{"id":2422,"date":"2013-01-03T18:14:46","date_gmt":"2013-01-03T20:14:46","guid":{"rendered":"http:\/\/bibliobelas.wordpress.com\/?p=2422"},"modified":"2013-01-03T18:14:46","modified_gmt":"2013-01-03T20:14:46","slug":"o-jornalismo-de-moda","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/bibliobelas.eba.ufmg.br\/index.php\/2013\/01\/o-jornalismo-de-moda\/","title":{"rendered":"O jornalismo de moda"},"content":{"rendered":"<div>TARCISIO D\u00b4ALMEIDA<\/div>\n<h6 style=\"text-align:right;\">Publicado no <a href=\"http:\/\/www.otempo.com.br\/otempo\/noticias\/?IdNoticia=170532\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Jornal OTEMPO<\/a><\/h6>\n<div><\/div>\n<div>\n<div id=\"div_materia\">\n<p style=\"text-align:justify;\">Desde a inven\u00e7\u00e3o da imprensa por Gutenberg, no s\u00e9culo XVII, a humanidade testemunhou as mudan\u00e7as de tipologias e categorias no fazer jornal\u00edstico. Inicialmente, ainda no mesmo s\u00e9culo e no s\u00e9culo XVIII, a caracter\u00edstica essencial dos textos publicados em jornais e revistas era a do jornalismo opinativo; em seguida, no s\u00e9culo XIX, passamos para o jornalismo informacional; j\u00e1 o s\u00e9culo XX foi demarcado pelo jornalismo interpretativo e, agora, no in\u00edcio do XXI, vivenciamos o jornalismo diversional (ou de entretenimento). Esse resgate hist\u00f3rico serve para entendermos as transi\u00e7\u00f5es da no\u00e7\u00e3o de relatos de costumes, via escritores, para a de imprensa feminina e, depois, para o jornalismo de moda propriamente dito.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\"><a href=\"http:\/\/bibliobelas.wordpress.com\/2013\/01\/03\/o-jornalismo-de-moda\/jornalismo-de-moda\/\" rel=\"attachment wp-att-2601\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignleft size-medium wp-image-2601\" alt=\"jornalismo de moda\" src=\"https:\/\/bibliobelas.eba.ufmg.br\/wp-content\/uploads\/2013\/01\/jornalismo-de-moda.jpg?w=300\" width=\"300\" height=\"225\" srcset=\"https:\/\/bibliobelas.eba.ufmg.br\/wp-content\/uploads\/2013\/01\/jornalismo-de-moda.jpg 400w, https:\/\/bibliobelas.eba.ufmg.br\/wp-content\/uploads\/2013\/01\/jornalismo-de-moda-300x225.jpg 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a>O jornalismo de moda \u00e9 uma especializa\u00e7\u00e3o da profiss\u00e3o de jornalista relativamente nova. Ou, dito de outra forma, \u00e9 resultado direto da modernidade e que alcan\u00e7a seu apogeu na contemporaneidade. \u00c9 com a ind\u00fastria da moda (do pr\u00eat-\u00e0-porter), ou seja, e n\u00e3o s\u00f3 com a ind\u00fastria t\u00eaxtil que j\u00e1 havia se desenvolvido, de certo modo, desde a \u00e9poca da Revolu\u00e7\u00e3o Industrial, que o jornalismo de moda se expandir\u00e1 e conquistar\u00e1 espa\u00e7os nos ve\u00edculos de comunica\u00e7\u00e3o. \u00c9 com o pr\u00eat-\u00e0-porter que o jornalismo de moda encontra seu \u00e1pice enquanto cobertura jornal\u00edstica. Por conta dos calend\u00e1rios fixos de desfiles, a moda abre as portas ao novo g\u00eanero de cria\u00e7\u00e3o-produ\u00e7\u00e3o-consumo. Falar de jornalismo de moda \u00e9 o mesmo que falar das rela\u00e7\u00f5es psicossociais e axistentes entre roupas e palavras. Ou seja, abordar e transpor a verve criativa das cole\u00e7\u00f5es dos criadores de moda em not\u00edcia, produto ideol\u00f3gico por excel\u00eancia do jornalismo.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">Uma das fun\u00e7\u00f5es essenciais do jornalismo de moda \u00e9, al\u00e9m de informar com \u00e9tica, traduzir os conceitos de moda para os leitores, telespectadores, internautas. Da\u00ed a leitura da moda se processar em duas vertentes: textual e visual. Roland Barthes, no cl\u00e1ssico &#8220;Sistema da Moda&#8221;, analisa a moda textual, ou seja, os textos publicados em jornais e revistas do final da primeira metade do s\u00e9culo passado. Se, conforme conceitua Cl\u00f3vis Rossi, no introdut\u00f3rio &#8220;O Que \u00c9 Jornalismo&#8221;, &#8220;o jornalismo, independente de qualquer defini\u00e7\u00e3o acad\u00eamica, \u00e9 uma fascinante batalha pela conquista das mentes e cora\u00e7\u00f5es de seu alvos: leitores, telespectadores ou ouvintes&#8221;, ent\u00e3o, podemos afirmar que o jornalismo de moda seria, portanto, um convite \u00e0 frui\u00e7\u00e3o dos produtos de m\u00eddia que, ao atribu\u00edrem uma dosagem sinest\u00e9sica de texto e imagem, conquistam o seu leitor verbo-imag\u00e9tico pelo campo do est\u00e9tico-informacional. Esse racioc\u00ednio encontra-se na pioneira disserta\u00e7\u00e3o de mestrado &#8220;Das Passarelas \u00e0s P\u00e1ginas: um Olhar sobre o Jornalismo de Moda&#8221;, defendida por este colunista no ano de 2006, na ECA-USP.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">Coincidentemente, tanto a moda como o jornalismo compartilham da mesma fugacidade em rela\u00e7\u00e3o ao tempo. Este passa a ser o elemento sobre o qual se erguem todas as din\u00e2micas entre assistir, testemunhar, um acontecimento e notici\u00e1-lo, isto \u00e9, public\u00e1-lo nas p\u00e1ginas impressas e virtuais ou ainda transmiti-lo pela TV, r\u00e1dio e internet. Portanto, o que constitui a not\u00edcia jornal\u00edstica de moda, ou seja, que tipo de acontecimento a gera, \u00e9 o compartilhamento por ambos os campos da efemeridade e da din\u00e2mica do tempo que rege a produ\u00e7\u00e3o e publica\u00e7\u00e3o de not\u00edcias de moda. Esta pode ser reportada a partir de v\u00e1rios matrizes no corpo de uma m\u00eddia jornal\u00edstica (reportagem, entrevista e cr\u00edtica, entre outros), em especial, a impressa.<\/p>\n<h6 style=\"text-align:justify;\"><em><a href=\"http:\/\/bibliobelas.wordpress.com\/2012\/10\/16\/pensando-moda-novo-livro-reune-entrevistas-com-intelectuais\/tarcisio\/\" rel=\"attachment wp-att-2406\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignleft size-thumbnail wp-image-2406\" alt=\"Tarc\u00edsio\" src=\"https:\/\/bibliobelas.eba.ufmg.br\/wp-content\/uploads\/2012\/10\/tarcc3adsio.jpg?w=150\" width=\"150\" height=\"109\" srcset=\"https:\/\/bibliobelas.eba.ufmg.br\/wp-content\/uploads\/2012\/10\/tarcc3adsio.jpg 624w, https:\/\/bibliobelas.eba.ufmg.br\/wp-content\/uploads\/2012\/10\/tarcc3adsio-300x218.jpg 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 150px) 100vw, 150px\" \/><\/a>Tarcisio D\u00b4Almeida \u00e9 professor e pesquisador do curso Design de Moda da Escola de Belas Artes, da Universidade Federal de Minas Gerais (EBA-UFMG). <\/em><a href=\"mailto:tarcisiodalmeida@eba.ufmg.br\"><em>tarcisiodalmeida@eba.ufmg.br<\/em><\/a><em>. Ele divide este espa\u00e7o com Susanna Kalhs e Jack Bianchi.<\/em><\/h6>\n<\/div>\n<\/div>\n<div><\/div>\n<div><\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>TARCISIO D\u00b4ALMEIDA Publicado no Jornal OTEMPO Desde a inven\u00e7\u00e3o da imprensa por Gutenberg, no s\u00e9culo XVII, a humanidade testemunhou as mudan\u00e7as de tipologias e categorias no fazer jornal\u00edstico. 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