforma\u00e7\u00e3o. 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