{"id":2356,"date":"2012-09-26T17:59:50","date_gmt":"2012-09-26T19:59:50","guid":{"rendered":"http:\/\/bibliobelas.wordpress.com\/?p=2356"},"modified":"2012-09-26T17:59:50","modified_gmt":"2012-09-26T19:59:50","slug":"arte-do-anticotidiano","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/bibliobelas.eba.ufmg.br\/index.php\/2012\/09\/arte-do-anticotidiano\/","title":{"rendered":"Arte do anticotidiano"},"content":{"rendered":"<h5 style=\"text-align:justify;\">Pesquisa desenvolvida na Belas-Artes usa tecnologia para produ\u00e7\u00e3o compartilhada que interfere no espa\u00e7o urbano<\/h5>\n<p style=\"text-align:right;\">Itamar Rigueira Jr.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<figure id=\"attachment_2357\" aria-describedby=\"caption-attachment-2357\" style=\"width: 300px\" class=\"wp-caption alignleft\"><a href=\"https:\/\/bibliobelas.eba.ufmg.br\/wp-content\/uploads\/2012\/09\/erica.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-medium wp-image-2357\" title=\"erica\" src=\"https:\/\/bibliobelas.eba.ufmg.br\/wp-content\/uploads\/2012\/09\/erica.jpg?w=300\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"274\" srcset=\"https:\/\/bibliobelas.eba.ufmg.br\/wp-content\/uploads\/2012\/09\/erica.jpg 765w, https:\/\/bibliobelas.eba.ufmg.br\/wp-content\/uploads\/2012\/09\/erica-300x275.jpg 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-2357\" class=\"wp-caption-text\">A atriz \u00c9rica Rabelo em cena do v\u00eddeo sobre Lugares invis\u00edveis: cidade como jogo<\/figcaption><\/figure>\n<p style=\"text-align:justify;\">A atriz \u00c9rica Rabelo em cena do v\u00eddeo sobre Lugares invis\u00edveis: cidade como jogo<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">As exposi\u00e7\u00f5es que re\u00fanem projetos aliando arte e tecnologia se multiplicam, e com elas experi\u00eancias fascinantes. Mas h\u00e1 quem se decepcione com boa parte do que encontra \u2013 e n\u00e3o s\u00e3o apenas os puristas, defensores das formas art\u00edsticas tradicionais. O designer de intera\u00e7\u00e3o Koji Pereira, que acaba de concluir seu mestrado no Programa de P\u00f3s-gradua\u00e7\u00e3o em Artes na Escola de Belas-Artes, considera que essa uni\u00e3o se desenvolve quase sempre muito rapidamente, e cede ao fasc\u00ednio f\u00e1cil exercido por tudo que \u00e9 novo. \u201cEm muitos casos o que se faz \u00e9 simplesmente explorar as possibilidades da tecnologia, sem provocar a participa\u00e7\u00e3o do p\u00fablico\u201d, critica Koji.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">Em sua pesquisa, que gerou duas experi\u00eancias art\u00edsticas, ele parte de estudos em torno da interven\u00e7\u00e3o urbana e da cultura hacker. A proposta de arte que interv\u00e9m na cidade critica a faceta mecanizada da vida cotidiana e uma vis\u00e3o funcionalista do espa\u00e7o urbano, na linha conceitual de Henri Lefebvre e de Guy Debord e sua teoria das derivas (procedimentos que estudam as a\u00e7\u00f5es do ambiente na emo\u00e7\u00e3o e na psique das pessoas).<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">O trabalho Lugares invis\u00edveis convida as pessoas a utilizar um aplicativo para celular e a gravar mensagem em \u00e1udio associada a determinado local. O objetivo, segundo Koji Pereira, \u00e9 que os usu\u00e1rios \u201cexperimentem a cidade como um jogo, tra\u00e7ando percursos que oferecem hist\u00f3rias, mem\u00f3rias, coment\u00e1rios a respeito de pr\u00e9dios, \u00e1rvores, monumentos\u201d. Ele defende que o artista use a tecnologia para criar um processo compartilhado, atuando como um agenciador, permitindo que outras pessoas coproduzam a obra e confiram significado a ela.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">Para a obra Lugares invis\u00edveis (<a href=\"http:\/\/www.lugaresinvisiveis.com\/\">www.lugaresinvisiveis.com<\/a>), Koji elaborou os mecanismos de intera\u00e7\u00e3o e contou com participa\u00e7\u00e3o do desenvolvedor Cl\u00e1udio Fernando Pinto, que trabalha na produ\u00e7\u00e3o de aplicativos. A primeira vers\u00e3o foi feita para o sistema Android, e agora a dupla adapta o aplicativo para Iphone.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">O pesquisador considera os resultados mais que satisfat\u00f3rios. \u201cDivulgamos o trabalho com an\u00fancios no Google, no Facebook e em pe\u00e7as para celular, e j\u00e1 foram feitas diversas grava\u00e7\u00f5es, principalmente na Europa e no Oriente M\u00e9dio, al\u00e9m do Brasil\u201d, conta Koji Pereira, ressaltando que as participa\u00e7\u00f5es s\u00e3o an\u00f4nimas, o que elimina quest\u00f5es relacionadas \u00e0 privacidade.<\/p>\n<h2 style=\"text-align:justify;\">C\u00f3digo aberto<\/h2>\n<p style=\"text-align:justify;\">O projeto para celular tem c\u00f3digo-fonte aberto, ou seja, qualquer pessoa ou institui\u00e7\u00e3o pode copiar ou recriar o sistema, seja qual for o objetivo. A \u00fanica condi\u00e7\u00e3o \u00e9 que sejam mantidos os c\u00f3digos dispon\u00edveis para novas recria\u00e7\u00f5es. \u201cAinda h\u00e1 muito que aprender sobre arte e tecnologia, por isso \u00e9 importante saber lidar com a ideia de compartilhamento\u201d, afirma Koji Pereira.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">No outro trabalho que comp\u00f5e a disserta\u00e7\u00e3o, V\u00eddeo interface 1, Koji criou uma caixa de eucatex com um netbook e uma webcam. O usu\u00e1rio introduz, por exemplo, um objeto ou a pr\u00f3pria m\u00e3o e produz movimento, e o software grava arquivo de v\u00eddeo que imediatamente passa a ser transmitido em looping (a tela de netbook fica vis\u00edvel).<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">O v\u00eddeo \u00e9 substitu\u00eddo assim que outra sequ\u00eancia de imagens \u00e9 gravada. O prot\u00f3tipo, j\u00e1 exibido na mostra Interarte, no Rio de Janeiro, foi produzido quando o pesquisador frequentou a disciplina Arquitetura como Interface, com apoio da equipe do Lagear, laborat\u00f3rio da Escola de Arquitetura que estuda as rela\u00e7\u00f5es desse campo com as novas m\u00eddias.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">Na vis\u00e3o do professor da Escola de Belas-Artes Carlos Henrique Falci, orientador da disserta\u00e7\u00e3o, a pesquisa tem o m\u00e9rito de propor, para o celular e para os sistemas de geolocaliza\u00e7\u00e3o, aplica\u00e7\u00e3o menos funcional e mais po\u00e9tica, fazendo tamb\u00e9m com que as pessoas usem a tecnologia como motiva\u00e7\u00e3o para sair de casa e conhecer a cidade. Al\u00e9m disso, acredita ele, esse g\u00eanero de trabalho tem potencial para ampliar as rela\u00e7\u00f5es da Escola de Belas-Artes com outras \u00e1reas, como a Arquitetura e a Hist\u00f3ria. \u201cIsso mostra que a arte n\u00e3o est\u00e1 apenas nos lugares autorizados, como museus e galerias, e que interfere na paisagem urbana e na vida social\u201d, salienta.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\"><span style=\"color:#ff0000;\">++++++++++<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">Disserta\u00e7\u00e3o: Rela\u00e7\u00f5es entre a cultura hacker e a interven\u00e7\u00e3o urbana<br \/>\nAutor: Koji Pereira<br \/>\nOrientador: Carlos Henrique Falci<br \/>\nPrograma: P\u00f3s-gradua\u00e7\u00e3o em Artes<br \/>\nDefesa: 3 de agosto<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Pesquisa desenvolvida na Belas-Artes usa tecnologia para produ\u00e7\u00e3o compartilhada que interfere no espa\u00e7o urbano Itamar Rigueira Jr. &nbsp; A atriz \u00c9rica Rabelo em cena do v\u00eddeo sobre Lugares invis\u00edveis: cidade como jogo As exposi\u00e7\u00f5es que re\u00fanem projetos aliando arte e tecnologia se multiplicam, e com elas experi\u00eancias fascinantes. 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