{"id":7245,"date":"2022-07-22T20:19:03","date_gmt":"2022-07-22T23:19:03","guid":{"rendered":"https:\/\/bibliobelas.wordpress.com\/?p=7245"},"modified":"2022-08-22T18:43:46","modified_gmt":"2022-08-22T21:43:46","slug":"a-origem-da-ceramica","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/bibliobelas.eba.ufmg.br\/index.php\/2022\/07\/a-origem-da-ceramica\/","title":{"rendered":"A ORIGEM DA CER\u00c2MICA"},"content":{"rendered":"\n<p><strong>Introdu\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-justify\">Coeva do fogo, a cer\u00e2mica \u2014 do grego &#8220;k\u00e9ramos&#8221; , ou &#8220;terra queimada&#8221; &#8211; \u00e9 um material de imensa resist\u00eancia, sendo frequentemente encontrado em escava\u00e7\u00f5es arqueol\u00f3gicas. Assim, a cer\u00e2mica vem acompanhando a hist\u00f3ria do homem, deixando pistas sobre civiliza\u00e7\u00f5es e culturas que existiram h\u00e1 milhares de anos antes da Era Crist\u00e3.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-justify\">Hoje, al\u00e9m de sua utiliza\u00e7\u00e3o como mat\u00e9ria-prima de diversos instrumentos dom\u00e9sticos, da constru\u00e7\u00e3o civil e como material pl\u00e1stico nas m\u00e3os dos artistas, a cer\u00e2mica \u00e9 tamb\u00e9m utilizada na tecnologia de ponta, mais especificamente na fabrica\u00e7\u00e3o de componentes de foguetes espaciais, justamente devido a sua durabilidade.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>A origem da cer\u00e2mica<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-justify\"><em>&#8220;O primeiro artes\u00e3o foi Deus que, depois de criar o mundo, pegou o barro e fez Ad\u00e3o.&#8221;<\/em> (ditado popular paraibano)<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-justify\">Estudiosos confirmam ser, realmente, a cer\u00e2mica a mais antiga das ind\u00fastrias. Ela nasceu no momento em que o homem come\u00e7ou a utilizar-se do barro endurecido pelo fogo. Desse processo de endurecimento, obtido casualmente, multiplicou-se. A cer\u00e2mica passou a substituir a pedra trabalhada, a madeira e mesmo as vasilhas (utens\u00edlios dom\u00e9sticos) feitas de frutos como o coco ou a casca de certas cucurbit\u00e1cias (porongas, caba\u00e7as e catutos) .<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-justify\">As primeiras cer\u00e2micas que se tem not\u00edcia s\u00e3o da Pr\u00e9-Hist\u00f3ria: vasos de barro, sem asa, que tinham cor de argila natural ou eram enegrecidas por \u00f3xidos de ferro. Nesse est\u00e1gio de evolu\u00e7\u00e3o ficou a maioria dos \u00edndios brasileiros. A tradi\u00e7\u00e3o ceramista \u2014 ao contr\u00e1rio da renda de bilros e outras pr\u00e1ticas artesanais \u2014 n\u00e3o chegou com os portugueses ou veio na bagagem cultural dos escravos. Os \u00edndios abor\u00edgines j\u00e1 tinham firmado a cultura do trabalho em barro quando Cabral aqui aportou. Por isso, os colonizadores portugueses, instalando as primeiras olarias nada de novo trouxeram; mas estruturam e concentraram a m\u00e3o-de-obra. O rudimentar processo abor\u00edgine, no entanto, sofreu modifica\u00e7\u00f5es com as instala\u00e7\u00f5es de olarias nos col\u00e9gios, engenhos e fazendas jesu\u00edticas, onde se produzia al\u00e9m de tijolos e telhas, tamb\u00e9m lou\u00e7a de barro para consumo di\u00e1rio. A introdu\u00e7\u00e3o de uso do torno e das rodadeiras parece ser a mais importante dessas influ\u00eancias, que se fixou especialmente na faixa litor\u00e2nea dos engenhos, nos povoados, nas fazendas, permanecendo nas regi\u00f5es interioranas as pr\u00e1ticas manuais ind\u00edgenas. Com essa t\u00e9cnica passou a haver maior simetria na forma, acabamento mais perfeito e menor tempo de trabalho.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-justify\">Quando os populares santeiros, que invadiram Portugal no s\u00e9culo XVIII, introduziram a moda dos pres\u00e9pios, surgiu a multid\u00e3o de bonecos de barro de nossas feiras. Imagens de Cristo, da Virgem, Abades, de santos e de anjos come\u00e7aram a aparecer. Os artistas viviam \u00e0 sombra e em fun\u00e7\u00e3o da Igreja ou dos seus motivos. O mais c\u00e9lebre artista dessa fase foi Ant\u00f4nio Francisco Lisboa, o Aleijadinho.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-justify\">Pouco a pouco \u2014 da mesma forma que aconteceu com o teatro cat\u00f3lico medieval que foi transformado no Brasil em espet\u00e1culos populares como as pastorinhas, o bumba-meu-boi e os mamulengos \u2014 a arte do barro foi se tornando profana. Ao final, era o seu meio que os artistas come\u00e7aram a retratar: simplificaram as formas que passaram apresentar, sem nenhum artif\u00edcio, tipos, bichos, costumes e folguedos.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Origem no Brasil<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-justify\">No Brasil, a cer\u00e2mica tem seus prim\u00f3rdios na Ilha de Maraj\u00f3. Na segunda metade do Oitocentos, a ci\u00eancia arqueol\u00f3gica voltou-se para territ\u00f3rios e continentes al\u00e9m de Gr\u00e9cia e Roma; assim, ocorreram escava\u00e7\u00f5es na Amaz\u00f4nia, especialmente na ilha de Maraj\u00f3 sendo o centro de Santar\u00e9m o mais generoso com os pesquisadores.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-justify\">Os arque\u00f3logos consideraram os vest\u00edgios e pretendiam estabelecer as origens dos povos amazonense e v\u00e1rias foram as hip\u00f3teses: n\u00f4mades dos Andes, vindos do Peru fugindo da conquista espanhola ou da Am\u00e9rica Central, e com maiores possibilidades, das Antilhas. Outra seria um \u00eaxodo come\u00e7ado no Grande Chaco e escava\u00e7\u00f5es em Quito t\u00eam encontrado provas de que as grandes culturas do Peru e M\u00e9xico tiveram origem no Equador. Essas pesquisas come\u00e7aram em 1958, quando foi descoberta uma aldeia dat\u00e1vel de cerca de 5 mil anos na cidade costeira de Vald\u00edvia; e desde ent\u00e3o mais aldeias do mesmo per\u00edodo foram descobertas no interior, na dire\u00e7\u00e3o da Amaz\u00f4nia, com cer\u00e2micas, instrumentos e objetos decorativos revelando um n\u00edvel insuspeitado de sofistica\u00e7\u00e3o. E nas primeiras descobertas geogr\u00e1ficas os europeus encontraram povoados que s\u00e3o descritos com bastante reserva.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-justify\">Mesmo o \u00edndio desconhecendo o torno e operando com instrumentos rudimentares, conseguiu criar uma cer\u00e2mica de valor, que d\u00e1 a impress\u00e3o de supera\u00e7\u00e3o dos est\u00e1gios primitivos da Idade da pedra e do bronze.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-justify\"><strong>Foram identificadas v\u00e1rias fases da cer\u00e2mica brasileira , que foram divididas em:<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-justify\">\u25aa Ananatuba: a mais generalizada e provavelmente atribu\u00edvel \u00e0s primeiras sedimenta\u00e7\u00f5es dat\u00e1veis entre o s\u00e9c. VII e o X a.C. , apresentando uma t\u00e9cnica plenamente desenvolvida, povo dividido em tribos, cada um ocupando uma \u00fanica maloca e abrigando uma centena de moradores;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-justify\">\u25aa Mangueiras: pertencente ao grupo que sucessivamente prevaleceu sobre o primitivo Ananatuba, sua dura\u00e7\u00e3o estimada entre o s\u00e9c. IX e o XII;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-justify\">\u25aa Formiga: outro grupo coevo deste \u00faltimo, mas com a cer\u00e2mica mais pobre;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-justify\">\u25aa Aru\u00e3 :denomina\u00e7\u00e3o dada por pesquisadores europeus a um grupo que vivia em pequenas ilhas no Amazonas, tudo indicando uma cultura bastante singular, em face do uso de urnas funer\u00e1rias, um ritual de not\u00e1vel contribui\u00e7\u00e3o na determina\u00e7\u00e3o de fases;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-justify\">\u25aaMaraj\u00f3: \u00e9 um cap\u00edtulo \u00e0 parte. Ela foi elaborada por povos que habitaram a bacia Amaz\u00f4nica do ano 980 A.C. at\u00e9 o s\u00e9c. XVIII e \u00e9 arqueol\u00f3gica. Atrav\u00e9s dela a gente pode observar a evolu\u00e7\u00e3o, o apogeu e a decad\u00eancia da cultura de um povo. A riqueza de detalhes, a exuber\u00e2ncia das cores, a variedade dos objetos (como fusos, colheres, tangas, bancos, estatuetas e adornos) , as t\u00e9cnicas de brunimento (alguns feitos com conchas) foram perdendo qualidade com o tempo. Os grandes aterros de lou\u00e7aria e estatuetas encontrados na ilha de Maraj\u00f3 mostram bem esta fal\u00eancia. Hoje, o que existe de cer\u00e2mica marajoara pode ser visto no Museu Goeldi, em Bel\u00e9m. N\u00e3o tem nada haver com as pe\u00e7as que encontram-se nas feiras de artesanato ou nas lojas dos grandes centros que dizem vender pe\u00e7as folcl\u00f3ricas. Na maioria, esses objetos s\u00e3o industrializados e n\u00e3o passam de tentativas grosseiras de c\u00f3pias, sem maior significado cultural.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Descri\u00e7\u00e3o da t\u00e9cnica<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-justify\">As artes cer\u00e2micas moldam minerais das entranhas da terra (metais, barro, argila, areia, etc.) dando origem a utens\u00edlios, pe\u00e7as ornamentais, urnas funer\u00e1rias e os mais variados produtos da imagina\u00e7\u00e3o do homem.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-justify\">Ela demanda calma e circunspe\u00e7\u00e3o: a argila e os elementos de liga devem ser cuidadosamente escolhidos e o manejo deve ser paciente porque ela oferece tantas possibilidades quanto varia\u00e7\u00f5es e rupturas ap\u00f3s a queima; assim uma pe\u00e7a cer\u00e2mica cont\u00e9m al\u00e9m de todos esses ingredientes e cuidados, a apreens\u00e3o, o suspense e o ardor.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-justify\">Ela pode ser manufaturada ou industrializada e sua mat\u00e9ria-prima principal \u00e9 a <strong>argila<\/strong>, o <strong>caulino<\/strong>, o <strong>barro<\/strong>, a <strong>pasta<\/strong>. Modelada e cozida ao sol, em fogueiras ou em fornos aquecidos a temperatura conveniente, o produto pode ter cor natural, preto ou em varia\u00e7\u00f5es que ocorrem do amarelo ao vermelho, podendo ainda, ser revestido de pintura, composta de silicalcalinos ou vernizes \u00e0 base de chumbo ou estanho, formando um esmalte brilhante e resistente com ricas varia\u00e7\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p>Existem diversas argilas nas quais se podem adicionar outros elementos para obter maior plasticidade e coes\u00e3o e ainda um bom cozimento.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-justify\">As argilas s\u00e3o rochas normalmente de origem sedimentares e provenientes da altera\u00e7\u00e3o de rochas silicadas. Os minerais que as constituem s\u00e3o fundamentalmente a caulinite, a ilite ou a montemorilonite. Do ponto de vista qu\u00edmico, as argilas s\u00e3o aluminosilicatos hidratados apresentando esp\u00e9cies muito variadas de f\u00f3rmula gen\u00e9rica<\/p>\n\n\n\n<p>O3, al quatro . SiO2. H2O.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-justify\">Encontra-se na natureza em estado de relativa pureza ou associadas aos mais diversos materiais, podendo adquirir, neste caso, propriedades e designa\u00e7\u00f5es espec\u00edficas. As Margas, por exemplo, s\u00e3o argilas com um elevado teor de calc\u00e1rio.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-justify\">Geologicamente e quanto ao modo de forma\u00e7\u00e3o das suas jazidas, as argilas classificam-se nos dois seguintes grupos:<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-justify\">\u25aa<strong>Argilas prim\u00e1rias<\/strong>: s\u00e3o as argilas que se mantiveram no seu local de forma\u00e7\u00e3o. Apresentam-se por vezes associadas a restos da rocha de origem (granitos, gneisses ou feldspatos) com um gr\u00e3o relativamente grosso e em massas de cor branca, devida \u00e0 pureza do ou dos minerais que a constituem. H\u00e1 jazidas de caulino cujo teor em caulinite chega a atingir 98% .<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-justify\">\u25aa <strong>Argilas secund\u00e1rias<\/strong>: s\u00e3o as argilas que, arrastadas por agentes naturais como a \u00e1gua, o vento ou mesmo os glaciares, se foram depositando longe do seu local de forma\u00e7\u00e3o. Desse atribulado transporte resultou o seu gr\u00e3o bem mais fino e tamb\u00e9m a sua mistura com mat\u00e9rias org\u00e2nicas, etc. Podem apresentar-se coradas, ou n\u00e3o. S\u00e3o exemplos de argilas secund\u00e1rias os barros gordos, os barros vermelhos, etc.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-justify\"><strong>O caulino<\/strong> \u00e9 uma argila de pureza consider\u00e1vel, capaz de suportar altas temperaturas e de cozedura, em geral bastante branca. \u00c9 um componente muito importante ou mesmo fundamental de grande parte das pastas cer\u00e2micas, nomeadamente das porcelanas. Sendo ele muito fri\u00e1vel, n\u00e3o re\u00fane, por si, s\u00f3 as condi\u00e7\u00f5es necess\u00e1rias para uma modelagem conveniente, tendo, para isso, que ser misturado com um barro mais pl\u00e1stico (mais gordo).<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-justify\">\u00c9 uma mat\u00e9ria-prima muito abundante em grande parte da faixa costeira portuguesa com numerosos pontos de extra\u00e7\u00e3o e de grade utiliza\u00e7\u00e3o na ind\u00fastria cer\u00e2mica e ainda na do papel. Estes fatores, associados ao pre\u00e7o bastante acess\u00edvel, tornam-no num material relativamente f\u00e1cil de obter. Por certo, n\u00e3o haver\u00e1 nenhuma f\u00e1brica de cer\u00e2mica que consuma caulino que se negue a vender-lhe pequenas quantidades. \u00c9 um material muito interessante.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-justify\"><strong>O barro<\/strong> \u00e9 uma designa\u00e7\u00e3o gen\u00e9rica na qual foram agrupadas um sem- n\u00famero de misturas de argilas com as mais variadas esp\u00e9cies de impurezas. Os diversos minerais, os \u00f3xidos met\u00e1licos e as mat\u00e9rias org\u00e2nicas, associados \u00e0s argilas em variad\u00edssimas propor\u00e7\u00f5es, fazem com que as variedades de barros sejam inumer\u00e1veis e apresentem caracter\u00edsticas muito distintas, quer em cru quer depois de cozidas. Note que na mesma extra\u00e7\u00e3o \u00e9 frequente encontrar tipos de barros muito diferentes consoante, por exemplo, a profundidade a que se escava.<\/p>\n\n\n\n<p>Os barros podem ser classificados:<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-justify\"><strong>Segundo \u00e0 plasticidade em<\/strong>:<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-justify\">\u25aa BARROS GORDOS &#8211; barros excessivamente pl\u00e1sticos, devido \u00e0 forma, ao arranjo e \u00e0s pequen\u00edssimas dimens\u00f5es das part\u00edculas que os constituem e por incorporarem percentagens relativamente elevadas de produtos org\u00e2nicos. Apresentam problemas \u00e0 secagem: elevado \u00edndice de retra\u00e7\u00e3o (encolhem demasiado) tend\u00eancia para o aparecimento de deforma\u00e7\u00f5es e de fendas.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-justify\">\u25aaBARROS MAGROS &#8211; barros muito menos pl\u00e1sticos, devido ao maior tamanho das part\u00edculas argilosas e \u00e0 presen\u00e7a, em percentagens mais elevadas, de materiais siliciosos ou at\u00e9 calc\u00e1rios. S\u00e3o mais fri\u00e1veis e, por isso (mesmo quando devidamente humedecidos e amassados), excessivamente &lt; quebradi\u00e7os&gt; para uma modela\u00e7\u00e3o conveniente. Apresentam contudo um melhor comportamento na secagem, nomeadamente no que se refere \u00e0 resist\u00eancia a roturas e deforma\u00e7\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-justify\"><strong>Segundo a colora\u00e7\u00e3o que adquirem depois de cozidos<\/strong>:<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-justify\">\u25aa BARROS DE COZEDURA BRANCA &#8211; barros n\u00e3o contendo ou contendo pequen\u00edssimas percentagens de \u00f3xidos met\u00e1licos. Ficam brancos ou apresentam tonalidades pr\u00f3ximas do branco depois de convenientemente cozidos.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-justify\">\u00c9 corrente designar-se por barro branco qualquer barro que d\u00ea cozedura branca mesmo que a sua cor em cru seja outra (freq\u00fcentemente cinzento mais ou menos carregado, at\u00e9 quase preto quando h\u00famido.)<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-justify\">\u25aaBARROS DE COZEDURA CORADA &#8211; barros contendo percentagens mais ou menos elevadas de \u00f3xidos met\u00e1licos que lhe conferem colora\u00e7\u00f5es caracter\u00edsticas depois de cozidos.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-justify\">Os mais frequentes na natureza s\u00e3o designados, genericamente, por barro vermelho, sua cor caracter\u00edstica, depois de cozido. Sua utiliza\u00e7\u00e3o se d\u00e1 com a telha, o tijolo e e quase toda a olaria popular e deve-se sobretudo \u00e0 presen\u00e7a de \u00f3xidos de ferro e de mangan\u00eas. Quando cru, pode apresentar cores que v\u00e3o desde o cinzento ao esverdeado, ao azulado, ao amarelo-ocre e at\u00e9 a cores muito pr\u00f3ximas das que ter\u00e1 depois de cozido.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-justify\"><strong>A pasta<\/strong> \u00e9 o material j\u00e1 preparado com que vamos produzir as nossas pe\u00e7as de cer\u00e2mica. Dir\u00edamos que, s\u00f3 excepcionalmente, ela poder\u00e1 ser constitu\u00edda por um \u00fanico tipo de barro. Normalmente ela \u00e9 constitu\u00edda, no m\u00ednimo, por duas qualidades de barro diferentes, de modo a assegurar \u00e0 mistura as qualidades que cada um dos barros, por si s\u00f3, n\u00e3o possui e por produtos que lhe podem ser incorporados com objetivos muito precisos: emagrecedores, corantes, agentes pl\u00e1sticos, refrat\u00e1rios, fundentes, etc.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-justify\">Esta mistura \u00e9 amassada com \u00e1gua at\u00e9 se obter um material perfeitamente homog\u00eaneo, mole e pl\u00e1stico: uma pasta de fato.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-justify\">A composi\u00e7\u00e3o das pastas cer\u00e2micas tem que ter em conta fundamentalmente o tipo de objetos que v\u00e3o ser produzidos e as exig\u00eancias da t\u00e9cnica usada no seu fabrico. Assim, uma pasta para modelar pode n\u00e3o ser boa para levantar pe\u00e7as no torno e \u00e9 \u00f3bvio que com uma pasta para tijolo n\u00e3o se podem fazer objetos de porcelana. No caso da ind\u00fastria, a composi\u00e7\u00e3o e o controle das pastas \u00e9 muitas vezes uma tarefa complexa levada a cabo em laborat\u00f3rios, por t\u00e9cnicos especializados.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-justify\">Por extens\u00e3o, a designa\u00e7\u00e3o pasta foi-se aplicando \u00e0s prepara\u00e7\u00f5es que nem sequer se apresentam sob a forma de pasta. Assim, encontram-se pastas l\u00edquidas como as barbutinas de enchimento ou as pastas em p\u00f3, vendidas em sacos.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-justify\">A pasta pode ser branca ou colorida por natureza; por sua vez porosa ou compacta; no uso com ou sem revestimento. O revestimento pode ser transparente ou opaco, \u00e0s vezes exaurindo a permeabilidade das pastas (alcalino, quando empregado principalmente pelos ceramistas da antiguidade; silicioso, terroso, estan\u00edfero e outros) \u00e9 aplicado geralmente com verniz, vitrificado ou esmaltado.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>As deriva\u00e7\u00f5es da cer\u00e2mica s\u00e3o:<\/strong><\/p>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\"><li>Terracota (opaca ou envernizada);<\/li><li>Faian\u00e7a ou prol\u00edfera (esmaltada);<\/li><li>Gr\u00e9s (que recebe ambos os revestimentos acima citados);<\/li><li>Produtos de olaria e de uso caseiro;<\/li><li>Porcelana (transl\u00facida, biscuit, vitrificada, caol\u00ednica ou dura) ;<br><\/li><\/ul>\n\n\n\n<p>A <strong>Terracota<\/strong> \u00e9 mais empregada como tijolos, ladrilhos, ornamentos para arquitetura, vasos de jardins, etc.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-justify\">A <strong>Faian\u00e7a<\/strong> compreende as cer\u00e2micas cl\u00e1ssicas, de figuras em preto e vermelho; podem ser citadas a cer\u00e2mica mul\u00e7umana, a grafita italiana, a mai\u00f3lica. A palavra \u00b4faience\u00b4 deriva do nome da cidade de Faenza, centro italiano de cer\u00e2mica do per\u00edodo renascentista (s\u00e9c. XV e XVI ), \u00e9 de origem francesa. Ela designa produto cer\u00e2mico em geral, quando de pasta tenra, envernizada ou de esmalte opaco, revestimento dito de \u00b4vernizes estan\u00edferos\u00b4 ou \u00b4 esmalte estan\u00edfero\u00b4.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-justify\">Outra deriva\u00e7\u00e3o da cer\u00e2mica \u00e9 a <strong>mai\u00f3lica<\/strong>, poss\u00edvel deriva\u00e7\u00e3o de Maiorca (ilha do arquip\u00e9lago das Baleares no Mediterr\u00e2neo, e importante centro de com\u00e9rcio medieval. \u00c9 uma cer\u00e2mica geralmente esmaltada em branco, que teve maior desenvolvimento nas cidades peninsulares de Casteldurante, Castelli, Deruta, Forl\u00ed, Gubbio, Pesaro, Siena e Urbino.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-justify\">A <strong>porcelana<\/strong> difere da Faian\u00e7a intimamente. \u00c9 feita de uma argila especial chamada <strong>caulim<\/strong> que tem o quartzo e o feldspato como componentes; e estes lhe confere caracter\u00edsticas genu\u00ednas como a sonoridade, a homogeneidade e a translucidez. As mais famosas jazidas de caulim est\u00e3o na China, Jap\u00e3o e Alemanha &#8211; na regi\u00e3o de Limoge e S\u00e8vres.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-justify\">A t\u00e9cnica de fabrico varia em cada regi\u00e3o, mas basicamente pode ser considerada uniforme. Uma das varia\u00e7\u00f5es de t\u00e9cnica interessante \u00e9 aquela em que se aplica sobre a pasta crua uma cobertura especial a qual, com o calor do cozimento, confere uma qualidade v\u00edtrea ao acabamento, s\u00e3o as pe\u00e7as chamadas de cozidas &#8220;<strong>en blanc<\/strong>&#8220;. As que s\u00e3o cozidas sem receber a cobertura constituem as chamadas em &#8220;<strong>biscuit<\/strong>&#8220;.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-justify\">A diferen\u00e7a b\u00e1sica entre a t\u00e9cnica europeia e a chinesa reside na aplica\u00e7\u00e3o das cores: na Europa ela \u00e9 pintada e na China \u00e9 esmaltada (a tinta \u00e9 um verdadeiro esmalte fixado numa base de \u00f3xidos met\u00e1licos).<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-gallery has-nested-images columns-default is-cropped wp-block-gallery-1 is-layout-flex wp-block-gallery-is-layout-flex\">\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><a href=\"https:\/\/bibliobelas.eba.ufmg.br\/wp-content\/uploads\/2022\/07\/apb_cernordestina_06.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"350\" height=\"260\" data-id=\"7281\" src=\"https:\/\/bibliobelas.eba.ufmg.br\/wp-content\/uploads\/2022\/07\/apb_cernordestina_06.jpg?w=350\" alt=\"\" class=\"wp-image-7281\" 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class=\"wp-block-image size-large\"><a href=\"https:\/\/bibliobelas.eba.ufmg.br\/wp-content\/uploads\/2022\/07\/apb_cermarajoara_04.jpg\"><img decoding=\"async\" data-id=\"7289\" src=\"https:\/\/bibliobelas.eba.ufmg.br\/wp-content\/uploads\/2022\/07\/apb_cermarajoara_04.jpg?w=200\" alt=\"\" class=\"wp-image-7289\"\/><\/a><\/figure>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><a href=\"https:\/\/bibliobelas.eba.ufmg.br\/wp-content\/uploads\/2022\/07\/apb_cermarajoara_05.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"260\" height=\"350\" data-id=\"7279\" src=\"https:\/\/bibliobelas.eba.ufmg.br\/wp-content\/uploads\/2022\/07\/apb_cermarajoara_05.jpg?w=260\" alt=\"\" class=\"wp-image-7279\" srcset=\"https:\/\/bibliobelas.eba.ufmg.br\/wp-content\/uploads\/2022\/07\/apb_cermarajoara_05.jpg 260w, https:\/\/bibliobelas.eba.ufmg.br\/wp-content\/uploads\/2022\/07\/apb_cermarajoara_05-223x300.jpg 223w\" sizes=\"auto, (max-width: 260px) 100vw, 260px\" \/><\/a><\/figure>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><a href=\"https:\/\/bibliobelas.eba.ufmg.br\/wp-content\/uploads\/2022\/07\/apb_cermarajoara_06-1.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"350\" height=\"280\" data-id=\"7277\" src=\"https:\/\/bibliobelas.eba.ufmg.br\/wp-content\/uploads\/2022\/07\/apb_cermarajoara_06-1.jpg?w=350\" alt=\"\" class=\"wp-image-7277\" srcset=\"https:\/\/bibliobelas.eba.ufmg.br\/wp-content\/uploads\/2022\/07\/apb_cermarajoara_06-1.jpg 350w, https:\/\/bibliobelas.eba.ufmg.br\/wp-content\/uploads\/2022\/07\/apb_cermarajoara_06-1-300x240.jpg 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 350px) 100vw, 350px\" \/><\/a><\/figure>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><a href=\"https:\/\/bibliobelas.eba.ufmg.br\/wp-content\/uploads\/2022\/07\/apb_cermarajoara_06.jpg\"><img decoding=\"async\" data-id=\"7284\" src=\"https:\/\/bibliobelas.eba.ufmg.br\/wp-content\/uploads\/2022\/07\/apb_cermarajoara_06.jpg?w=350\" alt=\"\" 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href=\"https:\/\/bibliobelas.eba.ufmg.br\/wp-content\/uploads\/2022\/07\/apb_cernordestina_04.jpg\"><img decoding=\"async\" data-id=\"7282\" src=\"https:\/\/bibliobelas.eba.ufmg.br\/wp-content\/uploads\/2022\/07\/apb_cernordestina_04.jpg?w=210\" alt=\"\" class=\"wp-image-7282\"\/><\/a><\/figure>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><a href=\"https:\/\/bibliobelas.eba.ufmg.br\/wp-content\/uploads\/2022\/07\/apb_cernordestina_05.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"350\" height=\"220\" data-id=\"7278\" src=\"https:\/\/bibliobelas.eba.ufmg.br\/wp-content\/uploads\/2022\/07\/apb_cernordestina_05.jpg?w=350\" alt=\"\" class=\"wp-image-7278\" srcset=\"https:\/\/bibliobelas.eba.ufmg.br\/wp-content\/uploads\/2022\/07\/apb_cernordestina_05.jpg 350w, https:\/\/bibliobelas.eba.ufmg.br\/wp-content\/uploads\/2022\/07\/apb_cernordestina_05-300x189.jpg 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 350px) 100vw, 350px\" \/><\/a><\/figure>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><a href=\"https:\/\/bibliobelas.eba.ufmg.br\/wp-content\/uploads\/2022\/07\/ceram1.jpg\"><img decoding=\"async\" data-id=\"7290\" src=\"https:\/\/bibliobelas.eba.ufmg.br\/wp-content\/uploads\/2022\/07\/ceram1.jpg?w=350\" alt=\"\" class=\"wp-image-7290\"\/><\/a><\/figure>\n<\/figure>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p><strong><em>Autoria: <\/em><\/strong><\/p>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\"><li><em><strong><mark style=\"background-color:rgba(0, 0, 0, 0);\" class=\"has-inline-color has-black-color\">Marina Paulino Bylaardt (marinabylaardt@bol.com.br<\/mark><\/strong>)<\/em><\/li><li><em><strong><mark style=\"background-color:rgba(0, 0, 0, 0);\" class=\"has-inline-color has-black-color\">Marcela da Costa Ferreira <\/mark><\/strong><\/em><\/li><li><em><strong><mark style=\"background-color:rgba(0, 0, 0, 0);\" class=\"has-inline-color has-black-color\">Xavier Beve (xmbeve@yahoo.com.br<\/mark><\/strong>)<\/em><\/li><li><em><strong><mark style=\"background-color:rgba(0, 0, 0, 0);\" class=\"has-inline-color has-black-color\">Regeane Lopes de Carvalho<\/mark><\/strong><\/em><\/li><li><em><strong><mark style=\"background-color:rgba(0, 0, 0, 0);\" class=\"has-inline-color has-black-color\">Ana Virg\u00ednia C\u00e2ndio<\/mark><\/strong><\/em><\/li><li><em><strong><mark style=\"background-color:rgba(0, 0, 0, 0);\" class=\"has-inline-color has-black-color\">Audrey Melga\u00e7o Teixeira<\/mark><\/strong><\/em><\/li><\/ul>\n\n\n\n<p><em><strong>Fonte: <\/strong><\/em>https:\/\/www.eba.ufmg.br\/alunos\/kurtnavigator\/arteartesanato\/origem.html<\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Introdu\u00e7\u00e3o Coeva do fogo, a cer\u00e2mica \u2014 do grego &#8220;k\u00e9ramos&#8221; , ou &#8220;terra queimada&#8221; &#8211; \u00e9 um material de imensa resist\u00eancia, sendo frequentemente encontrado em escava\u00e7\u00f5es arqueol\u00f3gicas. Assim, a cer\u00e2mica vem acompanhando a hist\u00f3ria do homem, deixando pistas sobre civiliza\u00e7\u00f5es e culturas que existiram h\u00e1 milhares de anos antes da Era Crist\u00e3. Hoje, al\u00e9m de &hellip; <a href=\"https:\/\/bibliobelas.eba.ufmg.br\/index.php\/2022\/07\/a-origem-da-ceramica\/\" class=\"more-link\">Continue lendo <span class=\"screen-reader-text\">A ORIGEM DA CER\u00c2MICA<\/span> <span class=\"meta-nav\">&rarr;<\/span><\/a><\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[150],"tags":[],"class_list":["post-7245","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-artigos"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/bibliobelas.eba.ufmg.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/7245","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/bibliobelas.eba.ufmg.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/bibliobelas.eba.ufmg.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/bibliobelas.eba.ufmg.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/bibliobelas.eba.ufmg.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=7245"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/bibliobelas.eba.ufmg.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/7245\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":7378,"href":"https:\/\/bibliobelas.eba.ufmg.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/7245\/revisions\/7378"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/bibliobelas.eba.ufmg.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=7245"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/bibliobelas.eba.ufmg.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=7245"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/bibliobelas.eba.ufmg.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=7245"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}