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Biblioteca Central recebe exposição de livros de artista

Amanhã, 30 de outubro, às 14h, será inaugurada a exposição O Mundo no Papel, na Biblioteca Central da UFMG, no campus Pampulha. A mostra reúne 135 livros de artista do acervo da Universidade e do acervo particular do professor e pesquisador da Escola de Belas Artes, Amir Brito Cadôr. As obras pertencentes a UFMG integram a única Coleção Especial de livros de artista no país a fazer parte de uma biblioteca universitária.

A visitação pode ser realizada até o dia 15 de dezembro, de segunda a sexta feira, das 9h às 17h. Duas vezes por semana, sempre as quintas e sextas-feiras, das 14h às 17h horas, o espaço da exposição irá se transformar em um gabinete de leitura e uma parte dos livros poderá ser manuseada pelos visitantes.

A exposição, além de ter a curadoria do professor da Amir Brito, também faz parte da defesa de sua tese de doutorado que acontecerá no dia 6 de novembro, terça-feira às 14h, na Biblioteca Central, no campus Pampulha. Com o título Enciclopedismo em Livros de Artista: um manual de construção da Enciclopédia Visual, a tese aborda temas como a coleção, a arte da memória, a leitura, a apropriação e o uso de imagens em livros de artista.

Os livros de artista podem ser considerados suportes para a realização de trabalhos artísticos e veículos para a expressão de experiências de espaço, tempo e movimento, entre outros.

Alguns livros de artista foram doados por seus autores especificamente para esta exposição e serão incorporados ao acervo da UFMG ao término da mostra. Contribuíram com doações os artistas Alec Finlay, Colin Sackett, Mark Pawson (Inglaterra), Claudia Jaguaribe, Edith Derdyk, Fábio Morais, Marilá Dardot, Michel Zózimo, Wlademir Dias-Pino (Brasil), Eric Doeringer, Scott McCarney (Estados Unidos), Hubert Renard (França), Hans Aarsman (Holanda), Jesper Fabricius (Dinamarca), Kristan Horton e Klaus Scherübel (Canadá).

Exposição O Mundo no Papel
Abertura da exposição: 30/10/2012, terça-feira às 14 horas, Biblioteca Central, campus Pampulha.
Defesa da tese: 06/11/2012, terça-feira às 14 horas, Biblioteca Central, campus Pampulha.
Período de exposição: de 30/10 a 15/12/2012
Horário de visitação: 9h às 17 horas
Gabinete de leitura: 14h às 17 horas, quintas e sextas-feiras
Informações: colesp@bu.ufmg.br ou pelo telefone: 3409-4615
Site: http://colecaolivrodeartista.wordpress.com/

Livros de arte e correlatos no SciELO Books

A SciELO – Scientific Electronic Library Online (Biblioteca Científica Eletrônica em Linha) é um modelo para a publicação eletrônica cooperativa de periódicos científicos na Internet. Especialmente desenvolvido para responder às necessidades da comunicação científica nos países em desenvolvimento e particularmente na América Latina e Caribe, o modelo proporciona uma solução eficiente para assegurar a visibilidade e o acesso universal a sua literatura científica, contribuindo para a superação do fenômeno conhecido como ‘ciência perdida’. O Modelo SciELO contém ainda procedimentos integrados para medir o uso e o impacto dos periódicos científicos.

A SciElo, além de periódicos científicos, disponibiza livros através da Rede SciELO Livros.

A Rede SciELO Livros visa a publicação online de coleções nacionais e temáticas de livros acadêmicos com o objetivo de maximizar a visibilidade, acessibilidade, uso e impacto das pesquisas, ensaios e estudos que publicam. Os livros publicados pelo SciELO Livros são selecionados segundo controles de qualidade aplicados por um comitê científico e os textos em formato digital são preparados segundo padrões internacionais que permitem o controle de acesso e de citações e são legíveis nos leitores de ebooks, tablets, smartphones e telas de computador. Além do Portal SciELO Livros as obras serão acessíveis por meio dos buscadores da Web e serão publicados também por portais e serviços de referência internacional.

Esta redeA Rede SciELO Livros interopera e compartilha objetivos, recursos, metodologias e tecnologias com a Rede SciELO de periódicos científicos de modo a contribuir com o desenvolvimento da comunicação científica em ambos meios de publicação.

No site, é possível acessar a lista completa ordenada pelo título ou pelo autor. Ainda conta com motores de busca.

Segue abaixo livros encontrados na SciELO Livros pertinentes à Escola de Belas Artes da UFMG.

Dança na cultura digital / Ivani Santana

EDUFBA, 2006

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Resumo

É impossível pensar o ser humano contemporâneo se não imerso em um ambiente naturalmente híbrido: biológico e tecnológico em constante interação. É esse o convite que o trabalho de Ivani nos faz, observar o corpo dançando ao sabor da tecnologia, numa metáfora para essa relação. O título é um dos primeiros livros sobre o tema lançado pela Editora.

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Cultura negra em tempos pós-modernos / Marco Aurélio Luz. 3. ed.

EDUFBA, 2008

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Resumo
Reúne artigos e ensaios abordando o significado dos processos culturais das tradições africanas nas Américas, na atualidade.

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Design e ergonomia: aspectos tecnológicos / Organizadores Luis Carlos Paschoarelli e Marizilda dos Santos Menezes.

Editora UNESP, 2009

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Resumo

Nesta coletânea são apresentadas diferentes questões, métodos de abordagem e demandas para a aplicação da Ergonomia no Design. A evolução tecnológica observada nas últimas décadas proporcionou inúmeros benefícios para o aumento na qualidade de vida das pessoas, mas também resultou em vários problemas de interface tecnológica, os quais geram constrangimentos, acidentes, e frustração aos consumidores. Tais questões são analisadas no livro, no qual se destacam temas de grande atualidade, como por exemplo: o uso de equipamentos médico-hospitalares por indivíduos obesos e de cadeiras de rodas por indivíduos idosos; as avaliações ergonômicas de espaços e equipamentos escolares; as dificuldades de leitura em rótulos e bulas de embalagens; o uso de colete de proteção nas atividades policiais, de calçados femininos com salto alto ou da poltrona do motorista de ônibus urbano, entre outros. Os artigos relatam pesquisas desenvolvidas no Programa de Pós-graduação em Design da UNESP, Campus Bauru, e ressaltam a importância da aplicação da ergonomia no design de produtos e sistemas, com a finalidade de se desenvolver tecnologias para melhorar a qualidade de vida humana.

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Design e planejamento: aspectos tecnológicos / Organizadores Luis Carlos Paschoarelli e Marizilda dos Santos Menezes.
Editora UNESP, 2009

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Os trabalhos apresentados neste livro resultam da linha de pesquisa O Planejamento de Produto, vinculada ao Programa de Pós-graduação em Design (PPGDesign) da Faculdade de Arquitetura, Artes e Comunicação da UNESP. Demonstram as muitas possibilidades dessa área, partindo dos novos conceitos de Design, muitas vezes chamado de Design Cultural, Design Étnico ou Design Vernacular. Tais designações se referem à produção cultural humana, independente da forma de produção (industrial ou manual) ou do estagio de avanço tecnológico em que se encontra o grupo étnico que o produz. Destacam-se na obra trabalhos sobre o Design Étnico, a Gestão de Design, a pratica profissional, as metodologias dos projetos, o Design de Moda, o Design de Superfície, e ainda as tecnologias computacionais e a arquitetura no design. Olhares diversos como esses permitem vislumbrar novos cenários e sujeitos, com a introdução de tecnologias inovadoras, novos materiais e processos, fatores que devem ser considerados e discutidos quando se ensina, pesquisa e projeta.

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Design, empresa, sociedade / Paula da Cruz Landim.

Editora UNESP, 2010

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O objetivo desta pesquisa foi verificar até que ponto a formação acadêmica ministrada nos cursos de design responde aos anseios da sociedade e do setor produtivo e o de coletar subsídios para a discussão da situação do ensino de design no Brasil e elaboração de estratégias que permitam sua melhoria de maneira a ter profissionais adequados ao desenvolvimento de produtos que, embora com a marca da nossa realidade e cultura, sejam também universais.

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O fazer-dizer do corpo: dança e performatividade / Jussara Sobreira Setenta.

EDUFBA, 2008

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Importante contribuição para a construção do entendimento da dança como área do conhecimento. Resultado de estudos e pesquisas de alguém que vem, de muito, instigada com a busca de uma compreensão da realidade a partir de formas contemporâneas de percepção e visão de mundo onde a arte, e portanto, a dança, emerge como um sistema de alta complexidade.

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Francisco Brennand: aspectos da construção de uma obra em escultura cerâmica / Camila da Costa Lima

Editora UNESP, 2009

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O tema deste livro é a obra do consagrado artista pernambucano Francisco Brennand, com enfoque em sua escultura cerâmica – seu processo de concepção e realização, bem como a relação da escultura com as demais linguagens e técnicas trabalhadas pelo artista. Além de investigar vários aspectos biográficos relevantes para o entendimento da produção de Brennand, a autora estuda as diversas técnicas empregadas por ele empregadas no desenho, na pintura, nos murais e na escultura cerâmica, trazendo à tona características que permeiam toda a sua obra e constituem um “estilo brennandiano”.

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Laurindo Almeida: dos trilhos de Miracatu às trilhas em Hollywood / Alexandre Francischini.

Editora UNESP, 2009

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Dos trilhos às trilhas é mesmo a história deste livro que descortina a vida e obra do compositor, arranjador e violonista Laurindo Almeida. A narrativa acompanha a trajetória do músico, desde o seu nascimento e infância, ao lado da via férrea, na pequena Miracatu, no litoral paulista, passando pelo Rio de Janeiro das décadas de 30 e 40, no auge da “Era do Rádio”, até sua emigração para os EUA, onde se tornou um dos músicos brasileiros de maior renome, tendo recebido, dentre inúmeros outros prêmios, o Oscar do cinema americano. O autor investiga ainda os motivos que teriam levado Laurindo Almeida – um dos violonistas mais influentes do século XX, segundo algumas enciclopédias da música-, a ocupar um lugar secundário na historiografia da música brasileira. O livro também inclui o levantamento e a catalogação de sua discografia.

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Mulheres recipientes: recortes poéticos do universo feminino nas artes visuais / Flávia Leme de Almeida.

Editora UNESP, 2010
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Mais um lançamento da Coleção Propg Digital, por meio do selo Cultura Acadêmica, Mulheres recipientes se configura como uma obra de grande sensibilidade ao realizar a interseção entre a arte e os sentimentos femininos. Resultado da dissertação de mestrado de Flavia Leme de Almeida, é necessário destacar que este livro não se restringe às generalidades de “estudos de gênero”. A proposta aqui extrapola este conceito. A autora faz uma análise múltipla: como a mulher enxerga a vida e como ela se expressa? Como o feminino aparece na arte? A partir destas questões fundamentais ela vai até os povos ancestrais, desvelar as primeiras esculturas votivas de evocação à fertilidade. Em seguida, faz um estudo de artistas mulheres contemporâneas, evidenciando como cada uma exprime suas angústias e experiências através de suas obras, destacando Frida Khalo, Louise Bourgeois, Celeida Tostes, entre outras. Por fim, Flavia Leme faz uma autoavaliação do próprio trabalho como artista, exprimindo seu processo de criação. Mulheres recipientes realiza um estudo corajoso, que não hesita em revelar para o leitor as aflições, pensamentos e projeções do feminino. Ao analisar a arte, este livro toca no íntimo de muitas mulheres e descobre experiências que não poderiam ser conhecidas de outra forma.

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Mulheres em foco: construções cinematográficas brasileiras da participação política feminina / Danielle Tega.

Editora UNESP, 2010

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O cinema como objeto de estudo para verificar o modo pelo qual a resistência política à ditadura militar foi representada no período a ela posterior, dando destaque à participação feminina. A análise fílmica possibilitaria observar quais elementos estariam presentes em cena para retratar tal questão, e os estudos de gênero permitiria debater de que forma as relações sociais entre os sexos eram abordadas nos filmes selecionados. Trata-se, portanto, de compreender não apenas como a resistência à ditadura é representada, mas, sobretudo, como esse passado é reconstruído nas diversas formas em que pode ser materializado pela perspectiva feminista, considerando que esta trabalha com elementos fundamentais na luta em torno da memória e pelo reconhecimento de histórias esquecidas. Nesse sentido, procuro privilegiar os pontos onde se cruzam os estudos da memória e o pensamento feminista, visto que este atinge profundamente as necessidades de um resgate histórico ao denunciar o esquecimento de reivindicações, lutas e ações das mulheres.

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O poder da cultura e a cultura no poder: a disputa simbólica da herança cultural negra no Brasil / Jocélio Teles dos Santos.

EDUFBA, 2005

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O livro discute as políticas públicas na área de cultura, no período dos anos 60 aos anos 90, demonstrando como os símbolos afro-brasileiros foram sendo ressignificados, a partir do estabelecimento de novas demandas, seja pela política institucional ou pelos movimentos negros. Trata-se de um estudo pioneiro, principalmente quando analisadas a dinâmica da sociedade brasileira e as mudanças na adoção da simbologia de origem africana por distintos atores sociais.

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Paisagens sígnicas: uma reflexão sobre as artes visuais contemporâneas / Maria Celeste de Almeida Wanner.

EDUFBA, 2010

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Resumo
Arte, inovação, educação, ciência, medicina, comunicação, literatura, são alguns dos ingredientes que irão compor esse evento, tornando-o uma grande oportunidade de intercâmbio entre as diversas áreas. Isso sem falar no local da ocasião, o Museu de Arte da Bahia, importante patrimônio cultural do nosso p

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Tecnologia da conservação e da restauração – materiais e estruturas: um roteiro de estudos / Mário Mendonça de Oliveira. 4. ed. rev. e ampl.

EDUFBA, 2011

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Resumo

Conservar a memória da produção arquitetônica humana é o tema deste livro, que apresenta, através de minucioso trabalho, uma simplificação de conteúdos de autores renomados, procurando facilitar a árdua tarefa do aprendizado científico, combinada com observações do dia-a-dia no laboratório e de canteiros de restauro brasileiros, nos quais os pontos destacados coincidem com os temas afrontados na prática do exercício profissional.

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Pensando moda: novo livro reúne entrevistas com intelectuais

Ariane Polvani

As livrarias ganharam um novo título para discutir moda e cultura. Assinado pelo professor Tarcisio D’Almeida, Moda em Diálogos: Entrevistas com Pensadores é composto por sete longas entrevistas com pensadores do meio – entre eles a historiadora americana e curadora do museu FIT (Fashion Institute of Technology), Valerie Steele, o filósofo francês e autor do clássico O império do efêmero, Gilles Lipovetsky e o embaixador da marca de joias H. Stern, Christian Hallot, único brasileiro da seleção. Completam a lista: os antropólogos Massimo Canevacci e Ted Polhemus, a socióloga Diana Crane, e o presidente da Federação Francesa da Costura, do Prêt-à-porter, dos Costureiros e dos Criadores de Moda, Didier Grumbach.

D’Almeida conta que escolheu os entrevistados a dedo. “São todos profissionais que admiro há muito tempo e que seguem praticamente a mesma linha de pensamento que eu”. Mesmo assim, o professor não nega que tenha suas preferências entre os intelectuais. “Sou fã do papo com Valerie, uma mulher que sabe mesclar psicologia com moda muito bem e tem referências ótimas. E com Lipovetsky, que tem uma maneira muito objetiva de pensar e conta com bagagem histórica enorme, mas consegue pensar moda no cenário contemporâneo como poucos”, diz.

Professor da Universidade Federal de Minas Gerais, ele diz ainda que a parte mais trabalhosa – e também a mais importante – ao reunir um material como esse está na hora de fazer as entrevistas. “É preciso se inteirar no assunto, ler o máximo possível sobre ele e sobre a fonte, para que os assuntos rendam. Se o entrevistado for um intelectual, então, a responsabilidade é dobrada”. Ele ainda dá sua recomendação para quem quer ser jornalista ou crítico de moda. “Costumo dizer que moda pela moda é empobrecida, ela precisa ser entendida como patrimônio cultural, que agrega assuntos como arte, música, teatro e cinema. Portanto, entender sua história e seu percurso é essencial, mas também ampliar as conexões, fazer links com os mais diversos temas”.

Publicado pela Memória Visual, Moda em Diálogos é o primeiro livro do autor, que já pensa em novos projetos. “Quero escrever o segundo volume do Moda em Diálogos e um outro em que as fontes serão os criadores. Vou mesclar estilistas, diretores de criação, maquiadores, fotógrafos e stylists, sempre brasileiros e estrangeiros, porque é assim que vejo a moda: sem fronteiras”, define.

Moda em Diálogos: Entrevistas com Pensadores
Tarcísio D’Almeida
Editora Memória Visual
140 páginas, R$ 30
www.memoriavisual.com.br

Publicado em 19.09.2012 na seção Boa Vida no site Chic. Disponível em : http://chic.ig.com.br/boa-vida/noticia/pensando-moda-novo-livro-reune-entrevistas-com-intelectuais

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Veja também a matéria veiculada em jornais mineiros nos dias 06 e 07 de outubro divulgado no Clipping UFMG

Veículo: Estado de Minas – Belo Horizonte – MG – Caderno: Pensar
Página: 5
Publicada: Sábado, 06 de outubro de 2012

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Veículo: Estado de Minas – Belo Horizonte – MG – Caderno: Feminino
Página: 10
Publicada: Domingo, 07 de outubro de 2012

FETO 2012

Acontece do dia 11/10 ao dia 21/10 o Festival Estudantil de Teatro – FETO.

Veja programação completa :


Ingressos e Locais :
Os ingressos para os espetáculos em espaços fechados serão vendidos por R$6,00 (inteira) e R$3,00 (meia – entrada) nas bilheterias dos espaços. Participantes do FETO têm entrada franca. As bilheterias dos espaços abrirão uma hora antes dos espetáculos.

Os espetáculos realizados na Funarte MG, as oficinas, CaFETOs e análises são gratuitas.

:: Locais de realização:

Funarte MG | Rua Januária, 68 – Floresta
CTP | Centro Técnico de Produção – R. do Cartório, 120 – Sabará
Espaço Aberto Pierrot Lunar | Rua Ipiranga, 137 – Floresta
Galpão Cine Horto | Rua Pitangui, 3876 – Horto
Palácio das Artes | Av. Afonso Pena, 1537 – Centro
Praça Floriano Peixoto | Av. do Contorno com Av. Brasil – Santa Efigênia
Teatro Marília | Av. Professor Alfredo Balena, 586 – Centro
Teatro Oi Futuro Klauss Vianna | Av. Afonso Pena, 4001 – Mangabeiras
Teatro Universitário da UFMG | Avenida Antônio Carlos, 6627 – atrás da Escola de Belas Artes da UFMG
UFMG – Teatro | Avenida Antônio Carlos, 6627 – atrás da Escola de Belas Artes da UFMG
Zap 18 – Zona de Arte da Periferia | R. João Donada, 18 – Serrano

Maiores informações no site :

http://fetobh.art.br/2012/

Semana de curtas internacionais no Humberto Mauro

DANIEL TOLEDO

 De ontem, 08/11, a sexta-feira, o Cine Humberto Mauro recebe a programação do Mumia, mostra de cinema de animação que teve início na semana passada. Finalizada a mostra de curtas nacionais, realizada até ontem, é chegada a hora do público belo-horizontino conhecer o amplo conjunto de produções estrangeiras inscritas no evento, que tem como um de seus principais diferenciais a ausência de curadoria.

Dentro desse grupo, conta o organizador Sávio Leite, estão obras marcadas pela experimentação de linguagens e realizadas a partir de várias técnicas, muitas vezes capazes de surpreender o espectador mais acostumado a assistir este ou aquele tipo de animação.

“Para falar a verdade, é bem difícil diferenciar um curta de animação dos que são feitos em outras linguagens. Temos, hoje em dia, inúmeros exemplos de trabalhos que chamam atenção justamente pelo hibridismo de linguagens, inaugurado por filmes como ‘American Pop’, de Ralph Bakshi, ‘Valsa com Bashir’ ou até mesmo o hollywoodiano ‘Waking Life’”, exemplifica o coordenador, em referência a alguns longa-metragens que marcaram época justamente pela experimentação de linguagens.

Com sessões geralmente realizadas entre as 17h e as 21h, o festival exibe dezenas de filmes de hoje a quinta-feira, trazendo representantes de mais de 30 países. Apontado por Leite como um dos destaques do evento, o curta francês “Tempestade no Quarto” será exibido hoje, no programa das 17h.

Na sexta-feira, Dia das Crianças, o Cine Humberto Mauro recebe dois programas especialmente elaborados para os público infantil, com exibição de curtas às 17h e às 18h30, e juvenil, às 20h e 21h.

Agenda

O quê. Mumia – Mostra Udigrudi Internacional de Animação (mostra internacional)
Quando. De hoje a sexta-feira
Onde. Cine Humberto Mauro, no Palácio das Artes (av. Afonso Pena, 1.537, centro)
Quanto. Entrada gratuita

Arte do anticotidiano

Pesquisa desenvolvida na Belas-Artes usa tecnologia para produção compartilhada que interfere no espaço urbano

Itamar Rigueira Jr.

 

A atriz Érica Rabelo em cena do vídeo sobre Lugares invisíveis: cidade como jogo

A atriz Érica Rabelo em cena do vídeo sobre Lugares invisíveis: cidade como jogo

As exposições que reúnem projetos aliando arte e tecnologia se multiplicam, e com elas experiências fascinantes. Mas há quem se decepcione com boa parte do que encontra – e não são apenas os puristas, defensores das formas artísticas tradicionais. O designer de interação Koji Pereira, que acaba de concluir seu mestrado no Programa de Pós-graduação em Artes na Escola de Belas-Artes, considera que essa união se desenvolve quase sempre muito rapidamente, e cede ao fascínio fácil exercido por tudo que é novo. “Em muitos casos o que se faz é simplesmente explorar as possibilidades da tecnologia, sem provocar a participação do público”, critica Koji.

Em sua pesquisa, que gerou duas experiências artísticas, ele parte de estudos em torno da intervenção urbana e da cultura hacker. A proposta de arte que intervém na cidade critica a faceta mecanizada da vida cotidiana e uma visão funcionalista do espaço urbano, na linha conceitual de Henri Lefebvre e de Guy Debord e sua teoria das derivas (procedimentos que estudam as ações do ambiente na emoção e na psique das pessoas).

O trabalho Lugares invisíveis convida as pessoas a utilizar um aplicativo para celular e a gravar mensagem em áudio associada a determinado local. O objetivo, segundo Koji Pereira, é que os usuários “experimentem a cidade como um jogo, traçando percursos que oferecem histórias, memórias, comentários a respeito de prédios, árvores, monumentos”. Ele defende que o artista use a tecnologia para criar um processo compartilhado, atuando como um agenciador, permitindo que outras pessoas coproduzam a obra e confiram significado a ela.

Para a obra Lugares invisíveis (www.lugaresinvisiveis.com), Koji elaborou os mecanismos de interação e contou com participação do desenvolvedor Cláudio Fernando Pinto, que trabalha na produção de aplicativos. A primeira versão foi feita para o sistema Android, e agora a dupla adapta o aplicativo para Iphone.

O pesquisador considera os resultados mais que satisfatórios. “Divulgamos o trabalho com anúncios no Google, no Facebook e em peças para celular, e já foram feitas diversas gravações, principalmente na Europa e no Oriente Médio, além do Brasil”, conta Koji Pereira, ressaltando que as participações são anônimas, o que elimina questões relacionadas à privacidade.

Código aberto

O projeto para celular tem código-fonte aberto, ou seja, qualquer pessoa ou instituição pode copiar ou recriar o sistema, seja qual for o objetivo. A única condição é que sejam mantidos os códigos disponíveis para novas recriações. “Ainda há muito que aprender sobre arte e tecnologia, por isso é importante saber lidar com a ideia de compartilhamento”, afirma Koji Pereira.

No outro trabalho que compõe a dissertação, Vídeo interface 1, Koji criou uma caixa de eucatex com um netbook e uma webcam. O usuário introduz, por exemplo, um objeto ou a própria mão e produz movimento, e o software grava arquivo de vídeo que imediatamente passa a ser transmitido em looping (a tela de netbook fica visível).

O vídeo é substituído assim que outra sequência de imagens é gravada. O protótipo, já exibido na mostra Interarte, no Rio de Janeiro, foi produzido quando o pesquisador frequentou a disciplina Arquitetura como Interface, com apoio da equipe do Lagear, laboratório da Escola de Arquitetura que estuda as relações desse campo com as novas mídias.

Na visão do professor da Escola de Belas-Artes Carlos Henrique Falci, orientador da dissertação, a pesquisa tem o mérito de propor, para o celular e para os sistemas de geolocalização, aplicação menos funcional e mais poética, fazendo também com que as pessoas usem a tecnologia como motivação para sair de casa e conhecer a cidade. Além disso, acredita ele, esse gênero de trabalho tem potencial para ampliar as relações da Escola de Belas-Artes com outras áreas, como a Arquitetura e a História. “Isso mostra que a arte não está apenas nos lugares autorizados, como museus e galerias, e que interfere na paisagem urbana e na vida social”, salienta.

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Dissertação: Relações entre a cultura hacker e a intervenção urbana
Autor: Koji Pereira
Orientador: Carlos Henrique Falci
Programa: Pós-graduação em Artes
Defesa: 3 de agosto

Museu do Prado coloca toda a obra de Goya na internet

Instituição colocou na rede imagens em alta qualidade e informações sobre mais de mil obras e 122 cartas manuscritas
17 de setembro de 2012 | 16h 05

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O Museu do Prado colocou na internet à disposição do público nesta segunda-feira, 17, todo o catálogo da obra do famoso pintor Francisco de Goya, dentro de uma seção exclusiva do site da pinacoteca de Madri (http://www.museodelprado.es/goya-en-el-prado).

Em um comunicado, o museu e seu patrocinador, a Telefónica, assinalaram que colocaram na rede imagens de alta qualidade e informações sobre as “mais de mil obras e sobre as 122 cartas manuscritas guardadas no Prado”.

O Prado abriga a maior coleção de pinturas de Goya do mundo, abrangendo mais da metade de toda a obra conhecida do autor de La Maja Desnuda.

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Sugestão de leitura disponível na biblioteca da Escola de Belas Artes

GOYA, Francisco; GOYA, Francisco. Tout l’oeuvre peint de Goya. Paris: Flammarion, c1976. 144p. (Les Classiques de l’Art)

CHABRUN, Jean-François; GOYA, Francisco. Goya. London: Thames and Hudson, c1965. 289p. (The World of Art Library)

DELACROIX, Constable, Goya. 2. ed. São Paulo: Nova cultural, 1991. 76 p. (Os grandes artistas. Romantismo e impressionismo.)

DIETERICH, Anton; GOYA, Francisco. Goya : dibujos. Barcelona: Gustavo Gili, 1980. 229p. (Coleccion Comunicacion Visual. Serie Grafica)

FORMAGGIO, Dino; GOYA, Francisco. Goya. Paris: Larousse, 1960. 1v. (Les Plus Grands Peintres)

GOMEZ DE LA SERNA, Ramon. Don Francisco de Goya y Lucientes. Buenos Aires, Editorial Poseidón, s.r.l. [1942] 95 p. (Biblioteca argentina de arte [1])

GOYA, Francisco. Francisco Goya (1746-1828).. São Paulo: Abril Cultural, 1977 32p. (Mestres da Pintura)

GOYA, Francisco; FOLHA DE S. PAULO (JORNAL). Goya. Barueri, SP: Editorial Sol 90, 2007. 96 p. (Coleção Folha grandes mestres da pintura ; 5)

GOYA, Francisco; GOYA, Francisco. Tout l’oeuvre peint de Goya. Paris: Flammarion, c1976. 144p. (Les Classiques de l’Art)

GOYA, Francisco; LACASA, Pablo Rico. Goya: [gravuras]. Bahia: MAM, [19–?] [32] p.

GOYA, Francisco; OLIVEIRA, Leônidas José de; CARVALHO, Tereza Bruzzi de. Os caprichos de Goya. [Belo Horizonte: PBH; Instituto Cervantes, 2011]. 42 folhetos

GOYA, Francisco; SALAS, Javier de. Los proverbios de Goya. Barcelona: Editorial G. Gili, [1967] viii p., 22p. de lams. : il.

HUGHES, Robert; MAGALHÃES, Tuca. Goya. São Paulo: Companhia das Letras, 2007. 497 p.

LAFUENTE FERRARI, Enrique.; GOYA, Francisco. Goya, drawings. [S.l.]: Silex, c1980. 262 p.

LEWES, Henry; MULLINS, Edwin; ANGEL, Robert. El Greco to Goya. Northbrook, Ill.: The Roland Collections of Films and Video on Art, c1974 1 video-cassete (28 min.) : son., color. (The National Gallery. A private view; n. 9)

LORENTE, Jesus-Pedro. Melhor da arte neoclassica y Goya. Lisboa: G & Z Edições, 1998 47 p. (O mehor da; n.23)

OSTROWER, Fayga. Goya : artista revolucionario e humanista. São Paulo: Imaginario, 1997. 79 p. (Biblioteca do imaginario)

PEREZ SANCHES, Alfonso E.; GALLEGO, Julian FUNDACION JUAN MARCH. Goya: the complete etchings and lithographs. Munich; New York, USA: Prestel, c1995. 263 p.

SERULLAZ, Maurice; GOYA, Francisco. Goya : retratos. Barcelona: Gustavo Gili, [19-]. 1v. (Coleccion Minia; 21)

VALLENTIN, Antonina; GOYA, Francisco. Goya. Lisboa: [19-]. 332p. (Colecção Vida e Cultura)

WIGHT, Frederick S; GOYA, Francisco. Goya : (1746-1828). Barcelona: Timun mas, 1961 1v.

WIGHT, Frederick S; GOYA, Francisco. Goya : (1746-1828). Paris: Flamarion, c1955. 1v. (Le Grand Art en Livre de Poche)

Ambientes urbanos inspiram nova exposição no Espaço TIM UFMG do Conhecimento

Exposição Filhos de Quem III ficará em cartaz até 8 de outubro com entrada gratuita

Leituras do espaço urbano e suas interações sociais compõem a exposição Filhos de Quem III, que será inaugurada nesta quarta-feira (19), às 19h, no Espaço TIM UFMG do Conhecimento, no Circuito Cultural Praça da Liberdade. Em sua terceira edição, a mostra é formada por quatro propostas idealizadas em sala de aula por estudantes de diferentes disciplinas dos cursos de Design da Escola de Arquitetura da UFMG.

Segundo a coordenadora do Núcleo de Expografia do espaço, Verona Segantini, o tema urbano é o eixo que articula essas vertentes. “As obras fazem referência ao modo como as pessoas vivem na cidade e suas articulações com o mundo contemporâneo. Expressa a relação com tempo e espaço, ou seja, como nossa sensibilidade é construída nesse ambiente”, explica. As peças foram construídas com materiais próprios da cidade, explorando também os conceitos de efêmero e descartável.

A seção Senta que lá vem história é o resultado de uma disciplina que trabalhou com o verbo “sentar”. Modelos clássicos de cadeiras e bancos de praças públicas foram reproduzidos com madeira, papelão, metal e fibras. “Os trabalhos trazem tanto o espaço arquitetônico quanto o espaço público de convivência. A ideia era que os alunos fizessem peças que se aproximassem ao máximo de produtos originais construídos no princípio e meados do século XX”, conta a professora Márcia Luiza França, idealizadora do projeto Filhos de Quem.

Esculturas de papelão retratam, em diversos aspectos, o processo evolutivo dos seres humanos. “Os alunos pesquisaram formas e situações relacionadas com a história da existência do homem e suas conquistas tecnológicas, de modo a escolherem entre as descobertas algo que pudesse se tornar sensível enquanto objeto escultórico”, relata o professor do Departamento de Tecnologia da Arquitetura e do Urbanismo, Fernando José da Silva.

Para esse conjunto, chamado Papelo, papeleira, papeluda, despapelada, os autores buscaram referências em filmes, elementos históricos, quadrinhos, instrumentos musicais e até em jogos. Alice no País das Maravilhas, por exemplo, foi escolhido como um dos temas porque remete à criatividade do imaginário infantil. Já a Torre Eiffel faz referência à Exposição Universal francesa, de 1889.

A escadaria do Espaço TIM UFMG também é suporte para a mostra e será transformada em uma ladeira de azulejos. “A instalação Lá vem o design subindo a ladeira chama atenção para o design de superfície, que trabalha o aspecto comunicativo da superfície”, conta Márcia. “Nessa vertente, os visitantes vão poder interagir com as peças, brincando com as cores e formatos e montando novas composições”, completa.

A exposição se completa com a seção Deu Lag!. Considerando a forte presença de jogos no mundo contemporâneo, a disciplina Introdução ao Design teve como proposta a produção de jogos feitos em papelão. A interação permite que o público experimente melhor o que é o Design, conhecendo sua história.

Filhos de Quem III ocupará o segundo e o quinto andar do Espaço TIM UFMG do Conhecimento e ficará exposta, do dia 19 de setembro a 8 de outubro, com entrada gratuita. O museu funciona de terça-feira a domingo, das 10h às 17h. Às quintas-feiras, o horário se estende até 21h.

Para mais informações, acesse o site espacodoconhecimento.org.br.

Moda em tela grande

Publicado no Jornal OTEMPO em 09/09/2012

MARIANA LAGE

Moda e cinema são duas áreas que andam de braços dados, desde, pelo menos, a invenção das imagens em movimento. Se as relações entre tais universos permaneceram durante o século XX, entre a serventia e a inspiração, como explica o professor Júlio Pessoa, nos últimos anos, elas se unem a favor de um olhar estético mais autoral. Trata-se dos fashion films, curtas-metragens que se inspiram na moda para desenvolver suas criações. Uma relação tão frutífera que tem alimentado o surgimento de festivais específicos de cinema e moda ao redor do mundo. Além, claro, de avant-première exclusivíssima, como é típico de ambos os universos.

Fashion films são as novas vedetes do momento entre criadores de ambos os universos criativos: moda e cinema

Na primeira seman de setembro, por exemplo, a Miu Miu apresentou, durante o Festival de Veneza, o quarto curta da série “Women’s Tales”. Produzidos em parceria com cineastas como Lucrecia Martel, Zoe Cassevetes, Giada Colagrande e Massy Tadjedin, eles contam com elenco exclusivo de mulheres e exploram o amor pela grife jovem de Miuccia Prada. Até então inédito, o quarto dos minifilmes fashion, o “It’s Getting Late”, pode ser visto no YouTube.

A novidade maior de tudo isso é que Belo Horizonte mergulha na onda mundial de produções cinematográficas com pegada high fashion e exibe, a partir de quarta-feira, dia 12, até o dia 30 deste mês, a mostra “Moda em Movimento”, composta por seis fashion films, produzidos por realizadores da capital mineira.

Idealizada pelo produtor Camilo Belchior, pelo coordenador dos cursos de cinema e de moda da UNA, Júlio Pessoa, pelo designer Gustavo Greco e pela editora deste caderno, a mostra acontecerá em cabines interativas distribuídas pelos corredores do BH Shopping e integrará o lançamento de coleção do mall. Em cena, curtas de Erik Ricco e Julia Lego, Márcio Rodrigues, Paulo Raic, Weber Pádua e dos coletivos Binóculo e Chágelado.

Para Camilo, trata-se, sem dúvida, de um movimento precursor. “É uma percepção comum a todos nós que a moda está evoluindo, está deixando de estar no trabalho tradicional do catálogo e migrando para um suporte de imagens e movimento”, aposta.

Júlio Pessoa ressalta a característica principal desse tipo de produção. “Apesar de fazer parte das estratégias de comunicação de uma marca, não se trata simplesmente de uma divulgação das coleções, publicidade. Os fashion films têm uma verve criativa particular”, destaca. Áreas que sempre andaram próximas, por pertencerem a universos criativos que enfocam processos identitários, moda e cinema surgem em formas mais autorais nos curtas de moda, acredita Júlio.

Para a professora de moda e jornalismo Carla Mendonça, trata-se de uma relação de simbiose. “É bem difícil imaginar a disseminação da moda sem a ajuda do cinema. Mas, enquanto exercício estético, o fashion film é uma possibilidade da internet”, defende, apontando a participação das novas mídias na no desenvolvimento desse tipo de produção.

Em tempo, para o fim do ano, entre os dias 11 e 12 de dezembro, está prevista a realização do São Paulo Fashion Film Festival (SPFFF), organizado pelo top fotógrafo Jacques Dequeker. BH saiu na frente!