{"id":1760,"date":"2011-11-28T14:18:17","date_gmt":"2011-11-28T16:18:17","guid":{"rendered":"http:\/\/bibliobelas.wordpress.com\/?p=1760"},"modified":"2011-11-28T14:18:17","modified_gmt":"2011-11-28T16:18:17","slug":"os-fotografos-que-retrataram-picasso","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/bibliobelas.eba.ufmg.br\/index.php\/2011\/11\/os-fotografos-que-retrataram-picasso\/","title":{"rendered":"Os fot\u00f3grafos que retrataram Picasso"},"content":{"rendered":"<h5 style=\"text-align:right;\">Por Diana Ribeiro<\/h5>\n<p style=\"text-align:justify;\">\n<p style=\"text-align:justify;\">H\u00e1 130 anos, nascia um dos artistas mais conceituados de sempre: Pablo Picasso. Pintor, escultor e at\u00e9 poeta, a sua arte vers\u00e1til e revolucion\u00e1ria transformou por completo a pr\u00f3pria ideia de arte. O fasc\u00ednio pela fotografia permitiu que grandes profissionais da \u00e9poca registassem o seu percurso de vida. Diante da objectiva de uma m\u00e1quina, Picasso pousava e sorria como em poucas ocasi\u00f5es. As imagens de Robert Capa, Cartier-Bresson, Brassai ou David Duncan espelham as metamorfoses de um g\u00e9nio em constante insatisfa\u00e7\u00e3o.<a href=\"https:\/\/bibliobelas.eba.ufmg.br\/wp-content\/uploads\/2011\/11\/picasso_20111025_bo_01a.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-1761\" title=\"picasso_20111025_bo_01A\" src=\"https:\/\/bibliobelas.eba.ufmg.br\/wp-content\/uploads\/2011\/11\/picasso_20111025_bo_01a.jpg\" alt=\"\" width=\"500\" height=\"330\" srcset=\"https:\/\/bibliobelas.eba.ufmg.br\/wp-content\/uploads\/2011\/11\/picasso_20111025_bo_01a.jpg 600w, https:\/\/bibliobelas.eba.ufmg.br\/wp-content\/uploads\/2011\/11\/picasso_20111025_bo_01a-300x198.jpg 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 500px) 100vw, 500px\" \/><\/a><\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">Sobre Picasso j\u00e1 se escreveu quase tudo. J\u00e1 se fizeram inumer\u00e1veis biografias, j\u00e1 se analisou toda a sua obra. O facto \u00e9 que a vida atribulada do pintor espanhol andou sempre de m\u00e3os dadas com a arte: a cada reeinven\u00e7\u00e3o pessoal, uma outra etapa surgia na sua obra. \u201c<em>Eu n\u00e3o procuro, encontro\u201d, <\/em>ter\u00e1 dito. E a cada novo encontro, Picasso vivia uma vida dentro da sua pr\u00f3pria vida.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">Pintou alguns dos quadros mais famosos de sempre, produziu esculturas e at\u00e9 escreveu poemas. Ainda assim, Picasso tinha um fascinio especial pela fotografia. Conviveu durante anos com profissionais da \u00e1rea, que acabaram por registar v\u00e1rios momentos do seu percurso de vida. Diante da objectiva da c\u00e2mara, n\u00e3o hesitava em pousar nem t\u00e3o pouco ser protagonista de retratos mais intimistas. Robert Capa, por exemplo, fotografou-o na praia com Fran\u00e7oise Gilot. J\u00e1 David Duncan \u201capanhou-o\u201d na banheira.<\/p>\n<div class=\"mceTemp mceIEcenter\" style=\"text-align:justify;\">\n<dl class=\"wp-caption aligncenter\">\n<dt class=\"wp-caption-dt\"><a href=\"https:\/\/bibliobelas.eba.ufmg.br\/wp-content\/uploads\/2011\/11\/picasso_robert_capa_20111025_bo_02.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\" wp-image-1764  \" title=\"picasso_robert_capa\" src=\"https:\/\/bibliobelas.eba.ufmg.br\/wp-content\/uploads\/2011\/11\/picasso_robert_capa_20111025_bo_02.jpg\" alt=\"\" width=\"500\" height=\"333\" srcset=\"https:\/\/bibliobelas.eba.ufmg.br\/wp-content\/uploads\/2011\/11\/picasso_robert_capa_20111025_bo_02.jpg 600w, https:\/\/bibliobelas.eba.ufmg.br\/wp-content\/uploads\/2011\/11\/picasso_robert_capa_20111025_bo_02-300x200.jpg 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 500px) 100vw, 500px\" \/><\/a><\/dt>\n<dd class=\"wp-caption-dd\">Por David Seymour e Robert Capa feita.<\/dd>\n<\/dl>\n<\/div>\n<p style=\"text-align:justify;\"><strong>A vida sentida na arte<br \/>\n<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">Pablo Picasso nasceu a 25 de Outubro de 1881, em M\u00e1laga. A sua veia art\u00edstica revelou-se cedo, atrav\u00e9s do talento natural para o desenho. Estudou Belas Artes na Corunha, em Barcelona e Madrid. Apesar da breve estadia na capital espanhola, Picasso descobre a obra de grandes mestres &#8211; V\u00e9lasquez, El Greco e Goya \u2013 que serviriam de inspira\u00e7\u00e3o para muitos dos seus quadros. Entretanto, visita Paris e regressa a Barcelona doente. Decide abandonar os estudos, passando a frequentar tert\u00falias de grupos de artistas influenciados pela cultura francesa. Em 1900, exp\u00f5e pela primeira vez desenhos seus. E um ano depois funda com um amigo, em Madrid, a revista \u201cArte Joven\u201d. Al\u00e9m de ilustrar (todo) o primeiro n\u00famero, deixa de assinar os seus trabalhos como \u201cPablo Ruiz y Picasso\u201d, para passar a ser simplesmente \u201cPicasso\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">A partir de ent\u00e3o, a obra de Picasso reinventa-se a cada mudan\u00e7a pessoal, onde as suas viv\u00eancias servem de ponto de partida para novos encontros art\u00edsticos. \u201c<em>A grandeza deste indiscut\u00edvel g\u00e9nio esteve sobretudo na forma como transformou uma obra de arte num estado de \u00e2nimo, em como a realidade passou a ser sentida pelo espectador e pelo artista\u201d<\/em> afirma Paloma Esteban, do Museo Nacional de Arte Reina Sofia. As suas paix\u00f5es ( Fernande Olivier, Olga Koklova, Marie- Th\u00e9r\u00e8se Walter, Dora Maar ou Fran\u00e7oise Gilot), seriam pintadas de forma distinta.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">A sua versatilidade originou ainda v\u00e1rias esculturas, pe\u00e7as de cer\u00e2mica e a escrita de poemas. Eternamente insatisfeito, Picasso n\u00e3o procurava, no entanto, a perfei\u00e7\u00e3o, mas sim superar-se a cada nova etapa. Talvez por isso, diz-se que vivia constantemente mal-humorado e que pouco sorria. S\u00f3 que, perante a objectiva de uma c\u00e2mara, entusiasmava-se. Todo aquele equipamento o fascinava, o que permitiu in\u00fameros registos fotogr\u00e1ficos da sua vida.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\"><strong>O fasc\u00ednio pela fotografia<br \/>\n<\/strong><br \/>\n<strong>David Duncan<\/strong> trabalhou ao lado de Picasso cerca de vinte anos. Era amigo de Robert Capa, um dos grandes fot\u00f3grafos com quem havia privado. Capa tinha prometido que os apresentaria, mas a sua morte levou a que Duncan se apresentasse pessoalmente na casa do pintor em Cannes. Picasso, emocionando-se com a visita e com o anel de ouro que este lhe ofereceu (onde estavam gravados os seus nomes), convidou-o a entrar no est\u00fadio. E, claro, na sua intimidade. Duncan fotografou-o como ningu\u00e9m: na banheira, a dan\u00e7ar, a pintar e at\u00e9 de cuecas. <em>&#8220;Ele dizia que Duncan era fant\u00e1stico, porque era t\u00e3o delicado e discreto que se esquecia dele. Por n\u00e3o atrapalhar os seus movimentos no atelier, Picasso permitiu que tirasse fotografias que nunca teria permitido a nenhum outro fot\u00f3grafo&#8221;<\/em> revelou Christine Ruiz-Picasso, sua nora. A amizade entre ambos durou at\u00e9 \u00e0 morte de Picasso, em 1973.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\"><strong>Brassai<\/strong> conviveu igualmente de perto com Picasso. Durante a II Guerra Mundial esteve no atelier de Paris a fotografar as suas esculturas para um livro de arte. Mas o que poderia ter sido apenas um encontro profissional transformou-se numa grande amizade. Picasso elogiava a forma como o fot\u00f3grafo trabalhava e fazia quest\u00e3o de assistir \u00e0s suas sec\u00e7\u00f5es. Com humor, tratava-o por \u201cterrorista\u201dquando se assustava com as explos\u00f5es provocadas pelo p\u00f3 de magn\u00e9sio, usado para iluminar as imagens. Em 1964, Brassai publica \u201cConversas com Picasso\u201d, revelando entre os di\u00e1logos a verdadeira admira\u00e7\u00e3o do artista pelas t\u00e9cnicas da fotografia.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\"><strong>Cartier-Bresson<\/strong>, um dos fundadores do fotojornalismo, \u00e9 autor de v\u00e1rios retratos do pintor na d\u00e9cada de 40. Assim como Robert Doisneau, David Seymour (que o registou junto de \u201cGuernica\u201d por exemplo) ou Man Ray. As imagens deixadas por estes grandes nomes acompanham o percurso de Picasso, tal como as suas obras. Uma vida atribulada, mas repleta de talento, que come\u00e7ou h\u00e1 130 anos e nos chega at\u00e9 hoje.<\/p>\n<figure id=\"attachment_1766\" aria-describedby=\"caption-attachment-1766\" style=\"width: 500px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><a href=\"https:\/\/bibliobelas.eba.ufmg.br\/wp-content\/uploads\/2011\/11\/picasso_20111025_bo_07.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-1766\" title=\"picasso_20111025\" src=\"https:\/\/bibliobelas.eba.ufmg.br\/wp-content\/uploads\/2011\/11\/picasso_20111025_bo_07.jpg\" alt=\"\" width=\"500\" height=\"490\" srcset=\"https:\/\/bibliobelas.eba.ufmg.br\/wp-content\/uploads\/2011\/11\/picasso_20111025_bo_07.jpg 600w, https:\/\/bibliobelas.eba.ufmg.br\/wp-content\/uploads\/2011\/11\/picasso_20111025_bo_07-300x294.jpg 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 500px) 100vw, 500px\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-1766\" class=\"wp-caption-text\">Picasso e Fran\u00e7oise Gilot vistos por Robert Doisneau.<\/figcaption><\/figure>\n<figure id=\"attachment_1767\" aria-describedby=\"caption-attachment-1767\" style=\"width: 500px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><a href=\"https:\/\/bibliobelas.eba.ufmg.br\/wp-content\/uploads\/2011\/11\/picasso_20111025_bo_08.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-1767\" title=\"picasso\" src=\"https:\/\/bibliobelas.eba.ufmg.br\/wp-content\/uploads\/2011\/11\/picasso_20111025_bo_08.jpg\" alt=\"\" width=\"500\" height=\"333\" srcset=\"https:\/\/bibliobelas.eba.ufmg.br\/wp-content\/uploads\/2011\/11\/picasso_20111025_bo_08.jpg 600w, https:\/\/bibliobelas.eba.ufmg.br\/wp-content\/uploads\/2011\/11\/picasso_20111025_bo_08-300x200.jpg 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 500px) 100vw, 500px\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-1767\" class=\"wp-caption-text\">A s\u00f3s, por Man Ray e por Yousuf Karsh.<\/figcaption><\/figure>\n<p style=\"text-align:justify;\"><strong><br \/>\n<\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Por Diana Ribeiro H\u00e1 130 anos, nascia um dos artistas mais conceituados de sempre: Pablo Picasso. 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