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Adriana Varejão fala sobre sua obra e suas inspirações criativas – Vídeo

Adriana Varejão

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Assista também a entrevista concedida na TV Cultura

[youtube=http://www.youtube.com/watch?v=09jwnFT9G0g]

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Encontra-se disponível na Biblioteca de Belas Artes a seguinte obra sobre a artista :

VAREJÃO, Adriana. Adriana Varejão: entre carnes e mares = between flesh and oceans.. Rio de Janeiro: Cobogó, 2009. 350p. I

Encontro com a arte nacional

DANIEL TOLEDO
Produção de Cildo Meireles, como "Desvio Para o Vermelho", servirá de inspiração para a produção dos visitantes do instituto
Produção de Cildo Meireles, como “Desvio Para o Vermelho”, servirá de inspiração para a produção dos visitantes do instituto
Publicado no Jornal OTEMPO em 08/01/2013
Embalado pelas férias de verão, o Inhotim preparou uma programação especial para os próximos dois meses. Além do amplo acervo artístico e botânico da instituição, uma série de atividades foram desenvolvidas para destacar a obra de dois grandes artistas brasileiros cujos trabalhos têm destaque no museu. Enquanto janeiro será completamente dedicado à produção de Cildo Meireles, fevereiro, mês do Carnaval, chamará atenção para o trabalho de Helio Oiticica.Ainda que haja atividades voltadas aos mais diversos públicos, as crianças têm destaque especial dentro da programação de férias, conforme destaca Morgana Rissinger, coordenadora de programação cultural da instituição. “Entendemos essa temporada como o início de uma ideia que queremos desenvolver: uma colônia de férias no Inhotim. Nosso objetivo, provavelmente já no próximo ano, quando os hoteis estarão prontos, é que haja espaço para um acampamento onde as crianças possam passar dias e até semanas por aqui”, adianta.

Nessa temporada, conta ela, a ideia é que os pequenos façam visitas guiadas seguidas de oficinas nas quais vão se preparar como mini-guias do museu. “Após um dia inteiro na colônia de férias, passando por oficinas e outras atividades, as crianças se tornarão mediadoras do contato entre seus pais e o acervo do Inhotim”, explica Morgana, sobre atividade realizada durante todas as sextas, sábados e domingos de janeiro.

Também nos fins de semana deste mês, acrescenta, será realizada a oficina Bonecos de Papel, inspirada na obra “Camelô”, de Cildo Meireles, que pertence à seção do acervo do museu que, ao menos neste momento, não está em exposição. “Em meio a uma obra de cunho claramente político, esse trabalho abre espaço para uma abordagem lúdica e de grande apelo infantil. Trata-se de um kit para montagem de um pequeno boneco movido a motor”, descreve.

A ideia de converter visitantes em criadores, aliás, é um dos principais motes da programação de verão, que oferecerá ao público a oportunidade de trabalhar com materiais semelhantes aos usados por Cildo em algumas de suas criações.

“Nesses espaços, chamados de ‘Estações’, disponibilizamos ao visitante uma grande variedade de materiais que podem se converter em pequenas criações. No caso do Cildo, nossa proposta inicial é apresentar alguns trabalhos do artista e estimular a realização de intervenções políticas em objetos banais, como ele mesmo fez sobre cédulas de dinheiro e garrafas de Coca-Cola. Em fevereiro, por outro lado, vamos abrir espaço para a produção dos famosos parangolés do Hélio Oiticica”, avisa.

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Diversão aliada a conhecimento
Pinturas rupestres inspiram oficina infantil no Espaço TIM UFMG
Pinturas rupestres inspiram oficina infantil no Espaço TIM UFMG

A partir de amanhã, o Espaço TIM UFMG do Conhecimento também oferecerá ao público infantil uma série de atividades que aliam diversão e conhecimento. Entre os destaques da programação, está a oficina Jogos de Tabuleiro Modernos, voltada a crianças com mais de 10 anos e com inscrições abertas a partir de hoje.

Controlar epidemias, salvar cidades infectadas e lutar pela segurança de reinos inteiros são algumas das missões a ser enfrentadas pelos participantes das oficinas, marcadas para os dias 17 e 18 de janeiro.

Além de brincar em um ambiente descontraído, conta Débora D’Ávila, coordenadora de Ações Educativas do espaço, os jovens vão conhecer um pouco mais sobre a profissão do game designer e as atuações de pesquisa e conhecimento da área.

Nos dias 23 e 25 de janeiro, por outro lado, será oferecida aos pequenos com idade entre 7 e 10 anos a oficina Pintando o Sete com a Arte Rupestre. Usando pigmentos naturais, as crianças serão convidadas a pintar sobre pedras de São Tomé, tendo como referências tanto os milenares trabalhos rupestres como o grafite dos dias atuais.(DT)

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"Sweeney Todd" é um dos filmes incluídos na mostra do cineasta
“Sweeney Todd” é um dos filmes incluídos na mostra do cineasta

Cinema

As aventuras de Tim Burton

Na próxima semana, é o Museu Inimá de Paula (rua da Bahia, Rua da Bahia, 1.201, centro) que abre suas portas para uma programação bastante diferente das exposições que costuma abrigar. Trata-se de uma mostra gratuita de filmes do excêntrico diretor Tim Burton, que se estende de 17 a 31 de janeiro, com sessões às quintas, às 19h, e sábados, às 15h.

Reunindo cinco longa-metragens do cineasta, a mostra inclui trabalhos de diferentes momentos de sua carreira. Escolhido para abrir a mostra, “Edward Mãos de Tesoura”, de 1990, remonta aos seus primeiros trabalhos e traz os jovens Johhny Depp e Winona Rider em seus papeis principais.

Completam a lista quatro trabalhos mais recentes de Burton: “A Lenda do Cavaleiro sem Cabeça” (1999), “Peixe grande e suas histórias maravilhosas” (2003), “A Noiva-Cadáver” (2005) e “Sweeney Todd: O Barbeiro Demoníaco da Rua Fleet” (2007), passeando por obras de drama, aventura e até mesmo animação.

O jornalismo de moda

TARCISIO D´ALMEIDA
Publicado no Jornal OTEMPO

Desde a invenção da imprensa por Gutenberg, no século XVII, a humanidade testemunhou as mudanças de tipologias e categorias no fazer jornalístico. Inicialmente, ainda no mesmo século e no século XVIII, a característica essencial dos textos publicados em jornais e revistas era a do jornalismo opinativo; em seguida, no século XIX, passamos para o jornalismo informacional; já o século XX foi demarcado pelo jornalismo interpretativo e, agora, no início do XXI, vivenciamos o jornalismo diversional (ou de entretenimento). Esse resgate histórico serve para entendermos as transições da noção de relatos de costumes, via escritores, para a de imprensa feminina e, depois, para o jornalismo de moda propriamente dito.

jornalismo de modaO jornalismo de moda é uma especialização da profissão de jornalista relativamente nova. Ou, dito de outra forma, é resultado direto da modernidade e que alcança seu apogeu na contemporaneidade. É com a indústria da moda (do prêt-à-porter), ou seja, e não só com a indústria têxtil que já havia se desenvolvido, de certo modo, desde a época da Revolução Industrial, que o jornalismo de moda se expandirá e conquistará espaços nos veículos de comunicação. É com o prêt-à-porter que o jornalismo de moda encontra seu ápice enquanto cobertura jornalística. Por conta dos calendários fixos de desfiles, a moda abre as portas ao novo gênero de criação-produção-consumo. Falar de jornalismo de moda é o mesmo que falar das relações psicossociais e axistentes entre roupas e palavras. Ou seja, abordar e transpor a verve criativa das coleções dos criadores de moda em notícia, produto ideológico por excelência do jornalismo.

Uma das funções essenciais do jornalismo de moda é, além de informar com ética, traduzir os conceitos de moda para os leitores, telespectadores, internautas. Daí a leitura da moda se processar em duas vertentes: textual e visual. Roland Barthes, no clássico “Sistema da Moda”, analisa a moda textual, ou seja, os textos publicados em jornais e revistas do final da primeira metade do século passado. Se, conforme conceitua Clóvis Rossi, no introdutório “O Que É Jornalismo”, “o jornalismo, independente de qualquer definição acadêmica, é uma fascinante batalha pela conquista das mentes e corações de seu alvos: leitores, telespectadores ou ouvintes”, então, podemos afirmar que o jornalismo de moda seria, portanto, um convite à fruição dos produtos de mídia que, ao atribuírem uma dosagem sinestésica de texto e imagem, conquistam o seu leitor verbo-imagético pelo campo do estético-informacional. Esse raciocínio encontra-se na pioneira dissertação de mestrado “Das Passarelas às Páginas: um Olhar sobre o Jornalismo de Moda”, defendida por este colunista no ano de 2006, na ECA-USP.

Coincidentemente, tanto a moda como o jornalismo compartilham da mesma fugacidade em relação ao tempo. Este passa a ser o elemento sobre o qual se erguem todas as dinâmicas entre assistir, testemunhar, um acontecimento e noticiá-lo, isto é, publicá-lo nas páginas impressas e virtuais ou ainda transmiti-lo pela TV, rádio e internet. Portanto, o que constitui a notícia jornalística de moda, ou seja, que tipo de acontecimento a gera, é o compartilhamento por ambos os campos da efemeridade e da dinâmica do tempo que rege a produção e publicação de notícias de moda. Esta pode ser reportada a partir de vários matrizes no corpo de uma mídia jornalística (reportagem, entrevista e crítica, entre outros), em especial, a impressa.

TarcísioTarcisio D´Almeida é professor e pesquisador do curso Design de Moda da Escola de Belas Artes, da Universidade Federal de Minas Gerais (EBA-UFMG). tarcisiodalmeida@eba.ufmg.br. Ele divide este espaço com Susanna Kalhs e Jack Bianchi.

O Senhor dos Anéis em vitrais Por Jian Guo

Karlos Junior.

Aproveitando o retorno à Terra Média, com a estreia mundial de O Hobbit, convido os leitores a conferirem o trabalho do ilustrador chinês Jian Guo, que contou a Saga do Anel este ano em forma de vitrais.

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O Senhor dos Anéis – magnum opus do escrito, professor e filólogo britânico J.R.R.Tolkien é, sem sombra de dúvidas, um dos maiores clássicos da Literatura de todos os tempos, inspirando pessoas de todos os cantos do mundo há quase um século. Se antes com apenas os livros, alguns jogos eletrônicos ou RPGs, além de uma obscura adaptação em desenho feita pela Disney, a legião de fãs sempre aumentou ao longo das décadas, com a obra transposta para o Cinema a Terra Média cresceu ainda mais conquistando um público inimaginável até então, inspirando mais uma leva enorme de artistas pelo planeta.

Jian Guo é um claro exemplo deste fenômeno, não somente por ter sucumbido aos poderes da Terra Média, como por ter também se rendido ao poder do Um Anel, deixando-o manifestar-se em suas obras. O resultado deste encontro, em que Jian Guo parece ter bebido na fonte viva da mitologia tolkieniana, pode e dever ser apreciado nos vitrais desenvolvidos por ele, onde cada uma das imagens remete à passagens históricas da grande saga.

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A luta de Gandalf contra o Balrog, a passagem pelos Argonautas, o encontro de Frodo e Galadriel e outras cenas que certamente habitam a memória dos fãs podem ser reconhecidas neste excelso trabalho. Mas a história ainda não terminou, pois a Terra-Média que o mundo conheceu entre 2001 e 2003, está de volta hoje com a estreia mundial de O Hobbit nos cinemas. A nova saga promete encantar o planeta mais uma vez, contando a história que originou o conflito mostrado na trilogia anterior. E tudo começa com uma jornada inesperada na companhia de Gandalf e Bilbo, o bolseiro.

Se a saga vai servir como injeção de novas ideias para Jian Guo só o tempo dirá, mas enquanto isso os ótimos trabalhos do artista chinês, que tem a Fantasia e a Ficção Científica como seus estilos de arte preferidos, podem ser conferidos em sua página no DeviantArt.

Tese premiada pela Capes analisa produção, uso e preservação de manuscritos pintados do século 18

A tradição medieval dos manuscritos ornados – com pinturas e caligrafia caprichada, entre outros elementos – manteve-se com força no século 18 em Portugal e no Brasil, mesmo passado longo tempo do advento da imprensa. Documentos produzidos dessa forma conferiam distinção e, portanto, eram mais eficientes do ponto de vista da comunicação e tinham mais chances de serem preservados.

Para entender como se produziam, usavam e preservavam esses manuscritos, a professora Márcia Almada, da Escola de Belas-Artes, percorreu arquivos e bibliotecas de Brasil, Portugal e Espanha. O trabalho resultou na tese Das artes da pena e do pincel: caligrafia e pintura em manuscritos no século XVIII, defendida em 2011, e vencedora do Prêmio Capes de Tese da área de História. A solenidade de premiação será na próxima quinta, 13, em Brasília.

A partir do Tratado de caligrafia, publicado por Manoel de Andrade de Figueiredo em 1722, em Portugal, a pesquisadora buscou as referências para o trabalho dos profissionais da atividade escrita. “Cheguei então aos espanhóis, porque havia estreita ligação entre a caligrafia espanhola e a portuguesa, devido, em grande parte, ao bilinguismo que reinava na Península Ibérica”, conta Márcia Almada.

Ela acrescenta que na Espanha há grande quantidade de estudos que traçam as redes sociais de escrivães e calígrafos. Um grupo principal atuava em forte proximidade à Corte, e muitos eram amigos de Velásquez, Calderón de la Barca e Lope de Vega. Em Portugal, Manoel de Figueiredo ensinava a filhos de fidalgos e também frequentava os círculos do poder. Isso mostra, segundo Marcia, a importância da escrita adornada para a distinção social.

“Além desses calígrafos de elite, havia uma enormidade de outros profissionais que não se destacaram. E eles atendiam a uma demanda que não era apenas de grupos sociais mais favorecidos. A clientela incluía grupos de negros – escravos ou libertos – e pardos. Pessoas iletradas também valorizavam os manuscritos adornados”, salienta a professora do curso de Conservação e Restauração de Bens Culturais Móveis.

Compromissos de irmandades
Para delimitar o universo de suas pesquisas, Marcia Almada escolheu os chamados “compromissos de irmandades”, estatutos de organizações que regiam a vida social e religiosa de grupos diversos. Os estudos mais aprofundados sobre os documentos levaram à categorização de três estilos principais encontrados nos manuscritos produzidos sob encomenda das irmandades de Minas Gerais, na primeira metade do século 18.

Outra forma de concentrar a investigação foi a opção pela análise dos trabalhos do calígrafo tratado na tese como “o calígrafo/pintor de Vila Rica” – como a maioria dos trabalhos não era assinada, os pesquisadores recorrem a formas alternativas para identificar os profissionais. A escolha foi motivada, entre outros fatores, pelo fato de que um manuscrito desse calígrafo, datado de 1725, revela forte influência do tratado de caligrafia de Manoel de Figueiredo, publicado apenas três anos antes.

“Isso me intrigou, porque esse intervalo era curto, na época, para que um profissional tivesse acesso, em Minas Gerais, a uma obra editada em Portugal. Ainda pretendo descobrir como ele tomou conhecimento do tratado, se teria encomendado um exemplar em Lisboa, ou mesmo se, na verdade, o pintor de Vila Rica teria sido português, recém-chegado ao Brasil”, explica Márcia. Ela conta também que encontrou em Portugal um outro manuscrito do mesmo autor realizado no mesmo ano de 1725, o que foi especialmente valioso para suas pesquisas. “Quase chorei quando descobri o documento”, ela diz. Em trabalhos realizados nove anos depois, “foi possível perceber o aprimoramento técnico, embora ele ainda usasse os mesmos padrões na caligrafia e nas pinturas.”

‘Agentes iletrados da escrita’
A pesquisa de Marcia Almada proporcionou uma série de descobertas relacionadas ao processo de produção dos manuscritos. A análise dos textos revelou, por exemplo, as diferenças com relação à grafia das palavras. “Era uma época de normatização do idioma, que viria a se consolidar no final do século 18, com as políticas educativas de Marquês de Pombal, e várias formas de escrever ainda eram aceitas. O ensino, incluindo os materiais, não tinha uniformidade”, explica a pesquisadora.

Márcia comenta também que não era preciso saber ler e escrever para trabalhar como calígrafo, e os próprios manuais previam que bastava saber desenhar. “Esses profissionais eram os agentes iletrados da escrita, que denominei ‘desenhistas iletrados’. Os manuais recomendavam que se usassem moldes e se recorresse a uma pessoa letrada para conferir o resultado final”, diz Marcia Almada.

A partir de 1761, ela conta, os documentos das irmandades seguiam para Lisboa, para aprovação dos órgãos administrativos, como o Conselho Ultramarino, que se encarregava dos domínios coloniais. Trabalhos bem executados, com capitulares bem desenhadas e tinta de boa qualidade, mostravam capacidade operativa das irmandades. “O prestígio conferido por um documento adornado corresponde à forte valorização, pela sociedade setecentista, da visualidade, como comprovam as igrejas, os cortejos e os monumentos efêmeros”, destaca Marcia Almada. Com bolsas da Fapemig e da Capes, ela pesquisou em instituições portuguesas como a Biblioteca Nacional de Lisboa, a Torre do Tombo – que guardam documentos da biblioteca real –, o Arquivo Histórico Ultramarino e a Universidade de Coimbra. Na Espanha, visitou a Biblioteca Nacional e a Biblioteca da Residência de Estudiantes, que guarda o acervo do antigo museu pedagógico e conserva uma coleção consistente de manuais de caligrafia, impressos e manuscritos. No Brasil, explorou sobretudo estantes e armários do Arquivo Público Mineiro e dos arquivos eclesiásticos de Ouro Preto, Mariana e São João del-Rey.

Múltiplos suportes
Entre os aspectos que garantem o caráter inovador da tese de Marcia Almada, ela ressalta a exploração dos compromissos de irmandades, que haviam sido mais estudados por historiadores, privilegiando o aspecto textual, e a metodologia que lança mão de suportes múltiplos do conhecimento, como a história cultural, a história da arte, a paleografia e história material.

Ela considera que dispõe hoje de um inventário muito relevante do repertório estético dos calígrafos que trabalhavam no Brasil, especialmente em Minas Gerais. E que esse material pode servir de ponto de partida para uma série de outros estudos, da análise química dos pigmentos à trajetória da cultura visual daqueles profissionais. “Ainda há muito o que estudar”, diz Marcia Almada, que ainda não definiu o caminho das investigações do pós-doutorado que será financiado pelo Prêmio Capes de Tese.

Tese: Das artes da pena e do pincel: caligrafia e pintura em manuscritos no século XVIII
De Márcia Almada
Orientadora: Júnia Ferreira Furtado
Defesa em 15 de julho de 2011
Programa de Pós-graduação em História

(Itamar Rigueira Jr.)

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Assim que disponível em formato digital, divulgaremos aqui o link para a obra!

FMC cria Centro de Referência da Moda de Belo Horizonte

Publicado em 06/12/2012 09:40:19

241_foto Miguel Aun_MHAB_Vestua¦ürio_out2012A Prefeitura de Belo Horizonte, por meio da Fundação Municipal de Cultura (FMC), criou o Centro de Referência da Moda de Belo Horizonte, na esquina da Rua da Bahia com a Avenida Augusto de Lima. Segundo o presidente da FMC, Leônidas Oliveira, o objetivo do novo espaço é traduzir a cultura, o estilo e os costumes dos habitantes da capital mineira, em diferentes épocas.

O Centro de Referência da Moda reunirá um amplo e diversificado acervo, desde luxuosos vestidos de gala, fraques e finas lingeries, até extravagantes chapéus, trousses, luvas e outros acessórios, itens vindos da Coleção Vestuário do Museu Histórico Abílio Barreto (MHAB). “Com mais esta iniciativa, a Fundação Municipal de Cultura tem planos de mobilizar o mundo da moda em BH, promovendo debates, estudos, desfiles, exposições, seminários e cursos, muitos deles destinados à população de baixa renda, com o objetivo de formar mão-de-obra especializada para as confecções”, detalha Leônidas, sobre os benefícios que o novo espaço trará para a cidade.

A coordenação geral do Centro de Referência da Moda de BH ficará a cargo de Marília Salgado. Segundo ela, o espaço irá centralizar várias ações de apoio a estudantes universitários de moda, professores, estilistas, profissionais do comércio, indústria e comunidade em geral. “A moda hoje é pensada não como futilidade, mas como fenômeno sociocultural, capaz de nos dar informações preciosas sobre os costumes de uma época e de um povo, além de movimentar a economia de um país”, completa.

Localização privilegiada

O Centro de Referência da Moda de Belo Horizonte irá ocupar uma das mais belas edificações da cidade, localizado na esquina da Rua da Bahia com a Avenida Augusto de Lima. O prédio neogótico, em estilo manuelino, foi construído em 1914 e, em seus quase cem anos de existência, sediou importantes instituições histórico-culturais de Belo Horizonte, como o Conselho Deliberativo da Capital, a Biblioteca Municipal, a primeira rádio da cidade (PRC-7, Rádio Mineira), as aulas inaugurais da Escola de Arquitetura da UFMG, a Câmara Municipal, o Museu de Mineralogia Professor Djalma Guimarães, o Museu da Força Expedicionária Brasileira e, mais recentemente, o Centro de Cultura Belo Horizonte.

O edifício é tombado pelo Instituto Estadual do Patrimônio Histórico e Artístico de Minas Gerais (IEPHA- MG) e pelo Conselho Deliberativo do Patrimônio Cultural do Município de Belo Horizonte.

Exposição: A Fala das Roupas

Uma amostra do acervo do Centro de Referência da Moda de Belo Horizonte será apresentada ao público na exposição “A Fala das Roupas”. Entre as peças expostas, destacam-se um robe du jour (vestido do dia), de 1873, usado pela noiva para tomar o café da manhã com o marido no dia seguinte ao casamento; um vestido feito para a festa de comemoração da Revolução de 1930; um vestido confeccionado pelo conhecido estilista mineiro Marquito; lingeries de seda bordadas; caixa de trabalho de mascate, especialista no comércio de joias e bijuterias; belos vestidos de gala, chapéus, luvas, fraque e uniformes da Guarda Nacional.

Mais informações: CR[Moda] – (31) 3277-4384

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BH INAUGURA OFICIALMENTE SEU CENTRO DE REFERÊNCIA DA MODA

Publicado no DOM, Ano XVIII – Edição N.: 4199

Exposição de peças antigas e seminário marcam abertura do novo espaço, que pretende mobilizar o setor na capital mineira

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Belo Horizonte ganha oficialmente na segunda-feira, dia 26, seu Centro de O Centro de Referência da Moda reunirá um amplo e diversificado acervo, que inclui desde luxuosos vestidos de gala, fraques e finas lingeries até extravagantes chapéus, trousses, luvas e outros acessórios, itens vindos da Coleção Vestuário do Museu Histórico Abílio Barreto (MHAB). “A Fundação Municipal de Cultura tem planos de mobilizar o mundo da moda em BH, promovendo debates, estudos, desfiles, exposições, seminários e cursos, muitos deles destinados à população de baixa renda, com o objetivo de formar mão de obra especializada para as confecções”, disse Leô­nidas Oliveira, presidente da FMC, sobre os benefícios que o novo espaço trará para a cidade.Referência de Mo­da, espaço que pretende traduzir a cultura, o estilo e os costumes dos habitantes da capital mineira em diferentes épocas. O centro será inaugurado oficialmente pela Prefeitura de Belo Horizonte, por meio da Fundação Municipal de Cultura (FMC) e vai funcionar na esquina da rua da Bahia com a avenida Augusto de Lima, no Centro de Cultura de Belo Horizonte (rua da Bahia, 1.149, Centro). Nos primeiros dias, inclusive, o centro vai receber uma exposição e promoverá um seminário.A coordenação geral do Centro de Referência da Moda de BH ficará a cargo de Marília Salgado. Segundo ela, o espaço irá centralizar várias ações de apoio a estudantes universitários de mo­da, professores, estilis­tas, profissio­nais do comércio, indústria e comunidade em geral. “A moda hoje é pensada não como futilidade, mas como fenômeno so­cio­cul­tural, capaz de nos dar informações preciosas sobre os costumes de uma época e de um povo, além de mo­vi­mentar a economia de um país”, completa.

O Centro de Referência da Moda irá ocupar uma das mais belas edifica­ções da cidade. O prédio neogó­tico, em estilo manue­lino, foi construído em 1914 e, em seus quase cem anos de existência, sediou importantes instituições histórico-culturais da capital, como o Conselho Deli­be­rativo da Capital, a Biblioteca Municipal, a primeira rádio da cidade (PRC-7, Rádio Mineira), as aulas inaugurais da Escola de Arquitetura da UFMG, a Câmara Municipal, o Museu de Mineralogia Professor Djalma Guimarães, o Museu da Força Expedicio­nária Brasileira e, mais recentemente, o Centro de Cultura Belo Horizonte.

O edifício é tombado pelo Instituto Estadual do Patrimônio Histórico e Artístico de Minas Gerais (IEPHA- MG) e pelo Conselho Deliberativo do Patrimônio Cultural do Município de Belo Horizonte.

Exposição “A Fala das Roupas”

Uma amostra do acervo do Centro de Referência da Moda de Belo Horizonte será apresentada ao público na exposição “A Fala das Roupas”. Entre as peças expostas, destacam-se um robe du jour (vestido do dia), de 1873, usado pela noiva para tomar o café da manhã com o marido no dia seguinte ao casamento, um vestido feito para a festa de comemoração da Revolução de 1930, um vestido confeccionado pelo conhecido estilista mineiro Marquito, lingeries de seda bordadas, caixa de trabalho de mascate, especialista no comércio de joias e bijuterias, belos vestidos de gala, chapéus, luvas, fraque e uniformes da Guarda Nacional.

I Seminário do Centro de Referência da Moda

Entre terça e quinta, dias 27 e 29, o Centro de Referência da Moda de BH promove o seu primeiro seminário, com três dias dedicados aos temas: “Memória, Negócios da Moda e Criação e Desenvolvimento”. O evento acontece na sede do BDMG (rua da Bahia, 1.600) e contará com a participação de palestrantes renomados, como João Braga (historiador de moda), Maria Prata (diretora de redação da Harper’s Bazaar Brasil), Astrid Façanha (professora da Faculdade Santa Marcelina e gerente geral da Netshoes), Maria Tereza Leal (fundadora da Coopa-Roca), Vera Lima (criadora do acervo de moda do Museu Histórico Nacional), Mary Arantes (da Mary Design) e Tereza Santos (estilista mineira).

As inscrições para o seminário são gratuitas e podem ser feitas pessoalmente ou pelos telefones 3277-4384 e 3277-9248 no próprio Centro de Referência da Moda e também no MHAB (avenida Prudente de Morais, 202, Cidade Jardim). As inscrições também poderão ser feitas durante os três dias do evento, desde que o interessado chegue com a antecedência mínima de uma hora e meia no BDMG. Veja abaixo a programação do seminário, que será mediado por Carla Mendonça.

• Dia 27, das 14h às 19h, com o tema “Memória”

Vera Lima: O acervo de trajes do Museu Histórico Nacional

João Braga: Visão da História da Moda brasileira no período de 1897 a 1980

Soraya Coppola: Restauração e conservação de tecidos e trajes

• Dia 28, das 14h às 19h, com o tema “Negócios da Moda”

Terezinha Santos e Tereza Cristina Hohs: Negócios da moda

Omar Hamdam: Fashion City – o novo empreendimento da Moda

Maria Tereza Leal: Coopa-Roca, uma cooperativa vitoriosa

Astrid Façanha: O futuro das lojas físicas em vista do desenvolvimento das lojas virtuais

• Dia 29, das 9h às 12h50, com o tema “Criação e Desenvolvimento”

Mary Arantes: A Poesia da criação

Andrea Marques: Tendências não são imposições; como pensar a cartela de cores, as estampas e a silhueta de cada estação

Maria Prata : O papel do passado na moda do futuro

A Moda e as Humanidades

 Tarcísio D’Almeida

Publicado no Jornal OTEMPO, Caderno Pandora, em 27/03/2011.

homem_vitruviano com roupaÉ possível pensar sobre a moda? Sim, sem sombra de dúvidas. E o desenvolvimento do pensamento humanístico já nos conferiu alguns exemplos ilustrativos e bastante emblemáticos que atestam tal afirmação. No percurso evolutivo da humanidade, pensadores advindos de diversos campos das humanidades, tais como história, ciências sociais (sociologia, antropologia), psicologia e semiótica, dentre outras, têm empregado seus olhares, análises rigorosas e reflexões ao objeto de estudo “moda” e como esta tem realizado seu percurso de expansão nas sociedades durante séculos. A essa lista, podemos acrescentar ainda as contribuições de intelectuais da filosofia (sobretudo com as abordagens da estética), autores da literatura e artes, o que complementa um olhar multidisciplinar sobre o fenômeno que ultrapassa a simples compreensão via vestuário.

A moda não é uma ciência, assim como a filosofia também não o é. Mas, com ela e a partir dela, podemos compreender quem somos, como agimos, por que tomamos determinadas decisões e adotamos algumas posturas no nosso cotidiano. O pensamento humanístico sobre moda tem suas origens entre o fim do século XIX e se expande no XX. É daquele período que temos as contribuições de nomes como os escritores Charles Baudelaire, Oscar Wilde e Stéphane Mallarmé, que, com seus romances e crônicas, observaram modas e costumes via literatura.
Já no início do século XX, a moda ganhou seu primeiro estudo com o sociólogo e filósofo Georg Simmel, que publicou, em 1904, o ensaio “Philosophie der Mode”. Ele foi sucedido pelo etnólogo Alfred L. Kroeber; o psicólogo J. C. Flügel; o linguista Edward Sapir; o sociólogo Quentin Bell; o semioticista Algirdas Greimas; a filósofa Gilda de Melo e Souza; o semiólogo Roland Barthes; os também sociólogos Herbert Blumer, René König, Pierre Bourdieu, Gilberto Freyre; e, mais recentemente, o filósofo Gilles Lipovetsky.

Cada um desses “scholars” imprimiu observações surpreendentes sobre o por que de pensar a moda sob diversos pontos de vista.

A grande riqueza que herdamos desse legado é poder, atualmente, em início do século XXI, mesclar as conquistas e contribuições das abordagens e reflexões deles para esboçarmos tentativas de compreender a Moda e toda sua complexidade no discurso tecnológico de início do século XXI. O que poderá, quem sabe daqui a algum tempo, podermos dizer que a moda é, além de um campo de estudo, uma ciência em si. Mas, para que isso ocorra, é preciso lembrar que, sem o pensamento humanístico, a moda, provavelmente, não sobreviria como forma estética e como reflexo das ações do homem.

Tarcisio D´Almeida é professor e pesquisador do curso Design de Moda da Escola de Belas Artes, da Universidade Federal de Minas Gerais (EBA-UFMG). tarcisiodalmeida@eba.ufmg.br. Ele divide este espaço com Susanna Kalhs e Jack Bianchi.

Exposição FLUXUS | BLACK&WHITE

Oi Futuro Belo Horizonte | Galeria 1
De 21 de novembro a 16 de dezembro

Curadoria: Francesca Azzi e Roberto Moreira dos S. Cruz

Com esta exposição, o Fluxus Festival volta seu escopo para um momento da história no qual o filme e o video foram explorados em campos experimentais de linguagens nada convencionais a estes meios. Fluxus | Black&White traz uma seleção de trabalhos pioneiros da vídeo-arte, todos em preto&branco, que retoma temas que margeiam a questão política, ética e estética. Apresenta uma dicotomia explícita entre as cores e posturas: de um lado, mulheres que desafiam seu tempo expondo sua expressividade feminina; e de outro, os homens que reafirmam seus domínios no amplo e eclético espaço das artes dos anos 1960 e 70. A mostra inclui filmes de artistas como Dennis Oppenheim (EUA), Takahiko Iimura (Japão), Martha Rosler (EUA) e Joan Jonas (EUA),  que inseridos no contexto das artes visuais contemporâneas de sua época, começam a migrar para a body-art e a arte conceitual, a vídeo-arte usando câmeras de formatos alternativos como o super-8, 16 mm e o portapack. Para compreender o desenvolvimento do audiovisual como uma forma de arte.

Oi Futuro Belo Horizonte
De 21 de novembro a 16 de dezembro | Galeria 1
De terça a sábado, das 11h às 21h; domingo, das 11h às 19h
Entrada franca | Classificação etária: Livre

Mostra de Cinema Brasileiro em Madri

Começou ontem, dia 15 de novembro de 2012, a VI Novocine Mostra de Cinema Brasileiro em Madri.

A programação da sexta edição do evento presta homenagem ao escritor Jorge Amado e ao compositor Antônio Carlos Jobim.

O festival é organizado pela embaixada brasileira e a Fundação Cultural Hispano Brasileira, uma instituição sem fins lucrativos qu objetiva fomentar e desenvolver o conhecimento da realidade brasileira na Espanha.

Acesse o site oficial da Mostra: http://www.novocine.es/

NOVO – Boletim digital da área de Conservação e Restauração

n.1, nov. 2012

Edifícios & Vestígios

[Clique na imagem para o acesso ao boletim]

INTERVENÇÕES é um boletim digital, de aparecimento irregular, que tem como objetivo divulgar algumas intervenções desenvolvidas no Instituto Politécnico de Tomar (em Portugal) no âmbito dos cursos de licenciatura e de mestrado em Conservação e Restauro e no âmbito de outras atividades, nomeadamente de prestação de serviços.

Cada número é dedicado a uma intervenção.

Para maiores informações, acesse: http://www.cr.estt.ipt.pt/i/i.html