{"id":2426,"date":"2012-12-05T19:30:53","date_gmt":"2012-12-05T21:30:53","guid":{"rendered":"http:\/\/bibliobelas.wordpress.com\/?p=2426"},"modified":"2012-12-05T19:30:53","modified_gmt":"2012-12-05T21:30:53","slug":"a-moda-e-as-humanidades","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/bibliobelas.eba.ufmg.br\/index.php\/2012\/12\/a-moda-e-as-humanidades\/","title":{"rendered":"A Moda e as Humanidades"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align:justify;\">\u00a0Tarc\u00edsio D\u2019Almeida<\/p>\n<h6 style=\"text-align:right;\">Publicado no Jornal OTEMPO, Caderno Pandora, em 27\/03\/2011.<\/h6>\n<p style=\"text-align:justify;\"><a href=\"http:\/\/bibliobelas.wordpress.com\/2012\/12\/05\/a-moda-e-as-humanidades\/homem_vitruviano-com-roupa\/\" rel=\"attachment wp-att-2550\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-medium wp-image-2550 alignleft\" alt=\"homem_vitruviano com roupa\" src=\"https:\/\/bibliobelas.eba.ufmg.br\/wp-content\/uploads\/2012\/12\/homem_vitruviano-com-roupa.jpg?w=279\" height=\"300\" width=\"279\" srcset=\"https:\/\/bibliobelas.eba.ufmg.br\/wp-content\/uploads\/2012\/12\/homem_vitruviano-com-roupa.jpg 408w, https:\/\/bibliobelas.eba.ufmg.br\/wp-content\/uploads\/2012\/12\/homem_vitruviano-com-roupa-279x300.jpg 279w\" sizes=\"auto, (max-width: 279px) 100vw, 279px\" \/><\/a>\u00c9 poss\u00edvel pensar sobre a moda? Sim, sem sombra de d\u00favidas. E o desenvolvimento do pensamento human\u00edstico j\u00e1 nos conferiu alguns exemplos ilustrativos e bastante emblem\u00e1ticos que atestam tal afirma\u00e7\u00e3o. No percurso evolutivo da humanidade, pensadores advindos de diversos campos das humanidades, tais como hist\u00f3ria, ci\u00eancias sociais (sociologia, antropologia), psicologia e semi\u00f3tica, dentre outras, t\u00eam empregado seus olhares, an\u00e1lises rigorosas e reflex\u00f5es ao objeto de estudo &#8220;moda&#8221; e como esta tem realizado seu percurso de expans\u00e3o nas sociedades durante s\u00e9culos. A essa lista, podemos acrescentar ainda as contribui\u00e7\u00f5es de intelectuais da filosofia (sobretudo com as abordagens da est\u00e9tica), autores da literatura e artes, o que complementa um olhar multidisciplinar sobre o fen\u00f4meno que ultrapassa a simples compreens\u00e3o via vestu\u00e1rio.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">A moda n\u00e3o \u00e9 uma ci\u00eancia, assim como a filosofia tamb\u00e9m n\u00e3o o \u00e9. Mas, com ela e a partir dela, podemos compreender quem somos, como agimos, por que tomamos determinadas decis\u00f5es e adotamos algumas posturas no nosso cotidiano. O pensamento human\u00edstico sobre moda tem suas origens entre o fim do s\u00e9culo XIX e se expande no XX. \u00c9 daquele per\u00edodo que temos as contribui\u00e7\u00f5es de nomes como os escritores Charles Baudelaire, Oscar Wilde e St\u00e9phane Mallarm\u00e9, que, com seus romances e cr\u00f4nicas, observaram modas e costumes via literatura.<br \/>\nJ\u00e1 no in\u00edcio do s\u00e9culo XX, a moda ganhou seu primeiro estudo com o soci\u00f3logo e fil\u00f3sofo Georg Simmel, que publicou, em 1904, o ensaio &#8220;Philosophie der Mode&#8221;. Ele foi sucedido pelo etn\u00f3logo Alfred L. Kroeber; o psic\u00f3logo J. C. Fl\u00fcgel; o linguista Edward Sapir; o soci\u00f3logo Quentin Bell; o semioticista Algirdas Greimas; a fil\u00f3sofa Gilda de Melo e Souza; o semi\u00f3logo Roland Barthes; os tamb\u00e9m soci\u00f3logos Herbert Blumer, Ren\u00e9 K\u00f6nig, Pierre Bourdieu, Gilberto Freyre; e, mais recentemente, o fil\u00f3sofo Gilles Lipovetsky.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">Cada um desses &#8220;scholars&#8221; imprimiu observa\u00e7\u00f5es surpreendentes sobre o por que de pensar a moda sob diversos pontos de vista.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">A grande riqueza que herdamos desse legado \u00e9 poder, atualmente, em in\u00edcio do s\u00e9culo XXI, mesclar as conquistas e contribui\u00e7\u00f5es das abordagens e reflex\u00f5es deles para esbo\u00e7armos tentativas de compreender a Moda e toda sua complexidade no discurso tecnol\u00f3gico de in\u00edcio do s\u00e9culo XXI. O que poder\u00e1, quem sabe daqui a algum tempo, podermos dizer que a moda \u00e9, al\u00e9m de um campo de estudo, uma ci\u00eancia em si. Mas, para que isso ocorra, \u00e9 preciso lembrar que, sem o pensamento human\u00edstico, a moda, provavelmente, n\u00e3o sobreviria como forma est\u00e9tica e como reflexo das a\u00e7\u00f5es do homem.<\/p>\n<h6 style=\"text-align:right;\"><em>Tarcisio D\u00b4Almeida \u00e9 professor e pesquisador do curso Design de Moda da Escola de Belas Artes, da Universidade Federal de Minas Gerais (EBA-UFMG). <\/em><a href=\"mailto:tarcisiodalmeida@eba.ufmg.br\"><em>tarcisiodalmeida@eba.ufmg.br<\/em><\/a><em>. Ele divide este espa\u00e7o com Susanna Kalhs e Jack Bianchi.<\/em><\/h6>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u00a0Tarc\u00edsio D\u2019Almeida Publicado no Jornal OTEMPO, Caderno Pandora, em 27\/03\/2011. \u00c9 poss\u00edvel pensar sobre a moda? Sim, sem sombra de d\u00favidas. 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