{"id":1935,"date":"2012-02-13T09:48:06","date_gmt":"2012-02-13T11:48:06","guid":{"rendered":"http:\/\/bibliobelas.wordpress.com\/?p=1935"},"modified":"2012-02-13T09:48:06","modified_gmt":"2012-02-13T11:48:06","slug":"semana-de-arte-moderna-de-1922-90-anos-artigo-e-documentario","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/bibliobelas.eba.ufmg.br\/index.php\/2012\/02\/semana-de-arte-moderna-de-1922-90-anos-artigo-e-documentario\/","title":{"rendered":"Semana de Arte Moderna de 1922 &#8211; 90 anos (artigos e document\u00e1rios)"},"content":{"rendered":"<div id=\"materia-letra\">\n<p style=\"text-align:justify;\">Marta Berard.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\"><strong>O &#8216;grito de guerra&#8217; da <span class=\"zem_slink\">Semana de Arte Moderna<\/span> completa 90 anos<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\"><a href=\"https:\/\/bibliobelas.eba.ufmg.br\/wp-content\/uploads\/2012\/02\/semana-de-arte-moderna-de-19221.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignright size-medium wp-image-1938\" title=\"semana-de-arte-moderna-de-1922\" alt=\"\" src=\"https:\/\/bibliobelas.eba.ufmg.br\/wp-content\/uploads\/2012\/02\/semana-de-arte-moderna-de-19221.jpg?w=224\" width=\"224\" height=\"300\" srcset=\"https:\/\/bibliobelas.eba.ufmg.br\/wp-content\/uploads\/2012\/02\/semana-de-arte-moderna-de-19221.jpg 300w, https:\/\/bibliobelas.eba.ufmg.br\/wp-content\/uploads\/2012\/02\/semana-de-arte-moderna-de-19221-224x300.jpg 224w\" sizes=\"auto, (max-width: 224px) 100vw, 224px\" \/><\/a>S\u00e3o Paulo, 12 fev (EFE).- A ruptura com o academicismo nas artes pl\u00e1sticas e a substitui\u00e7\u00e3o do hendecass\u00edlabo pelo verso livre foram algumas das bandeiras da Semana de Arte Moderna, evento cultural realizado em S\u00e3o Paulo e que propiciou a renova\u00e7\u00e3o cultural do modernismo brasileiro.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">&#8216;Foi um grito de guerra&#8217;, disse \u00e0 Ag\u00eancia Efe o professor e decorador assistente do Museu de Arte de S\u00e3o Paulo (Masp), Denis Molino, para ilustrar o significado que teve a Semana como revolu\u00e7\u00e3o na cultura brasileira, evendo que nesta segunda-feira completa 90 anos.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">A Semana de Arte Moderna foi um acontecimento realizado nas noites dos dias 13, 15 e 17 de fevereiro de 1922 no magn\u00edfico Teatro Municipal de S\u00e3o Paulo, transformado no palco de confer\u00eancias, recitais de m\u00fasica e poemas, na qual participou um grupo de artistas que se rebelavam contra a forma fixa e os c\u00e2nones est\u00e9ticos do s\u00e9culo XIX, imperantes na arte do Brasil.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">Ficam para a lembran\u00e7a daquele vibrante acontecimento os assobios e vaias com as quais foram recebidas algumas das confer\u00eancias e a ousadia do compositor Heitor Villa-Lobos, que surgiu em cena usando chinelos de dedo.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">Denis explicou que a Semana foi um evento &#8216;paulista&#8217; porque naquele momento a cidade &#8216;tinha essa abertura e era muito mais espont\u00e2nea&#8217; que o Rio de Janeiro, naquela \u00e9poca capital brasileira e onde ficava a Academia de Belas Artes, guardi\u00e3 da t\u00e9cnica, do apego \u00e0 norma, da obra bem definida e de contornos acabados.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">&#8216;A ideia de transforma\u00e7\u00e3o radical \u00e9 mais prop\u00edcia a S\u00e3o Paulo&#8217;, disse Denis, acrescentando que dali foi ganhando espa\u00e7o no Brasil.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">A import\u00e2ncia de S\u00e3o Paulo como crisol brasileiro foi recentemente reconhecida pela presidente Dilma Rousseff, que no dia 25 de janeiro recebeu a medalha de honra da cidade e pronunciou um discurso no qual disse que a cidade foi o motor do progresso econ\u00f4mico do pa\u00eds e o ber\u00e7o do modernismo cultural.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\"><a href=\"https:\/\/bibliobelas.eba.ufmg.br\/wp-content\/uploads\/2012\/03\/saga-modernista.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignleft size-medium wp-image-2027\" title=\"saga modernista\" alt=\"\" src=\"https:\/\/bibliobelas.eba.ufmg.br\/wp-content\/uploads\/2012\/03\/saga-modernista.jpg?w=204\" width=\"204\" height=\"300\" srcset=\"https:\/\/bibliobelas.eba.ufmg.br\/wp-content\/uploads\/2012\/03\/saga-modernista.jpg 592w, https:\/\/bibliobelas.eba.ufmg.br\/wp-content\/uploads\/2012\/03\/saga-modernista-205x300.jpg 205w\" sizes=\"auto, (max-width: 204px) 100vw, 204px\" \/><\/a>A Semana \u00e9 considerada como a semente da qual brotou o Modernismo brasileiro, embora seus principais expoentes, M\u00e1rio e Oswald de Andrade, Anita Malfatti, Menotti del Picchia, Tarsila do Amaral, Emiliano Di Cavalcantti e Manuel Bandeira, j\u00e1 tinham escrito v\u00e1rios cap\u00edtulos de ruptura na d\u00e9cada anterior, que serviriam para narrar a novela da mudan\u00e7a cultural.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">Inspirados em um esp\u00edrito iconoclasta, os modernistas brasileiros bebem das vanguardas europeias como o Dada\u00edsmo, o Futurismo e o Cubismo, mas com uma releitura tropical, em busca de um relato propriamente brasileiro e da constru\u00e7\u00e3o de identidade.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">Denis, que tamb\u00e9m d\u00e1 cursos de Hist\u00f3ria da Arte no Masp, explicou que enquanto na Europa j\u00e1 se tinha produzido um processo de &#8216;destrui\u00e7\u00e3o da ordem&#8217;, o Brasil tinha essa necessidade de afundar na originalidade, na liberdade art\u00edstica, na ruptura dos c\u00e2nones.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">Na sua opini\u00e3o, esse movimento, que se manifestou em diferentes disciplinas art\u00edsticas, como pintura e m\u00fasica, teve especial impacto na literatura, onde aconteceu a separa\u00e7\u00e3o da escola po\u00e9tica do Parnasianismo, baseada na estrutura m\u00e9trica e na beleza formal, que gozava de ampla influ\u00eancia entre os poetas brasileiros.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">Nos primeiros compassos do Modernismo brasileiro &#8211; que se articularam em torno do Manifesto Antrop\u00f3fago, escrito por Oswald de Andrade em 1928 no primeiro n\u00famero da &#8216;Revista da Antropofagia&#8217; &#8211; a proposta \u00e9 fagocitar (digerir) a cultura estrangeira, mas revesti-la de elementos nacionais.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\"><a href=\"https:\/\/bibliobelas.eba.ufmg.br\/wp-content\/uploads\/2012\/03\/abaporu50.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignright size-medium wp-image-2028\" title=\"ABAPORU50\" alt=\"\" src=\"https:\/\/bibliobelas.eba.ufmg.br\/wp-content\/uploads\/2012\/03\/abaporu50.jpg?w=256\" width=\"256\" height=\"300\" srcset=\"https:\/\/bibliobelas.eba.ufmg.br\/wp-content\/uploads\/2012\/03\/abaporu50.jpg 571w, https:\/\/bibliobelas.eba.ufmg.br\/wp-content\/uploads\/2012\/03\/abaporu50-257x300.jpg 257w\" sizes=\"auto, (max-width: 256px) 100vw, 256px\" \/><\/a>&#8216;As pinturas de Tarsila, autora do famoso &#8216;Abaporu&#8217;, por exemplo, remetem ao Cubismo, mas com um discurso aut\u00f3ctone, com cores tropicais e a tem\u00e1tica de fundo do interior rural brasileiro&#8217;, segundo Denis.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">Para o especialista, a Semana de Arte Moderna e o Modernismo tiveram seu impacto at\u00e9 os anos 60, mas a partir dos 70 se pulveriza a mensagem desse per\u00edodo de euforia, que, nas palavras de M\u00e1rio de Andrade, constituiu &#8216;a maior orgia intelectual que a hist\u00f3ria art\u00edstica registrou&#8217;. EFE<\/p>\n<p><span style=\"color:#ff0000;\"><strong>+++++++++++++++++++++++++++++++++<\/strong><\/span><\/p>\n<p><strong>ARTIGOS<\/strong><\/p>\n<p>Revista Continuum :<strong> <a href=\"http:\/\/novo.itaucultural.org.br\/materiacontinuum\/fevereiro-2012-saga-modernista-completa-90-anos\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">&#8220;Saga Modernista completa 90 anos&#8221;.<\/a>\u00a0<\/strong><\/p>\n<p><span style=\"color:#444444;line-height:1.7;\">Petr\u00f4nio Souza :<\/span><a href=\"https:\/\/bibliobelas.eba.ufmg.br\/wp-content\/uploads\/2013\/08\/modernistas-por-bh.pdf\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><strong style=\"line-height:1.7;\"> Modernista por BH<\/strong><\/a><\/p>\n<p>Marilia Andres Ribeiro\u00a0:\u00a0<a href=\"https:\/\/bibliobelas.eba.ufmg.br\/wp-content\/uploads\/2013\/08\/marilia-andres-ribeiro.pdf\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><strong>O modernismo brasileiro<\/strong>:\u00a0arte e pol\u00edtica<\/a><\/p>\n<p>Luciano Monteiro :\u00a0<a href=\"https:\/\/bibliobelas.eba.ufmg.br\/wp-content\/uploads\/2013\/08\/1345085694_arquivo_artigo-lucianomonteirosbhc.pdf\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><strong>O movimento modernista e a constru\u00e7\u00e3o de uma identidade nacional sob a \u00e9gide do Estado Novo<\/strong><\/a><\/p>\n<p><strong><span style=\"color:#ff0000;\">+++++++++++++++++++++++++++++++++<\/span><\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\"><strong>Assista ao document\u00e1rio produzido pela Globo News sobre a Semana de Arte Moderna de 22:<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">[youtube=http:\/\/www.youtube.com\/watch?v=tJKYZdGU4rA]<\/p>\n<p><span style=\"color:#ff0000;\"><strong><strong><strong><strong>+++++++++++++++++++++++++++++++++<\/strong><\/strong><br \/>\n<\/strong><\/strong><\/span><\/p>\n<p><strong>Especial da TV Cultura sobre a Semana de Arte Moderna de 22<\/strong><\/p>\n<p>[youtube=http:\/\/www.youtube.com\/watch?v=LdO_ebONK9I]<\/p>\n<p><strong><strong>+++++++++++++++++++++++++++++++++<\/strong><\/strong><\/p>\n<p>E veja como foi a\u00a0<strong>exposi\u00e7\u00e3o<\/strong>\u00a0<a href=\"http:\/\/bibliobelas.wordpress.com\/2011\/06\/30\/tarsila-e-o-brasil-dos-modernistas\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Tarsila e o Brasil dos Modernistas<\/a>\u00a0na Casa Fiat de Cultura.<\/p>\n<p><strong>+++++++++++++++++++++++++++++++++<\/strong><\/p>\n<p id=\"watch-headline-title\"><em style=\"line-height:1.7;\"><strong>Consulte tamb\u00e9m as obras do acervo da Belas Artes:<\/strong><\/em><\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">ALAMBERT, Francisco. <strong>A Semana de 22 : a aventura modernista no Brasil. <\/strong>S\u00e3o Paulo: Scipione, 1992. 104p. (Historia em aberto)<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">AMARAL, Aracy A. <strong>Artes pl\u00e1sticas na semana de 22. <\/strong>5. ed. rev. e ampl. S\u00e3o Paulo: Ed. 34, 1998. 335p.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">BOAVENTURA, Maria Eugenia. <strong>22 por 22: <\/strong>a Semana de Arte Moderna vista pelos seus contempor\u00e2neos. S\u00e3o Paulo: EDUSP, c2000. 461 p.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">BULH\u00d5ES, Maria Amelia; KERN, Maria Lucia Bastos. <strong>A Semana de 22 e a emerg\u00eancia da modernidade no Brasil. <\/strong>Porto Alegre: Secretaria Municipal da Cultura, 1992. 61 p.<\/p>\n<p><span style=\"color:#ff0000;\"><strong>+++++++++++++++++++++++++++++++++<\/strong><\/span><\/p>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Marta Berard. O &#8216;grito de guerra&#8217; da Semana de Arte Moderna completa 90 anos S\u00e3o Paulo, 12 fev (EFE).- A ruptura com o academicismo nas artes pl\u00e1sticas e a substitui\u00e7\u00e3o do hendecass\u00edlabo pelo verso livre foram algumas das bandeiras da Semana de Arte Moderna, evento cultural realizado em S\u00e3o Paulo e que propiciou a renova\u00e7\u00e3o &hellip; <a href=\"https:\/\/bibliobelas.eba.ufmg.br\/index.php\/2012\/02\/semana-de-arte-moderna-de-1922-90-anos-artigo-e-documentario\/\" class=\"more-link\">Continue lendo <span class=\"screen-reader-text\">Semana de Arte Moderna de 1922 &#8211; 90 anos (artigos e document\u00e1rios)<\/span> <span class=\"meta-nav\">&rarr;<\/span><\/a><\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[2],"tags":[9,15,108,127,128],"class_list":["post-1935","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-postagens","tag-arte-eventos","tag-arte-brasileira-historia","tag-modernismo","tag-semana-de-arte-moderna-de-22","tag-tarsila-do-amaral"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/bibliobelas.eba.ufmg.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1935","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/bibliobelas.eba.ufmg.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/bibliobelas.eba.ufmg.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/bibliobelas.eba.ufmg.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/bibliobelas.eba.ufmg.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=1935"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/bibliobelas.eba.ufmg.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1935\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/bibliobelas.eba.ufmg.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=1935"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/bibliobelas.eba.ufmg.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=1935"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/bibliobelas.eba.ufmg.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=1935"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}